ideias em série

nada é mais livre que uma ideia

Parabéns Peter Pan!

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Faz hoje 105 anos que o Peter foi apresentado ao mundo, na primeira representação da peça de J.M. Barrie sobre o rapaz que não queria crescer.

Obrigado Peter, por nos dares boas razões para continuarmos a ser, cá dentro, crianças que acreditam num mundo mais bonito do que aquele que se pode ver lá fora. E obrigado por despertares a imaginação da minha filha com fadas, tesouros mágicos e ilhas que se alcançam indo pela segunda à direita até ao amanhecer...
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Quatro anos depois

Parece que foi ontem, mas já passaram quatro anos desde que o Plano Tecnológico foi apresentado... Já não estou envolvido profissionalmente na coordenação do Plano Tecnológico, mas não posso deixar de partilhar o privilégio que foi participar nessa aventura que continua a simbolizar a determinação de tornar o nosso País num lugar de maior progresso e desenvolvimento. Deixo os meus parabéns ao Carlos Zorrinho e a toda a fantástica equipa que continua a trabalhar todos os dias para dar uma nova ambição ao Plano Tecnológico.

Aproveito este aniversário para partilhar a apresentação que fiz na semana passada no 8.º Fórum TI, precisamente sobre a minha experiência de quatro anos no Plano Tecnológico e as oportunidades que se abrem para o sector tecnológico em Portugal.

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BlogConf 2.0: Francisco Louçã

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Pouco mais de uma semana a seguir à primeira BlogConf, o Bloco de Esquerda organizou uma evento similar, colocando Francisco Louçã face a face com um grupo de bloggers. Gostei de ver a naturalidade com que usaram a designação “BlogConf” e a hashtag do Twitter #BlogConf e a lista de participantes foi bastante plural, embora o processo de inscrições (email e mensagem directa no Twitter) não tenha sido tão cristalino como a wiki usada na primeira BlogConf.

O que se comprovou nesta segunda BlogConf é que o tipo de comunicação política é completamente diferente neste formato. Tal como José Sócrates, também Francisco Louçã aproveitou para falar de forma menos crispada e mais natural. A mensagem é que não surpreendeu, por exemplo, quando Louçã confirmou que não se conta com o Bloco para soluções de governo à esquerda. É uma informação importante, sobretudo para as pessoas (conheço várias) que hesitam entre o voto no PS ou no Bloco nas eleições de 27 de Setembro.

Fico muito curioso para ver se Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas ou Jerónimo de Sousa também se mostram disponíveis para uma iniciativa semelhante. É um risco fugir aos interlocutores habituais e responder, em directo, a perguntas inesperadas. Mas quem evita esse risco acaba por revelar a sua insegurança...

Os vídeos foram publicados pelo site do Bloco, mas deixo-os também aqui, na continuação do artigo, com janelas um pouco maiores.Ler o artigo completo...
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BlogConf 1.0: José Sócrates

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Realizou-se ontem a BlogConf, uma iniciativa do Paulo Querido com a minha colaboração e do Jorge Seguro Sanches, que colocou o José Sócrates face a face com outros 20 bloggers, que tiveram toda a liberdade para lhe colocar perguntas e para discutir com ele os mais variados temas durante mais de três horas. O convite foi lançado à blogosfera na sexta-feira e os interessados inscreveram-se no site wiki criado para suportar a iniciativa. Quem esteve presente foi quem primeiro se inscreveu e a lista de participantes impressiona pela pluralidade de opiniões, da esquerda até à direita.

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É a primeira vez que um candidato a primeiro ministro se coloca perante bloggers desta forma. Só por isso, já valeu a pena. As regras do jogo estão a mudar. Para além do exemplo mais óbvio dos blogues, o YouTube, o Twitter ou mesmo o Facebook estão a mudar a forma como temos acesso à informação e como cada um de nós se pode tornar num agente activo dessa mesma comunicação. É natural que os políticos não ignorem isso e só têm a ganhar se o reconhecerem depressa.

