discutir a gestão
2007
Estratégia Instantânea (I)
14/12/2007 20:57 Autor: José Manuel
Fonseca
Cada época conheceu um problema estratégico
dominante. Na década de sessenta, na senda dos tempos
do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que melhor
percebeu que a questão dominante era o crescimento. O
problema marcante era como aproveitar as
oportunidades de negocio. Ansoff propôs uma matriz
notável para a abordagem das trajectórias lógicas de
desenvolvimento “orgânico”. Partia do primeiro passo,
“vender mais do mesmo aos mesmos”, seguido de
“encontrar novos clientes para os mesmos produtos”,
completava com “mais produtos para si que já confiava
em nós” e finalizava com a aplicação do cash inflow
realizado nas opções anteriores em novos negócios. A
apologia da diversificação talvez tenha ido longe
demais, até aos conglomerados de negócios de “tudo em
todo o lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão
não é apenas racionalidade mais um sistema de
reporting. Ler o
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Quanto vale a confiança?
16/11/2007 20:26 Autor: Rui Grilo
A capacidade de auto-organização da espécie humana
que tornou possível a sociedade de bem-estar em que
vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que custamos
a compreender. Mas sabemos, pelo menos, que a
capacidade de cooperação entre seres humanos é um
elemento fundamental do processo que produziu esta
rede social na qual todos dependemos, de uma forma ou
de outra, uns dos outros. Mas esta rede é frágil e,
para que a cooperação aconteça, é preciso confiança
entre as partes. É isso mesmo que Francis Fukuyama
ilustra nos seus livros "Confiança" e “A Grande
Ruptura”, onde demonstra como o declínio da confiança
põe em causa as bases da riqueza e do conforto de que
gozamos hoje. Ler o
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Equipas? Não, obrigado!
02/11/2007 19:04 Autor: João Vieira
da Cunha
As equipas estão na moda. Os livrinhos de gestão que
se encontram nas tabacarias dos aeroportos não se
cansam de elogiar as vantagens de atribuir tarefas a
um grupo, em vez de as entregar a um só colaborador.
Muitos manuais de recursos humanos têm um capítulo
inteiro apenas dedicado a este assunto. Mais
surpreendente ainda, um estudo recente sobre os
códigos éticos aponta para que 43% das empresas
inclua o trabalho em equipa como um princípio
orientador. Ler o
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Então agora que o íamos promover é que se vai embora?
19/10/2007 18:58 Autor: José Manuel
Fonseca
Um dos problemas mais fascinantes da moderna vida
organizacional consiste na determinação do “valor”
dos recursos humanos. Valor do desempenho, valor
potencial do seu desenvolvimento. A forma como
procuramos determinar esses valores é, em si mesma,
outra coisa fascinante. Claro que poderíamos dizer
que os rituais de “avaliação de desempenho” são,
apenas, mais uma forma de protecção que encontrámos
para evitar ter conversas normais e vulgares com os
que nos rodeiam, por forma a estabelecermos
relacionamentos satisfatórios, simples, eficazes e
produtivos. Mas não. Parecemos preferir evitar
completamente enfrentar o “outro”, mormente em
aspectos em que a dissensão pode emergir, com todo o
cortejo de coisas desagradáveis e viscosas, como
emoções, que daí, em geral, advêm. Ler o
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Basta ouvir...
21/09/2007 14:00 Autor: Rui Grilo
Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha
desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma
coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que
o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa
já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco
importante em si, fez-me pensar no tempo e no
dinheiro que é desperdiçado todos os dias em
organizações devido à má gestão das emoções
associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma
avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de
tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de
perceber a origem e o impacto da sua agressividade
mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam.
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É a Economia, estúpido
24/08/2007 20:46 Autor: José Manuel
Fonseca
Receio bem que estejamos a perder o pé. À realidade
nua e crua do ultra liberalismo chinês respondemos,
na Europa, com a “fabricação” de realidades
fictícias. “Razões de Ganho” era o nome de um
questionário que tive de aplicar recentemente numa
acção de formação dessas com o elevadíssimo
patrocínio da “Europa”. Europa, esse lugar mágico de
fantasias benignas e protectoras, para onde
remetemos, por enquanto, os medos dos perigos que se
escondem em nuvens ameaçadoramente escuras.
