fotografia:

pequeno manual prático

Quem queira fotografar a cores pode escolher entre dois tipos de filme: negativos e diapositivos (slides). Os negativos têm uma maior amplitude tonal e permitem obter provas impressas rapidamente e de forma económica. Os diapositivos têm, contudo, uma enorme vantagem: apresentam exactamente o que o fotógrafo captou, sem intermediários, compensações de cor ou erros de impressão. Olhando para um slide podemos ver se a exposição foi a pretendida, se focagem foi adequada e se as cores têm uma boa saturação, examinando um negativo pouco se consegue concluir.. Os filmes diapositivos lentos (50 ISO) oferecem ainda uma definição extraordinária, o que os torna na escolha de muitos fotógrafos.

Quanto menor for a sensibilidade de um filme, maior será a definição que oferece, pelo que convirá utilizar o rolo mais lento utilizável em cada situação. Mas tudo é relativo e, por vezes, pode-se utilizar um filme com grão para alterar o aspecto da imagem, dando textura, por exemplo, à neve. Em diapositivos, o Fuji Velvia (de 50 ISO) parece liderar as escolhas profissionais, seguido pelo Fuji Provia 100F e pela gama Kodachrome. Em negativos, os Kodak Portra 160VC e NC disputam com o Fuji Reala o máximo de definição, mas há vários filmes até aos 400 ISO com uma definição razoável e cores realistas.

A fotografia a preto-e-branco, com o seu aspecto intemporal, continua a atrair muitos interessados que, por vezes, esbarram nas dificuldades da revelação em casa ou no custo de a mandar fazer num bom laboratório. Os filmes a preto-e-branco cromogénios vieram amenizar esses “inconvenientes”, pois revelam-se através do mesmo processo que os filmes a cores. Quer o Ilford XP2 Super quer o Kodak T-Max 400CN oferecem excelentes resultados, apesar de não terem a mesma longevidade que um filme monocromático convencional. É frequente, contudo, que os laboratórios menos cuidadosos façam a impressão das provas em papel para fotografia a cores, apresentando resultados confrangedores. É que as impressões devem ser feitas em papel monocromático, o que permite obter excelente definição e contraste. Os filmes para preto-e-branco clássico continuam disponíveis na maior parte das lojas de fotografia, sendo de recomendar as linhas Delta da Ilford, T-Max da Kodak e APX da AGFA (o AGFA APX 25 ISO é especialmente interessante, pois tem uma definição extraordinária e muito pouco grão).

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Solar Monfalim, Évora (Nikon F50, Sigma 28-70 f/2.8-4, Kodak Gold Zoom 800) Só com um filme extremamente rápido foi possível captar esta fotografia apesar da pouca luz existente.
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