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Saber olhar

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Reparei há pouco, graças a um artigo do Pedro Mexia no Público, que Henri Cartier-Bresson teria feito ontem 100 anos se ainda fosse vivo. Esse artigo não está disponível online, mas este está, tal como incontáveis imagens e biografias repetidas. Não quero acrescentar mais uma...

Para mim, Bresson é simplesmente uma razão muito forte para gostar de fotografia. Não pela sua mestria técnica nem pela sua famosa Leica mas sim pelo contrário, pela simplicidade de reduzir a fotografia à arte de saber olhar e escolher o instante que dá vida a uma imagem parada. E saber olhar é apenas escolher o que se inclui e se exclui da imagem, é encontrar a perspectiva e o ponto de observação que melhor contam a história. Tudo o resto são detalhes técnicos. Indispensáveis, mas claramente secundários.

Qualquer fotógrafo se perde com facilidade na vertigem do equipamento: mais megapíxeis, um zoom mais “potente”, uma objectiva mais “luminosa”... Mas qualquer câmara é apenas uma extensão do olhar, como escreveu Cartier-Bresson há mais de 50 anos. Quanto mais natural for essa extensão, digo eu, maior será a sua capacidade de ver. E basta folhear as páginas de “Um silêncio interior: os retratos de Henri Cartier-Bresson” para se perceber que não há nada mais natural do que a forma como aquele homem olhava...
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Parker "51", a caneta eterna

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Já usei muitas canetas, modernas, antigas, caras, baratas, mas há uma que se distingue: a Parker “51”. Lançada em 1941 e produzida até meados dos anos 1970, a “51” é um objecto simples, discreto e perfeito no seu funcionamento, mesmo depois de 40 ou 50 anos a escrever.Ler o artigo completo...
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