Não faltam livros de gestão com soluções e métodos infalíveis. Não é isso que vai encontrar aqui. Este site é o arquivo dos artigos publicados quinzenalmente no Diário Económico, narrativas e reflexões sobre experiências reais, provocações para quem quiser discutir o que significa hoje gerir.

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discutir a gestão

Os melhores líderes

As nossas escolhas são, quase sempre, mais reveladoras do que poderíamos imaginar. E não pode haver escolhas mais simbólicas do que as polémicas votações para encontrar o melhor e o pior português de sempre. Enquanto se espera a divulgação da lista dos 100 melhores portugueses e dos 10 finalistas para a votação final, podemos surpreender-nos com a votação ‘online’ para as duas categorias do pior português de sempre e pensar no que estas escolhas revelam sobre um inconsciente que, se não é colectivo, é pelo menos partilhado por muita gente. Ler o artigo completo...
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Medir em vez de mentir

A falta de transparência dos indicadores de desempenho de uma empresa tem uma causa fundamental: também são usados para a avaliação dos colaboradores. Se os gestores utilizam a mesma informação para perceber o que se passa na organização e para decidir quanto pagar de bónus, há fortes incentivos para que essa informação seja deturpada. A justificação para manter esta prática, apesar da desconfiança que cria na relação entre gestores e colaboradores, é a objectividade. Ler o artigo completo...
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A persuasão do powerpoint

Não me lembro de nenhum tema que tenha apaixonado mais a espécie humana do que encontrar a ligação entre causas e efeitos. Quando ignoramos as causas de alguma coisa, o medo que essa coisa nos provoca é ampliado de forma assustadora. Quando percebemos as causas desse efeito, o medo atenua-se e ganhamos uma sensação de controlo sobre o que está a acontecer. Ao longo da história do Homem foi assim, por exemplo, com o fogo, os relâmpagos e algumas doenças. Da mesma forma, quando procuramos um determinado efeito procuramos gerar causas que nos deixem seguros de que atingiremos esse objectivo. Ler o artigo completo...
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O ‘jeitinho’

Há empresas grandes e burocráticas que conseguem manter-se competitivas em sectores que estão em mudança constante. São empresas como a Nokia que, apesar de serem pesadas e mudarem lentamente, continuam a ter um lugar no pódio da competitividade. Como o conseguem? Ler o artigo completo...
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O que não se controla

A vida em diferentes organizações, privadas ou públicas, tem por vezes semelhanças extraordinárias. Tenho ouvido nas últimas semanas várias histórias, contadas por pessoas que trabalham em diferentes empresas e organismos públicos, que partilham um traço comum muito claro: a ansiedade e a sensação de vazio que uma mudança esperada provoca enquanto não se concretiza. O mais curioso nas várias narrativas é que não é a mudança em si que desperta essas emoções difíceis, mas sim a perda de sentido que a espera provoca. E a pergunta que surge é muito simples: “Se tudo vai mudar, que faço eu aqui?” Ler o artigo completo...
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Negociação não, persuasão

A negociação é vista como uma competência central dos gestores. No entanto, nas organizações, a persuasão é tão ou mais importante do que a negociação. Por duas razões: Primeiro, os processos formais de persuasão são cada vez mais frequentes nas empresas. Segundo, o sucesso numa negociação depende muitas vezes de um processo informal de persuasão. Ler o artigo completo...
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O que não se mede

Quando descobri o mundo fascinante da psicologia, uma das ideias que me impressionou mais foi a noção de que para nos defendermos da ansiedade que alguma situação nos provoca acabamos por criar um problema maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o medo de alguma coisa que nos possa fazer perder auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos defendermos de um problema que receamos podemos acabar por criar outros maiores. Ler o artigo completo...
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Confiança, coesão e sucesso

Numa altura em que ainda se digere a derrota nas meias-finais frente à França, vale a pena mesmo assim reflectir sobre o que faz uma equipa de futebol, tal como uma empresa, ter sucesso ou falhar. E a equipa que Scolari construiu, mesmo sem ter chegado à final, dá-nos espaço para algumas analogias interessantes com o mundo empresarial. O mais curioso é que essas analogias dão mesmo vida aos aspectos centrais da nossa vida empresarial que o sociólogo Richard Sennett identifica no seu último livro (‘The Culture of the New Capitalism’, que traduzido à letra será qualquer coisa como ‘A cultura do novo capitalismo’, editado este ano pela Yale University Press e ainda sem publicação entre nós). Ler o artigo completo...
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Chamem a Miss Marple

Uma notícia, sem grandes parangonas, dava conta de uma coisa absolutamente desarmante. Aparentemente, tivemos – parece que ainda temos – uma dúzia de aviões de combate encaixotados desde há anos. Não há nada de surpreendente nesta questão. Provavelmente tenho estado distraído, mas não dei por um singelo reparo da Oposição. Pelo menos daquela oposição, que nunca foi governo e portanto, nunca ocupou o lugar de ”guardião” dos caixotes... Ler o artigo completo...
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Montra e janela

