2007
Elogio à cegueira
28/12/2007 19:39 Autor: João Vieira
da Cunha
Há poucas modas de gestão mais perigosas do que a
visão. Uma empresa que tenha uma daquelas que é
mesmo para usar no dia a dia, e não apenas para
estar pendurada na parede para satisfazer clientes
e fazer as delícias dos académicos, é uma empresa
condenada a problemas estratégicos e éticos.
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Estratégia Instantânea (I)
14/12/2007 20:57 Autor: José Manuel
Fonseca
Cada época conheceu um problema estratégico
dominante. Na década de sessenta, na senda dos
tempos do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que
melhor percebeu que a questão dominante era o
crescimento. O problema marcante era como
aproveitar as oportunidades de negocio. Ansoff
propôs uma matriz notável para a abordagem das
trajectórias lógicas de desenvolvimento “orgânico”.
Partia do primeiro passo, “vender mais do mesmo aos
mesmos”, seguido de “encontrar novos clientes para
os mesmos produtos”, completava com “mais produtos
para si que já confiava em nós” e finalizava com a
aplicação do cash inflow realizado nas opções
anteriores em novos negócios. A apologia da
diversificação talvez tenha ido longe demais, até
aos conglomerados de negócios de “tudo em todo o
lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão não é
apenas racionalidade mais um sistema de reporting.
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Quanto vale a confiança?
16/11/2007 20:26 Autor: Rui Grilo
A capacidade de auto-organização da espécie humana
que tornou possível a sociedade de bem-estar em que
vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que
custamos a compreender. Mas sabemos, pelo menos,
que a capacidade de cooperação entre seres humanos
é um elemento fundamental do processo que produziu
esta rede social na qual todos dependemos, de uma
forma ou de outra, uns dos outros. Mas esta rede é
frágil e, para que a cooperação aconteça, é preciso
confiança entre as partes. É isso mesmo que Francis
Fukuyama ilustra nos seus livros "Confiança" e “A
Grande Ruptura”, onde demonstra como o declínio da
confiança põe em causa as bases da riqueza e do
conforto de que gozamos hoje. Ler o
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Equipas? Não, obrigado!
02/11/2007 19:04 Autor: João Vieira
da Cunha
As equipas estão na moda. Os livrinhos de gestão
que se encontram nas tabacarias dos aeroportos não
se cansam de elogiar as vantagens de atribuir
tarefas a um grupo, em vez de as entregar a um só
colaborador. Muitos manuais de recursos humanos têm
um capítulo inteiro apenas dedicado a este assunto.
Mais surpreendente ainda, um estudo recente sobre
os códigos éticos aponta para que 43% das empresas
inclua o trabalho em equipa como um princípio
orientador. Ler o artigo completo...
Então agora que o íamos promover é que se vai embora?
19/10/2007 18:58 Autor: José Manuel
Fonseca
Um dos problemas mais fascinantes da moderna vida
organizacional consiste na determinação do “valor”
dos recursos humanos. Valor do desempenho, valor
potencial do seu desenvolvimento. A forma como
procuramos determinar esses valores é, em si mesma,
outra coisa fascinante. Claro que poderíamos dizer
que os rituais de “avaliação de desempenho” são,
apenas, mais uma forma de protecção que encontrámos
para evitar ter conversas normais e vulgares com os
que nos rodeiam, por forma a estabelecermos
relacionamentos satisfatórios, simples, eficazes e
produtivos. Mas não. Parecemos preferir evitar
completamente enfrentar o “outro”, mormente em
aspectos em que a dissensão pode emergir, com todo
o cortejo de coisas desagradáveis e viscosas, como
emoções, que daí, em geral, advêm. Ler o
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Basta ouvir...
21/09/2007 14:00 Autor: Rui Grilo
Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha
desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma
coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido
que o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a
conversa já não há mais argumentos”... Esse
episódio, pouco importante em si, fez-me pensar no
tempo e no dinheiro que é desperdiçado todos os
dias em organizações devido à má gestão das emoções
associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer
uma avaliação moral ou ética dos ataques de fúria
de tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se
de perceber a origem e o impacto da sua
agressividade mal contida no trabalho das pessoas
que os rodeiam. Ler o artigo
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O trabalho invisível dos vendedores
07/09/2007 21:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Há políticas de remuneração que são erros óbvios.
Por exemplo, como seria avaliado o líder de uma
empresa de estudos de mercado que premiasse os seus
colaboradores com base nos resultados dos
inquéritos aos consumidores? Certamente de forma
muito negativa. É pouco inteligente pagar a uma
equipa que está a descobrir qual é o sabonete
preferido dos Portugueses pelo número de pessoas
que respondem Sabonete Silva. É fácil prever o
resultado desta avaliação do sector da higiene
pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha da
esmagadora maioria dos inquiridos. Ler o
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É a Economia, estúpido
24/08/2007 20:46 Autor: José Manuel
Fonseca
Receio bem que estejamos a perder o pé. À realidade
nua e crua do ultra liberalismo chinês respondemos,
na Europa, com a “fabricação” de realidades
fictícias. “Razões de Ganho” era o nome de um
questionário que tive de aplicar recentemente numa
acção de formação dessas com o elevadíssimo
patrocínio da “Europa”. Europa, esse lugar mágico
de fantasias benignas e protectoras, para onde
remetemos, por enquanto, os medos dos perigos que
se escondem em nuvens ameaçadoramente escuras.