Esta mudança também aumenta o grau exigência. Se se olhar para a imprensa escrita, para as reportagens televisivas de ontem à noite ou para alguns blogues, parece que a notícia não é a novidade mas sim a transmissão ao vivo ter falhado... Pois falhou, a lei de Murphy parece gostar mais de atacar coisas novas. Da próxima vez correrá melhor. Contudo, e tal como foi prometido ontem, os vídeos foram colocados online esta manhã pelo site do movimento de campanha de José Sócrates, o Socrates2009.pt. Deixo-os aqui (na continuação do artigo), por ordem, para ser mais fácil percorrer esta maratona de três horas e meia. Ler o artigo completo...
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As lições da campanha de Obama

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A campanha Obama foi pioneira na utilização dos meios online num contexto político. Não é exagerado dizer que esses meios desempenharam um papel fundamental na eleição de Barack Obama como 44.º Presidente dos Estados Unidos. Basta lembrar que o seu site angariou 500 milhões de dólares, serviu para organizar mais de 100.000 eventos presenciais e deu origem a 20.000 grupos locais.

Ben Self (@bself), sócio fundador da Blue State Digital, esteve em Lisboa ontem, com o seu colega Dan Thain, para partilhar as lições que colheu da sua participação na campanha Obama. O evento, organizado pelo movimento Sócrates 2009, despertou muito interesse online. Por isso, apesar de estar quase tudo online (basta pesquisar #di09 no Twitter), pareceu-me útil partilhar aqui os vídeos e os links que foram apresentados.

#1 - Doar é participar

O acto de doar para uma campanha, mesmo que seja uma pequena quantia, torna quem faz a doação numa pessoa mais empenhada nessa campanha. Não é mais provável que essa pessoa volte a doar como a sua disponibilidade para trabalho voluntário é maior. Com mensagens de correio electrónico eficazes e segmentadas, a campanha pode manter facilmente um contacto próximo com os seus doadores, pedindo-lhes para falar com os vizinhos ou para telefonar a eleitores noutros estados. É assim que uma campanha assente em pequenas doações fica na posse desse colectivo. Vale a pena ver Barack Obama a jantar com quatro dos seus financiadores:



#2 - O YouTube permite um contacto directo

O vídeo anterior mostra uma das oportunidades que o YouTube abre: a comunicação directa com os eleitores, mostrando faces da personalidade do candidato que não são visíveis noutros meios. Qualquer eleitor pode assim conhecer um candidato mais intimamente do que alguma vez for possível. Essa possibilidade liberta os políticos da edição dos ‘mass media’, permitindo-lhes comunicar mensagens mais complexas. Um bom exemplo disso é o famoso discurso de Obama sobre a “raça”, visto por milhões de pessoas apesar de ter uma duração de 38 minutos. Surpreendentemente, as pessoas conseguem ouvir mensagens longas!



#3 - As histórias são fundamentais

E, muitas vezes, os apoiantes podem contar histórias mais convincentes que os próprios candidatos. Por exemplo, este vídeo é a história de um apoiante de Obama, Charles, de Boulder, Colorado, que ganhou um sorteio para se encontrar com o seu candidato.



#4 - As pessoas estão desejosas de participar

Dan Thain partilhou a sua experiência com a campanha HOPE not hate no Reino Unido, um esforço comunitário para combater o BNP, um partido de extrema-direita. Utilizando uma estratégia com base em meios online, a campanha mobilizou 115.000 pessoas, aumentou os donativos em 1200% e acabou por conter o crescimento do BNP das eleições europeias. Num ‘post’ no blog da Blue State Digital, Dan explica, por exemplo, como conseguiram impedir uma acção de campanha do BNP em Liverpool através de uma petição ‘online’. As pessoas estão desejosas de participar, desde que acreditem nas causas...

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Outro exemplo de envolvimento dos cidadãos, este citado pelo Ben Self, é o projecto Million Trees in New York City. Também aqui, a tecnologia desempenha um papel de facilitador da interacção:

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Esta breve síntese não consegue substituir a emoção que o Ben e o Dan colocaram na apresentação destas ideias. Porém, alguma dessa energia está bem visível nestas entrevistas que estão disponíveis ‘online’:






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Não programem as pessoas

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Imagine que o seu telefone toca e que, do outro lado da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma coisa, a assinatura de uma revista, um canal pago de televisão ou um seguro. Pelo tom de voz e pela forma de falar do seu interlocutor, percebe que ele está a ler. Pior, percebe que a conversa tem um caminho pré-definido, um guião, no qual pouco importa o que responde… Imagine agora que vai a um restaurante de ‘fast-food’. Chega a sua vez e pede uma cola sem gelo e um hamburger com queijo. Quem o atende responde “e qual é a bebida?” Nos dois casos, aquilo que o atingiu foi a febre dos ‘scripts’. Ler o artigo completo...
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As empresas podem ignorar os novos média?

A Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE) promoveu na semana passada o seu fórum anual, onde se discutiu a importância dos novos média para as estratégias de comunicação das empresas. O tema não podia ser mais actual face à relevância que as redes sociais, os blogs e o Twitter estão a ganhar entre nós.

Coube-me representar o Plano Tecnológico na abertura do fórum e decidi fazer uma intervenção com duas partes distintas. Primeiro, procurei mostrar como o Plano Tecnológico surge da necessidade de responder a um mundo que atravessa um período de mudança sem precedentes. Em seguida, não resisti a voltar a defender (como já tinha feito nas páginas do Diário Económico) que o pior erro que as empresas podem fazer é bloquear o acesso dos empregados às redes sociais... As empresas que assim procedem (e são tantas) não ficam só excluídas dessas redes, ficam cegas, surdas e mudas em relação ao que lá se passa...

Para demonstrar a importância dos novos média para a comunicação empresarial, escolhi dois exemplos: a utilização do Twitter pela Comcast para inovar na relação com os clientes e a forma como a Domino's Pizza respondeu através das redes sociais a um vídeo que podia ser devastador para a marca.

Pouco tempo antes da hora de início da sessão, decidi partilhar através do Twitter o que pretendia dizer. O tema suscitou respostas e decidi pedir outras sugestões, para além dos dois casos que já tinha em mente. A reacção fala por si e demonstra, para quem ainda precisar de provas, como é que estes meios nos podem aproximar uns aos outros:

Rui Grilo: What's the role of new media in the internal communication strategies? This afternoon in Lisbon - http://www.apce.pt 2:09 PM Apr 28th from Gravity
Rui Grilo: I'll be speaking at the opening session http://apce.pt - a good opportunity to say again: companies, stop blocking social networks! 2:11 PM Apr 28th from Gravity
sherpas: @rgrilo tenho de me disponibilizar... um dia! Questão de... actualização de "saberes" tão escassos... nas estratégias dos média actuais! 2:12 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
ananeves: @rgrilo que pena! adorava estar presente e só soube do evento agora com este seu tweet Sad 2:15 PM Apr 28th from TweetDeck in reply to rgrilo
MariaSpinola: RT @rgrilo speaking at the opening session http://apce.pt - a good opportunity to say again: companies, stop blocking social networks! 2:16 PM Apr 28th from web
hugodom: Couldn't agree more! RT @rgrilo: http://apce.pt - a good opportunity to say again: companies, stop blocking social networks! 2:16 PM Apr 28th from DestroyTwitter
Rui Grilo: @ananeves Está visto que a APCE tem que usar mais os novos média para promover os eventos... Winking 2:19 PM Apr 28th from Gravity in reply to ananeves
sherpas: @rgrilo muitos jornais/televisões... sentem ameaça, menos interessantes do que redes! Não podem parar... "intervenção directa das gentes"! 2:19 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
Rui Grilo: @sherpas Absolutamente! E as empresas que ignorem os novos média ficam cegas, surdas e mudas face ao que acontece aí! 2:21 PM Apr 28th from Gravity in reply to sherpas
ananeves: @rgrilo pois, parece mesmo que sim. Espero que seja um bom evento e fico a aguardar os tweets de quem estiver presente 2:21 PM Apr 28th from TweetDeck in reply to rgrilo
pgsimoes: MUITO BEM RT: @rgrilo: I'll be speaking at http://apce.pt - a good opportunity to say: companies, stop blocking social networks! 2:21 PM Apr 28th from TwitterFox
Rui Grilo: At http://apce.pt forum, I'll quote Comcast http://tinyurl.com/comcast-twt and Domino'sPizza http://tinyurl.com/domino-pq (pt) +suggestions? 2:23 PM Apr 28th from Gravity
ananeves: @rgrilo check out "Naked Pizza puts up Twitter billboard" http://tinyurl.com/cy3oet (via @KursaalTom, @woonyOstend) 2:26 PM Apr 28th from TweetDeck in reply to rgrilo
MariaSpinola: @rgrilo em http://www.twibes.com/group... encontras "bons e maus" exemplos 2:27 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
MariaSpinola: @rgrilo Bom exemplo: From "Dell Hell" To "Dell That Gets Social Media Listening and Engagement: http://www.dell.com/twitter 2:27 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
MariaSpinola: @rgrilo Mais um bom exemplo: Apple apologizes for Baby Shaker: http://tinyurl.com/czplpe ( see also http://tinyurl.com/crjwh8 ) 2:27 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
ananeves: @rgrilo dê tb uma olhada no texto http://tiny.cc/9ZFVY e nos comentários que oferecem mais alguns links interessantes 2:29 PM Apr 28th from TweetDeck in reply to rgrilo
MariaSpinola: @rgrilo Mau exemplo Amazon's Silent Mistake in the Face of a Social-Media Firestorm: http://adage.com/digitalnex... 2:30 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
josebaldino: RT @GoUp para apoiar @rgrilo A good post how social media change the rules of the marketplace. http://migre.me/JNa2:30 PM Apr 28th from web
sherpas: @rgrilo há mais de quatro, cinco, seis anitos atrás... ou mais, que m´apercebi disso mesmo, não sendo "expert" no assunto, meu caro! lol 2:33 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
MariaSpinola: @rgrilo e mais um exemplo de como provocar uma "tempestade" nas redes sociais: http://tinyurl.com/dllffw 2:34 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
joaovc: @rgrilo how about Petrogal? 2:36 PM Apr 28th from Tweetie in reply to rgrilo
sherpas: @rgrilo no anterior "post"... foram "mais" a "mais"!!!... Por vezes... excedo-me, tal como muitos/as!!!... lol 2:37 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
Rui Grilo: @ananeves Obrigado Ana. 2:38 PM Apr 28th from Gravity in reply to ananeves
Rui Grilo: Muito obrigado a todos! @ananeves @sherpas @joaovc @josebaldino @GoUp @MariaSpinola - consegui incluir os vossos links na apresentação 2:50 PM Apr 28th from Gravity
sherpas: @rgrilo "honrado"... me sinto!!!... Não minto!!!... lol 2:53 PM Apr 28th from web in reply to rgrilo
Rui Grilo: @joaovc Inclui o link para o teu artigo Blogs e Twitter 2:55 PM Apr 28th from Gravity in reply to joaovc
Rui Grilo: Vai começar... Happy 2:56 PM Apr 28th from Gravity