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Quando tudo se quer medir
27/07/2007 14:30 Autor: Rui Grilo
A gestão é muitas vezes confundida com a simples
monitorização de números. Parece fácil de entender
como isso acontece. Como têm que apresentar
resultados quantitativos, os gestores procuram medir
e avaliar, também de forma quantitativa, as acções da
sua equipa que podem influenciar esses resultados.
Como a evolução tecnológica torna cada vez mais fácil
fazer essas medições, traduzindo acções em números,
os gestores têm instrumentos cada vez mais
sofisticados para gerir. Os sistemas de apoio à
gestão oferecem hoje complexos ‘dashboards’ e
‘scorecards’ que prometem melhores resultados e
decisões acertadas. Mas será isso que acontece de
facto? Ler o artigo completo...
Cegos visionários
29/06/2007 14:31 Autor: Rui Grilo
É cada vez mais evidente que a tecnologia está a
mudar a nossa vida em aspectos essenciais da nossa
cultura. O acesso à informação é a área onde essa
evolução se faz sentir de forma mais profunda e mais
rápida. A Internet dá-nos uma liberdade sem
precedentes para encontrarmos ou mesmo para
publicarmos qualquer conteúdo sobre qualquer tema. É
a isso que se passou a chamar 'web 2.0', um nome
estranho que expressa apenas a simplicidade com que
hoje qualquer pessoa pode publicar as suas ideias, os
seus vídeos ou as suas fotos, dando expressão às suas
opiniões e influenciando redes de pessoas
perfeitamente reais. Mas como é esta nova
possibilidade de qualquer um poder comunicar para
todo o mundo está a alterar o nosso dia-a-dia, a
nossa economia e a nossa cultura? Ler o artigo
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Qualquer cor é boa desde que seja preto
15/06/2007 19:11 Autor: José Manuel
Fonseca
O assunto é apaixonante. E, sobre ele, têm opinado
desde caixeiros viajantes a críticos literários,
todos munidos de dados insofismáveis e assentes nas
melhores premissas. Há professores de direito que
afirmam peremptórios que o assunto é grave demais
para ser deixado a engenheiros. Há engenheiros
electrotécnicos que pugnam pela solução ambiental
mais equilibrada. Há políticos que terçam argumentos
baseados em leis da física e teorizam sobre
deslocações de terras e aquíferos. Há economistas
preocupados com corredores de aproximação e ventos
laterais. Ler o
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Actos de Deus
01/06/2007 19:09 Autor: João Vieira
da Cunha
Quando estava nos EUA decidi comprar uma televisão.
Li no manual que “a garantia não cobre actos de Deus,
como a trovoada e a chuva.” Este aviso revela a
teoria do clima que tinha o fabricante da minha
televisão: os fenómenos meteorológicos são actos
divinos. Há uma explicação que, apesar de parecer
pateta para o autor deste manual, não é menos válida:
a chuva resulta de processos físicos que ocorrem na
atmosfera da Terra. A diferença entre a minha teoria
da chuva e a do fabricante da minha televisão tem
consequências. Se eu quiser saber que tempo vai estar
amanhã tenho que interpretar os níveis de pressão
atmosférica e a velocidade do vento. O fabricante da
minha televisão têm que ir ao oráculo. Ler o
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Hard Line
18/05/2007 20:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A concretização do negócio da compra da Chrysler pela
Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão “hard
line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós modernismo
que atribuía misteriosos good will a empresas cujos
activos cresciam, as despesas explodiam e as vendas
eram pouco mais que anedóticas, mas as acções subiam
de modo consistente e incompreensível para aqueles
que foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de resultados
palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro é um must.
Voltámos mesmo à sabedoria mais “ancestral” de um
marketing em que dos quatro pês, só o pê do preço é
que é mágico porque gera cash inflow. Todos os outros
representam dinheiro a sair... Ler o
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“Impecável, sôtor!”
04/05/2007 14:34 Autor: Rui Grilo
O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser
confrontado com o insucesso das suas ideias e
intenções. É para evitar falhar que todos nos
esforçamos por fazer mais, motivar com mais eficácia,
dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais comum do que
falhar. O falhanço faz parte do nosso dia-a-dia, seja
sob a forma de negócios que se perdem, empresas que
desaparecem, áreas de negócio que são extintas,
gestores que são substituídos ou trabalhadores que
são despedidos. Como pode tanta coisa falhar quando
tanta gente competente se esforça por evitar isso?