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Quando tudo se quer medir
27/07/2007 14:30 Autor: Rui Grilo
A gestão é muitas vezes confundida com a simples
monitorização de números. Parece fácil de entender
como isso acontece. Como têm que apresentar
resultados quantitativos, os gestores procuram
medir e avaliar, também de forma quantitativa, as
acções da sua equipa que podem influenciar esses
resultados. Como a evolução tecnológica torna cada
vez mais fácil fazer essas medições, traduzindo
acções em números, os gestores têm instrumentos
cada vez mais sofisticados para gerir. Os sistemas
de apoio à gestão oferecem hoje complexos
‘dashboards’ e ‘scorecards’ que prometem melhores
resultados e decisões acertadas. Mas será isso que
acontece de facto? Ler o
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Empresas e Coelhinhos
13/07/2007 21:35 Autor: João Vieira
da Cunha
Um dos primeiros livros de gestão que li foi o
'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do
livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro
que defendia que os gestores são irrelevantes. O
autor citava vários estudos que provavam que a
estratégia de qualquer empresa era definida no
momento da sua criação e que qualquer esforço para
a mudar significativamente mais tarde era
infrutífero. Os outros livros que li pareciam
ignorar esta investigação, mas isso não foi
suficiente para me fazer esquecer o assunto.
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Cegos visionários
29/06/2007 14:31 Autor: Rui Grilo
É cada vez mais evidente que a tecnologia está a
mudar a nossa vida em aspectos essenciais da nossa
cultura. O acesso à informação é a área onde essa
evolução se faz sentir de forma mais profunda e
mais rápida. A Internet dá-nos uma liberdade sem
precedentes para encontrarmos ou mesmo para
publicarmos qualquer conteúdo sobre qualquer tema.
É a isso que se passou a chamar 'web 2.0', um nome
estranho que expressa apenas a simplicidade com que
hoje qualquer pessoa pode publicar as suas ideias,
os seus vídeos ou as suas fotos, dando expressão às
suas opiniões e influenciando redes de pessoas
perfeitamente reais. Mas como é esta nova
possibilidade de qualquer um poder comunicar para
todo o mundo está a alterar o nosso dia-a-dia, a
nossa economia e a nossa cultura? Ler o artigo
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Qualquer cor é boa desde que seja preto
15/06/2007 19:11 Autor: José Manuel
Fonseca
O assunto é apaixonante. E, sobre ele, têm opinado
desde caixeiros viajantes a críticos literários,
todos munidos de dados insofismáveis e assentes nas
melhores premissas. Há professores de direito que
afirmam peremptórios que o assunto é grave demais
para ser deixado a engenheiros. Há engenheiros
electrotécnicos que pugnam pela solução ambiental
mais equilibrada. Há políticos que terçam
argumentos baseados em leis da física e teorizam
sobre deslocações de terras e aquíferos. Há
economistas preocupados com corredores de
aproximação e ventos laterais. Ler o
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Actos de Deus
01/06/2007 19:09 Autor: João Vieira
da Cunha
Quando estava nos EUA decidi comprar uma televisão.
Li no manual que “a garantia não cobre actos de
Deus, como a trovoada e a chuva.” Este aviso revela
a teoria do clima que tinha o fabricante da minha
televisão: os fenómenos meteorológicos são actos
divinos. Há uma explicação que, apesar de parecer
pateta para o autor deste manual, não é menos
válida: a chuva resulta de processos físicos que
ocorrem na atmosfera da Terra. A diferença entre a
minha teoria da chuva e a do fabricante da minha
televisão tem consequências. Se eu quiser saber que
tempo vai estar amanhã tenho que interpretar os
níveis de pressão atmosférica e a velocidade do
vento. O fabricante da minha televisão têm que ir
ao oráculo. Ler o artigo completo...
Hard Line
18/05/2007 20:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A concretização do negócio da compra da Chrysler
pela Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão
“hard line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós
modernismo que atribuía misteriosos good will a
empresas cujos activos cresciam, as despesas
explodiam e as vendas eram pouco mais que
anedóticas, mas as acções subiam de modo
consistente e incompreensível para aqueles que
foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de
resultados palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro
é um must. Voltámos mesmo à sabedoria mais
“ancestral” de um marketing em que dos quatro pês,
só o pê do preço é que é mágico porque gera cash
inflow. Todos os outros representam dinheiro a
sair... Ler o artigo completo...
“Impecável, sôtor!”
