ideias em série

nada é mais livre que uma ideia

Não programem as pessoas

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Imagine que o seu telefone toca e que, do outro lado da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma coisa, a assinatura de uma revista, um canal pago de televisão ou um seguro. Pelo tom de voz e pela forma de falar do seu interlocutor, percebe que ele está a ler. Pior, percebe que a conversa tem um caminho pré-definido, um guião, no qual pouco importa o que responde… Imagine agora que vai a um restaurante de ‘fast-food’. Chega a sua vez e pede uma cola sem gelo e um hamburger com queijo. Quem o atende responde “e qual é a bebida?” Nos dois casos, aquilo que o atingiu foi a febre dos ‘scripts’. Ler o artigo completo...
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Armadilhas da crise

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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As dificuldades da conjuntura económica estão a obrigar muitos gestores a tomar decisões difíceis. Têm que encontrar oportunidades de negócio, avaliar retornos e responder permanentemente a um mundo que oscila de forma imprevisível e incontrolável... As pressões do mercado, dos accionistas e dos bancos obrigam quem tem responsabilidades de gestão a tentar, em simultâneo, aumentar a produtividade e promover a inovação. É preciso reduzir custos e encontrar novas fontes de receitas. Mas, se os objectivos são óbvios, a forma de os alcançar pode esconder muitas armadilhas. Ler o artigo completo...
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Contrariar o "bom-senso"

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Quem não arrisca, limitando-se a repetir fórmulas testadas, está condenado ao fracasso. Foi este o aviso que Kjell Nordström deixou aos gestores numa conferência recente em Lisboa. Professor na Stockholm School of Economics e co-autor de livros como "Funky Business" e "Karaoke Capitalism", Nordström é um provocador profissional, um feroz crítico da "normalidade" que é capaz de expressar com clareza uma ideia evidente: se todos tentam repetir os mesmo casos de sucesso, a nossa economia torna-se num ‘karaoke' desafinado, onde as mesmas ideias são repetidas até à exaustão como se não fosse possível fazer outra coisa. Ler o artigo completo...
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Pequenos detalhes fundamentais

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Perceber o que conduz ao sucesso é fundamental. Malcom Gladwell procurou fazer precisamente isso com o seu livro "Outliers", publicado no fim de 2008 e já com versão portuguesa. O que leva algumas pessoas a erguer-se acima da multidão? Ler o artigo completo...
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Choque de Gerações

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)

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Esta geração de “nativos digitais” já está nas nossas empresas e organizações, a tentar encaixar-se num jogo que lhe é estranho. Tal como a geração anterior ia beber um café ou buscar um copo de água para falar com os colegas, esta geração tentar actualizar o seu estado no Facebook ou no Hi5. Mas, em vez de o conseguir fazer com naturalidade, descobre que a administração de redes da sua empresa decidiu bloquear o acesso a esses sites, tal como ao YouTube e a muitos outros recursos que assim lhe ficam vedados. Com a desculpa da produtividade, do tráfego de dados e da largura de banda (como se esta não duplicasse a cada 12 meses), a decisão até parece aparentemente razoável. Mas será mesmo? Ler o artigo completo...
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Que podemos aprender com esta crise?

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)

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Há várias semanas que a crise financeira ocupa as primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem hoje dúvidas do seu profundo impacto económico, social e político. Mas há uma questão central que tem passado ao lado da maior parte das análises: que aprendemos nós realmente com esta crise? Ler o artigo completo...
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E não é que ainda há quem seja directo?

Encontrei ontem nos blogs muitos comentários ao email interno que o Steve Jobs enviou a todos os colaboradores da Apple a admitir que o lançamento do seu novo serviço online MobileMe correu mal. Já se sabia que correu mesmo mal, mas o que este email tem de especial é que prova que é possível fazer comunicação interna numa grande empresa sendo directo e claro. Em vez de um texto longo e elaborado, Jobs limitou-se a admitir que falhou em 246 palavras (não fui eu que contei), identificando o que não correu bem e o que decidiu fazer em relação ao assunto. Parece simples não é?

Aqui está o texto integral do mail:

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Team,

The launch of MobileMe was not our finest hour. There are several things we could have done better:

– MobileMe was simply not up to Apple’s standards – it clearly needed more time and testing.

– Rather than launch MobileMe as a monolithic service, we could have launched over-the-air syncing with iPhone to begin with, followed by the web applications one by one – Mail first, followed 30 days later (if things went well with Mail) by Calendar, then 30 days later by Contacts.

– It was a mistake to launch MobileMe at the same time as iPhone 3G, iPhone 2.0 software and the App Store. We all had more than enough to do, and MobileMe could have been delayed without consequence.

We are taking many steps to learn from this experience so that we can grow MobileMe into a service that our customers will love. One step that I can share with you today is that the MobileMe team will now report to Eddy Cue, who will lead all of our internet services – iTunes, the App Store and, starting today, MobileMe. Eddy’s new title will be Vice President, Internet Services and he will now report directly to me.

The MobileMe launch clearly demonstrates that we have more to learn about Internet services. And learn we will. The vision of MobileMe is both exciting and ambitious, and we will press on to make it a service we are all proud of by the end of this year.

Steve

(E sim, este post significa que voltei a escrever...)
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