ideias em série

nada é mais livre que uma ideia

Há sempre uma boa razão...

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Há sempre uma boa razão para não escrever. Há sempre uma excelente razão para adiar, para procrastinar. Há sempre algo que falta para que tudo se possa ajustar. Há sempre um tempo que chegará, no qual haverá mais tempo. Há sempre mais uma gaveta para guardar um projecto que seria novo se não ficasse nessa mesma nova gaveta. Há sempre algo mais urgente que tem que se fazer primeiro, ainda que depois se adie para o dia seguinte...

Mas há um instante em que o tempo não concede mais tempo... Será esse tempo agora?

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Por uma estrada solitária

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Lhasa de Sela, 1972-2010


Dos arquivos do 5 minutos:

20 de Dezembro de 2004


Com toda a palavra, com todo o sorriso, com todo o olhar, com toda a carícia... Há duas semanas, a noite foi especial porque Lhasa de Sela, uma mulher de corpo seco e magro, com uma voz rouca e doce, entregou a sua música e a sua alma a uma Aula Magna completamente cheia por um público rendido.

Não faltou nada. Lhasa encantou pela sua simplicidade, pelo esforço com que falou em português, pelas histórias de si própria que partilhou com tantos desconhecidos... E um dos momentos mais especiais foi quando ela cantou o fado “Meu Amor” da nossa Amália, que tinha aprendido, assim, como se fosse tão simples, da última vez que tinha estado em Portugal.

Lhasa deu vida a sua estrada e à nossa noite. Uma noite mágica...

21 de Setembro de 2004


A viagem como forma de vida. É isso que nos ensina Lhasa com as canções hipnóticas de The Living Road. É na estrada que ela se sente em casa, é no movimento que ela se reconhece. E isso está impresso bem fundo na alma desta mexicana americana, filha de uma fotógrafa e actriz e de um professor. Porque foi o movimento que ela primeiro conheceu, a bordo de velho autocarro de escola convertido em casa móvel. Ela percorreu a América com a sua família, como uma nómada moderna. Sem televisão, banida deliberadamente pelos pais dela, as noites da sua infância foram passadas a cantar no meio da sua grande família, com três irmãs, três meia-irmãs e três meio-irmãos. Música, livros, sentir... À margem da grande aldeia.

E foi à margem que Lhasa continuou a viver em Montreal. E foi à margem que ela regressou aos Estados Unidos em 1997 e 1998, mesmo quando o sucesso lhe bateu à porta ao som do primeiro disco. Coisa estranha... E o que fez ela? Partiu novamente, desta vez rumo a França, onde se juntou ao circo de duas irmãs e percorreu a Europa. E a fama, Lhasa? Que vale isso, imagino-a a responder, quanto há emoções tão mais fortes?

Mas a estrada regressa, uma e outra vez. E Lhasa voltou. Desta vez, foi a própria estrada que ganhou vida, a meio caminho entre o canto e o mais puro encanto com o próprio exílio em que vive voluntariamente. E foi assim que surgiu The Living Road, um disco que se ouve em espanhol, em francês e em inglês. Um disco que se descobre pouco a pouco. Canções que enchem sete anos de vida. E a estrada começa aqui, na minha própria porta... Para onde parte?

E partiste definitivamente por uma estrada solitária... Fica a saudade dessa voz, rouca de tanto respirar este mundo.

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Parabéns Peter Pan!

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Faz hoje 105 anos que o Peter foi apresentado ao mundo, na primeira representação da peça de J.M. Barrie sobre o rapaz que não queria crescer.

Obrigado Peter, por nos dares boas razões para continuarmos a ser, cá dentro, crianças que acreditam num mundo mais bonito do que aquele que se pode ver lá fora. E obrigado por despertares a imaginação da minha filha com fadas, tesouros mágicos e ilhas que se alcançam indo pela segunda à direita até ao amanhecer...
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Não percebemos assim tanto como pensamos...

As viagens de avião são uma oportunidade única para lermos ou vermos as coisas que estavam guardadas para “quando houvesse tempo”. Ontem, enquanto voava para Bruxelas para mais uma reunião, dividi o meu tempo entre o último livro do Don Tapscott (vai sair um comentário em breve, quando acabar) e algumas “TED talks” que tinha seleccionado para ver.

Foi no meio dessas talks que parei no relato fascinante de Jonathan Drori sobre a diferença entre o que pensamos que sabemos e o que sabemos realmente. Drori defende que a forma como muitos conceitos são ensinados acaba por prejudicar a nossa compreensão do mundo. Polémico? Claro que sim, mas ele começa logo por nos fazer quatro perguntas:

- Onde vão as árvores buscar a matéria de que a madeira é feita?
- É possível acender uma lâmpada só com uma pilha e um fio?
- Porque é que o Verão é mais quente que o Inverno?
- Consegue desenhar um diagrama do Sistema Solar com as órbitas dos planetas?

Veja as respostas no vídeo. Talvez fique surpreendido...



PS: E vejam o anúncio da Nokia no fim! Faz lembrar o “Epic2015”...
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A mudança acontece...