04/05/2007 14:34 Autor: Rui Grilo
O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser
confrontado com o insucesso das suas ideias e
intenções. É para evitar falhar que todos nos
esforçamos por fazer mais, motivar com mais
eficácia, dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais
comum do que falhar. O falhanço faz parte do nosso
dia-a-dia, seja sob a forma de negócios que se
perdem, empresas que desaparecem, áreas de negócio
que são extintas, gestores que são substituídos ou
trabalhadores que são despedidos. Como pode tanta
coisa falhar quando tanta gente competente se
esforça por evitar isso? Ler o
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O Português na redoma de vidro
23/03/2007 21:37 Autor: João Vieira
da Cunha
A cultura portuguesa é apontada como uma das razões
para a falta de competitividade do nosso país. Se
assim for, a melhor estratégia para melhorar a
nossa economia é enviar cidadãos nacionais para os
países que concorrem directamente com o nosso e
importar profissionais de locais com uma cultura
mais eficaz. Se os valores e hábitos que nos
caracterizam enquanto portugueses, em certas
condições pode dar resposta a qualquer desafio
competitivo, então estamos perante a necessidade de
ajustar processos de gestão e liderança.
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Chá, suor e lágrimas
09/03/2007 21:24 Autor: João Vieira
da Cunha
Trabalhar é apenas uma das muitas coisas que as
pessoas fazem nas empresas. Também tomam chá e
café, navegam na internet e desabafam as suas
pequenas tragédias. Às vezes também choram. Os
gestores têm tentado aumentar a produtividade
minimizando o tempo desperdiçado com essas
distracções. Mas será que estas actividades têm um
impacto negativo no desempenho? Ler o artigo
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A retórica
23/02/2007 20:16 Autor: José Manuel
Fonseca
Hoje em dia, somos bafejados pela afortunada
aparição de produtos que nos oferecem quase tudo o
que um cidadão da pós-modernidade necessita para
ser completamente feliz e integrado na sociedade e
nos seus grupos. Objectos híbridos e minúsculos que
nos permitem telefonar, ver filmes, assistir em
directo à novela das sete, das nove, das dez e,
quem sabe, mesmo e inclusive, a das onze, para
além, de armazenarem as fotos dos casamentos,
baptizados, festas realizadas em todo o hemisfério
norte, mais os vídeos do National Geographic ou de
todas as séries de conselhos práticos do it
yourself do Turquemenistão, mais a nossa agenda com
dezoito níveis de alarmes, para nunca esquecermos o
dia em que se comemora o aniversário da primeira
vez que comprámos uma garrafa de azeite no
supermercado com aquela que viria a ser a nossa
mulher (uma coisa que os homens tem particular
tendência a não recordarem e que está na origem dos
divórcios), armazenar os álbuns de músicas da nossa
juventude, ter online os conselhos úteis para nos
relembrarmos do que se espera de nós numa
entrevista de emprego mesmo com tutorial de ensaio
final, ligação automática de hora a hora ao centro
de domótica lá de casa para sabermos da evolução do
stock de alho francês na prateleira da esquerda do
frigorífico, ligação contínua ao GPS localizado no
telemóvel dos nossos filhos e com os mapas de
Azeitão e Ullapool, marcação automática de
consultas de reiki, monitor cardíaco, consulta de
saldos do cartão de débito, planeamento fiscal...
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O choque tecnológico
09/02/2007 20:55 Autor: Rui Grilo
No último ano e meio foram publicados dois livros
que deixaram marcas profundas porque identificaram
novas formas como a tecnologia está a mudar os
hábitos de um número cada vez maior de pessoas.
Estou da falar de ‘The Search’, de John Battelle,
publicado entre nós pela Casa das Letras, e de The
Long Tail’, a obra do editor da Wired, Chris
Anderson, ainda sem edição portuguesa que eu
conheça. Nenhum desses livros se deixa condensar
numa frase nem num parágrafo, mas exploram duas
faces do mesmo fenómeno: a forma como chegamos à
informação que queremos está a mudar. Ler o artigo
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Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto
há outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes
vêm com prazo de validade. Quando chegam, já têm
uma data de partida anunciada. A sua carreira
depende da capacidade de terem um impacto
significativo e muito visível durante a sua
estadia. Há que provar que a mudança é para melhor
e por isso rapidamente aparecem várias iniciativas
para responder aos novos desafios de mercado. Mas
muitas vezes estes novos projectos demoram a ser
implementados e quando finalmente chegam ao fim, os
resultados ficam muito aquém das expectativas.
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Depois da ‘última linha’
12/01/2007 20:59 Autor: Rui Grilo
Exigir resultados é um direito natural de qualquer
accionista e estabelecer objectivos é um
instrumento básico de qualquer gestor. É por isso
que muita gente afirma que uma cultura de
objectivos e resultados é a base de uma gestão
eficaz, capaz de traduzir intenções em acções que
produzem os efeitos desejados. É também por isso
que se diz, sem grandes reservas, que o que
interessa é a ‘bottom line’, a última linha da
demonstração de resultados. Há mesmo quem diga que
tudo o resto é conversa. De facto, a última linha,
aquela onde aparece o valor do lucro ou do prejuízo
apurado, é muito importante porque reflecte o
desempenho do último período e a viabilidade
imediata de uma empresa. Mas será só isso que
importa? Ler o artigo completo...