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Parker "51", a caneta eterna

Já usei muitas canetas, modernas, antigas, caras, baratas, mas há uma que se distingue: a Parker “51”. Lançada em 1941 e produzida até meados dos anos 1970, a “51” é um objecto simples, discreto e perfeito no seu funcionamento, mesmo depois de 40 ou 50 anos a escrever.

Os instrumentos de escrita estão hoje reduzir-se a dois segmentos: objectos descartáveis, com duração limitada e baixo custo, ou objectos de status que, muitas vezes, sacrificam a sua função à imagem. Mas, quanto mais escrevo em teclados de computador, mais me apetece sentir o deslizar suave de um aparo sobre o papel. E, para isso, não há nenhuma caneta como a Parker “51”.

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Se quiser conhecer tudo o que há para saber sobre esta caneta histórica, pode encontrar o livro de David e Mark Shepherd na Surrenden Pens. Online, também se descobre quase tudo. O Rick Conner faz as apresentações, o Tony Fishier mostra (e ensina a distinguir) todas as versões que foram feitas e o Richard Binder mostra a anatomia e explica como funciona.

Comprar uma também é fácil. Como foram vendidos muitos milhares de exemplares, encontra-se sempre um bom exemplar numa feira de antiguidades ou no eBay. Os preços variam, mas é possível encontrar um exemplar dos mais comuns por 40 ou 50€. Infelizmente, é cada vez mais difícil encontrar quem as repare, mas a maior parte delas só precisam de ficar dentro de água durante alguns dias, encher e esvaziar com água limpa várias vezes a seguir e pronto, estão prontas para escrever.