Obrigado a todos os que interagiram comigo nesse dia e, tal como prometi, aqui fica a apresentação que usei na abertura do fórum. O novo slide com as sugestões que recebi é o número 26:


[Post publicado originalmente no
Criar2009]
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Armadilhas da crise

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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As dificuldades da conjuntura económica estão a obrigar muitos gestores a tomar decisões difíceis. Têm que encontrar oportunidades de negócio, avaliar retornos e responder permanentemente a um mundo que oscila de forma imprevisível e incontrolável... As pressões do mercado, dos accionistas e dos bancos obrigam quem tem responsabilidades de gestão a tentar, em simultâneo, aumentar a produtividade e promover a inovação. É preciso reduzir custos e encontrar novas fontes de receitas. Mas, se os objectivos são óbvios, a forma de os alcançar pode esconder muitas armadilhas. Ler o artigo completo...
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Contrariar o "bom-senso"

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Quem não arrisca, limitando-se a repetir fórmulas testadas, está condenado ao fracasso. Foi este o aviso que Kjell Nordström deixou aos gestores numa conferência recente em Lisboa. Professor na Stockholm School of Economics e co-autor de livros como "Funky Business" e "Karaoke Capitalism", Nordström é um provocador profissional, um feroz crítico da "normalidade" que é capaz de expressar com clareza uma ideia evidente: se todos tentam repetir os mesmo casos de sucesso, a nossa economia torna-se num ‘karaoke' desafinado, onde as mesmas ideias são repetidas até à exaustão como se não fosse possível fazer outra coisa. Ler o artigo completo...
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Pequenos detalhes fundamentais

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Perceber o que conduz ao sucesso é fundamental. Malcom Gladwell procurou fazer precisamente isso com o seu livro "Outliers", publicado no fim de 2008 e já com versão portuguesa. O que leva algumas pessoas a erguer-se acima da multidão? Ler o artigo completo...
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