Como a crise descansa ao fim-de-semana e as inundações do dia já passaram, esta é uma boa altura de partilhar um vídeo que me apresentaram ontem mas que já anda por aí desde Fevereiro do ano passado. A mudança acontece, e às vezes é bom ganharmos uma perspectiva das coisas...

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O novo "efeito borboleta"

O “efeito borboleta” é um dos aspectos mais célebres da teoria do caos e expressa a ideia de que o bater de asas de uma borboleta sobre Tóquio pode provocar uma tempestade em Nova Iorque. O termo surgiu do trabalho de Edward Lorenz e mostra como pequenas causas podem ter grandes e imprevisíveis efeitos o que, se quisermos simplicar, o que de mais importante temos a aprender com a teoria do caos. Lembro-me disto a propósito de um link que segui esta manhã e que me levou ao “girl effect”, uma espécie de “efeito borboleta” aplicado ao futuro da humanidade... Que efeito pode ter o destino de uma rapariga? Veja em The Girl Effect.

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O admirável novo "wiki-mundo"

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Qual é o impacto na economia e nos modelos de negócios das novas formas de colaboração que a Internet tornou possíveis? É essa a questão essencial que Tapscott e Williams procuram responder, relacionando o funcionamento da economia com o desenvolvimento da blogosfera e dos sites wikis, o peso crescente do acesso móvel à Internet e o surgimento de cada vez mais comunidades activas virtuais. O livro leva tão a sério a sua própria mensagem que termina com um convite ao leitores para participarem na sua conclusão no site www.wikinomics.com.Ler o artigo completo...
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A crise financeira está finalmente explicada!

Num dia como hoje, é preciso manter noção da realidade. Afinal que crise é esta? O humor britânico explica... Primeiro, descreve melhor do que qualquer economista o que é realmente a volatilidade dos mercados e a crise do crédito "sub-prime" nos Estados Unidos. Depois das gargalhadas, deixa-nos a pensar com a clareza cortante da última frase... "Não somos nós quem vai sofrer mas sim o seu fundo de pensões!"

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Há bolha ou não há bolha?

Descobri este vídeo através do Digital do Público. Com polémica por causa dos direitos de autor ou sem ela, a verdade é que está muito bem apanhado! Web 2.0, planos de negócio baseados no efeito de rede, oferecer o serviço principal e cobrar pequenos serviços para viabilizar o negócio... Onde é que eu já ouvi isto? Terá sido só há 7 anos? Happy

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A beleza da física



Vale a pena ouvir o físico Murray Gell-Mann, autor do Quark e o Jaguar, na última talk do TED. É impressionante ver como ele mostra que a beleza é essencial, mesmo nos domínios insondáveis da física de partículas e da matemática mais avançada. Será que uma equação, por ser tão "bela", tem mesmo de ser verdadeira? Será essa "beleza" o sinal de "algo mais"? Até a isso Gell-Mann responde no fim da conversa...
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O mundo plano

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Tom Friedman surpreendeu muita gente em 2005 quando anunciou que, subitamente, o mundo se tinha tornado mais plano. Ele quis dizer com isso que o terreno de jogo estava mais nivelado porque se estavam a esbater as barreiras tradicionais da geografia e da economia. Nesse “mundo plano”, países, empresas e indivíduos passam a conseguir competir à escala global a partir de locais periféricos como Bangalore, na Índia, ou Dalian, na China.Ler o artigo completo...
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Somos nós a máquina?



Este vídeo surgiu como uma resposta a uma descrição (um bocado monocórdica) da Web 2.0 que foi colocada no YouTube, mas já foi visto muito mais vezes (3.331.565 no momento em que escrevo). É uma ilustração fascinante do presente, da forma como a tecnologia está a mudar a forma como interagimos com a informação, como a organizamos e como a usamos.

Num mundo de texto digital, ligado por hiperligações, trocado através de XML e agregado em leitores de RSS, não estamos só a usar a máquina. É a “máquina” que nos usa a nós e somos nós que nos tornamos na “máquina”, uma rede de milhões de pessoas que comunicam entre si e partilham informação.

Inspirador ou assustador?
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O site de todas as ideias

Desde 1984, mil pessoas por ano têm o privilégio de ouvir os maiores pensadores do mundo nas conferências anuais TED. Muito para além das áreas que a sigla TED sugere ("Technology, Entertainment, Design"), estas conferências tornaram-se num ponto de encontro de pessoas tão diferentes como Al Gore, Bono ou Chris Anderson. Os temas vão desde o impacto da tecnologia na nossa vida até à existência de Deus, passando pelo que nos faz feliz ou pelo próprio funcionamento da mente. Não há limites para a criatividade.

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O site TED - “Ideas Worth Spreading”, lançado em Abril deste ano, dá-nos acesso a quase tudo o que esse mil privilegiados puderam ouvir. Tudo, com um interface fabuloso, vídeos de boa resolução, preparados para ver no computador ou no iPod, em directo ou depois de fazermos o download. Um site fascínante, que já me levou a descarregar muitos vídeos, a ver outros tantos e a enviar alguns. E sim, há mesmo ideias que vale a pena espalhar.

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