Hoje quero provocar os leitores com o seguinte argumento: os sistemas de informação (SIs) não são uma janela, são uma montra. Esta provocação não é um exercício de imaginação académica, é o resultado de 15 meses de investigação numa multinacional que é apresentada como um exemplo de sucesso na implementação de SIs estratégicos. Ler o artigo completo...
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O paradoxo dos “colaboradores ideais”

A propósito de um dos últimos artigos deste painel, uma leitora enviou-me o endereço de um dos seus blogs preferidos. Segundo ela, estava muito perto da forma como se discutia nesse artigo a liderança das nossas empresas. Fiquei curioso e segui imediatamente o link… Foi assim que descobri o Creating Passionate Users, um excelente blog escrito a oito mãos em http://headrush.typepad.com/. Ler o artigo completo...
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O Mercado das Ideias de Gestão

Poucos mercados estarão tão fragmentados, contudo, tão ocupados como o das ideias luminosas para gerir as empresas. O “sector” está hiper segmentado. Não obstante, evidencia uma característica saliente e comum. O Marketing. É que as ideias (produto) são quase sempre apresentadas como improteláveis, inelutáveis e inexoráveis, devendo, nós, aplicá-las imediatamente sob pena da empresa ser arrastada para um vergonhoso, e facilmente evitável, insucesso. Bastará ler o capítulo introdutório de qualquer livro sobre uma qualquer nova buzzword e lá estará, o aviso e a ameaça velada: “this is a book about the future that is already here and a book for people who expect to be part of it”... Bom, e nós, ansiosos por participar neste ou noutro qualquer futuro, precipitamo-nos a ler com avidez. Ao fim ao cabo todos “queremos chegar primeiro ao futuro”, pese embora o facto de os tipos na Austrália chegarem sempre com umas largas horas de avanço... Ler o artigo completo...
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De que liderança precisamos?

A liderança é um aspecto essencial da gestão. Ninguém lidera uma organização sem gerir e é quase impossível gerir sem alguma forma de liderança. Mas liderar é geralmente associado a figuras com uma aura quase mística, gestores carismáticos ou visionários de sucesso. Mas será essa a liderança que faz falta nas nossas empresas? Ler o artigo completo...
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O Paradoxo das Pessoas Perfeitas

Actualmente enfrentamos um contexto de incerteza crescente. As relações de causa e efeito estáveis, aqui há umas décadas, parecem ter dado lugar a verdadeiras cadeias de causalidades circulares que tornam o mundo, por vezes, pouco compreensível. Desde os múltiplos factores que “explicam” a subida dos preços dos combustíveis, à instabilidade política, à sucessão de coisas mais prosaicas como soluções para armazenar dados, que perecem em meses. Alguém se lembra da tecnologia DAT que era oferecida no mercado com o nome comercial sugestivo de “Jazz”? Às soluções de conexão de periféricos que mudam de geração em geração de computadores a ritmo que nos deixa as gavetas cheias de cabos, com nomes estranhíssimos como “Scusi”, mas que aparentemente já só interessam a arqueólogos e antropólogos... Ler o artigo completo...
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Em que tabuleiro quer jogar?

A inovação é apresentada, ultimamente com carácter obsessivo, como solução para os problemas empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia, facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de avanços na física, de produtos complexíssimos de engenharia, de curas com base em extraordinários avanços na genética. Constitui, aparentemente a porta única para uma economia baseada no conhecimento e na tecnologia, porta que nos deveremos apressar a franquear sob pena que se feche para todo o sempre... Ler o artigo completo...
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A herança do Sr. Taylor

O mundo da gestão seria muito mais simples se tudo corresse de acordo com o que é planeado, sem surpresas nem imprevistos. Seria um mundo de regras evidentes e instruções claras, perfeitamente “científico”, no qual os gestores se poderiam concentrar em pensar, deixando a outros profissionais a execução segura das suas orientações. Um mundo assim poderia realmente existir? Ler o artigo completo...
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O paradoxo da inovação

As empresas criam novidades, sob a forma de produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos, mais úteis e de modo crescente híbridos de várias tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados” nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e mais das empresas. De facto, já assimilámos palavras como segunda geração, ‘restyling’, ‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes quando nos referimos a produtos cuja complexidade não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como objectos triviais. A maior parte de nós acha perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja receptor de televisão, e, porque não, que os óculos de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar alguns mal entendidos. Ler o artigo completo...
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A gestão como ela é

A gestão está a tornar-se cada vez mais importante. Toca-nos a todos, quando trabalhamos numa organização, quando corremos o risco de ser despedidos por causa de misteriosos indicadores financeiros ou quando precisamos das empresas como consumidores dos seus produtos e serviços. Apesar de ser uma actividade tão próxima de cada um de nós, quando procuramos textos sobre gestão de empresas o mais normal é encontrarmos referências a gestores conhecidos, como Jack Welch ou Bill Gates, ou um jargão feito de siglas e conceitos abstractos que estejam na moda... Porque é que isto acontece? Ler o artigo completo...
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