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O Português na redoma de vidro
23/03/2007 21:37 Autor: João Vieira
da Cunha
A cultura portuguesa é apontada como uma das razões
para a falta de competitividade do nosso país. Se
assim for, a melhor estratégia para melhorar a nossa
economia é enviar cidadãos nacionais para os países
que concorrem directamente com o nosso e importar
profissionais de locais com uma cultura mais eficaz.
Se os valores e hábitos que nos caracterizam enquanto
portugueses, em certas condições pode dar resposta a
qualquer desafio competitivo, então estamos perante a
necessidade de ajustar processos de gestão e
liderança. Ler o
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A retórica
23/02/2007 20:16 Autor: José Manuel
Fonseca
Hoje em dia, somos bafejados pela afortunada aparição
de produtos que nos oferecem quase tudo o que um
cidadão da pós-modernidade necessita para ser
completamente feliz e integrado na sociedade e nos
seus grupos. Objectos híbridos e minúsculos que nos
permitem telefonar, ver filmes, assistir em directo à
novela das sete, das nove, das dez e, quem sabe,
mesmo e inclusive, a das onze, para além, de
armazenarem as fotos dos casamentos, baptizados,
festas realizadas em todo o hemisfério norte, mais os
vídeos do National Geographic ou de todas as séries
de conselhos práticos do it yourself do
Turquemenistão, mais a nossa agenda com dezoito
níveis de alarmes, para nunca esquecermos o dia em
que se comemora o aniversário da primeira vez que
comprámos uma garrafa de azeite no supermercado com
aquela que viria a ser a nossa mulher (uma coisa que
os homens tem particular tendência a não recordarem e
que está na origem dos divórcios), armazenar os
álbuns de músicas da nossa juventude, ter online os
conselhos úteis para nos relembrarmos do que se
espera de nós numa entrevista de emprego mesmo com
tutorial de ensaio final, ligação automática de hora
a hora ao centro de domótica lá de casa para sabermos
da evolução do stock de alho francês na prateleira da
esquerda do frigorífico, ligação contínua ao GPS
localizado no telemóvel dos nossos filhos e com os
mapas de Azeitão e Ullapool, marcação automática de
consultas de reiki, monitor cardíaco, consulta de
saldos do cartão de débito, planeamento fiscal...
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O choque tecnológico
09/02/2007 20:55 Autor: Rui Grilo
No último ano e meio foram publicados dois livros que
deixaram marcas profundas porque identificaram novas
formas como a tecnologia está a mudar os hábitos de
um número cada vez maior de pessoas. Estou da falar
de ‘The Search’, de John Battelle, publicado entre
nós pela Casa das Letras, e de The Long Tail’, a obra
do editor da Wired, Chris Anderson, ainda sem edição
portuguesa que eu conheça. Nenhum desses livros se
deixa condensar numa frase nem num parágrafo, mas
exploram duas faces do mesmo fenómeno: a forma como
chegamos à informação que queremos está a mudar.
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Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto há
outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes vêm
com prazo de validade. Quando chegam, já têm uma data
de partida anunciada. A sua carreira depende da
capacidade de terem um impacto significativo e muito
visível durante a sua estadia. Há que provar que a
mudança é para melhor e por isso rapidamente aparecem
várias iniciativas para responder aos novos desafios
de mercado. Mas muitas vezes estes novos projectos
demoram a ser implementados e quando finalmente
chegam ao fim, os resultados ficam muito aquém das
expectativas. Ler o
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Depois da ‘última linha’
12/01/2007 20:59 Autor: Rui Grilo
Exigir resultados é um direito natural de qualquer
accionista e estabelecer objectivos é um instrumento
básico de qualquer gestor. É por isso que muita gente
afirma que uma cultura de objectivos e resultados é a
base de uma gestão eficaz, capaz de traduzir
intenções em acções que produzem os efeitos
desejados. É também por isso que se diz, sem grandes
reservas, que o que interessa é a ‘bottom line’, a
última linha da demonstração de resultados. Há mesmo
quem diga que tudo o resto é conversa. De facto, a
última linha, aquela onde aparece o valor do lucro ou
do prejuízo apurado, é muito importante porque
reflecte o desempenho do último período e a
viabilidade imediata de uma empresa. Mas será só isso
que importa? Ler o
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