discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

O fantasma na máquina

Por causa da crise (recessão, forte abrandamento, depressão... continuamos sem palavra consensual que encapsule o colapso à nossa volta... e, portanto sem a tranquilidade que comporta ter um nome para a “besta”...) (re)começam a defrontar-se as escolas económicas. Pensava-se que com o chamado consenso de Washington (desregular, privatizar e deixar o mercado formar todos os preços acabando com os preços políticos e administrativos) o Estado iria, de cura em cura, emagrecer com ou sem dietas com aloé vera... Ler o artigo completo...
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Que podemos aprender com esta crise?

Há várias semanas que a crise financeira ocupa as primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem hoje dúvidas do seu profundo impacto económico, social e político. Mas há uma questão central que tem passado ao lado da maior parte das análises: que aprendemos nós realmente com esta crise? Ler o artigo completo...
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Caracas Fútbol Club

Todo o aspirante a líder devia ser sócio do Caracas Fútbol Club. Há poucos anos atrás, uma das revistas nacionais de gestão publicou um artigo sobre os gestores de topo das maiores empresas a operar em Portugal. No fim havia um quadro resumo em que, entre outras coisas, os entrevistados revelam as suas leituras habituais. Havia muitos adeptos da Harvard Business Review, mas o lider da subidiária de uma multinacional de sistemas de informação confessou que lia a Bola. Outro dia, um antigo colega que é vendedor de produtos de grande consumo contou-me que o chefe o incentivou a “perceber de futebol” se queria melhorar a sua relação com os clientes e com as pessoas que podiam de facto fazer algo pela sua ascenção profissional. Ler o artigo completo...
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A felicidade eterna

A coisa ainda não acabou, portanto, ainda é cedo para a agenda mediática ser dominada por aqueles que nos relembrarão que “nos tinham avisado”. Ou por aqueles que propõem inovadoras panaceias para que nunca mais possa acontecer. Ainda não é o tempo de balanços profundíssimos nem para serem exigidos mecanismos “que de uma vez por todas” previnam estas crises. Ou novas autoridades de regulação. Quem sabe, daqui a algum tempo alguém virá falar de meta sistemas e de Kurt Godel. E da necessidade de um supra organismo acima de todos que regule o sistema financeiro a nível mundial uma vez que os “fenómenos” são transnacionais e as fronteiras são um conceito inútil neste mundo electrónico em que se esvaziam os cofres de um banco através do pânico dos “ratos”... Ler o artigo completo...
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Ética e estratégia

A ética está na moda. Casos como a Enron, o Barings e mais recentemente a Société Générale trouxeram este tema para o topo das preocupações dos accionistas. E com razão.

As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
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Redes para quê?

As rede sociais ‘online’ já deixaram há algum tempo de ser brinquedos de ‘geeks’ para entrarem na vida de cada vez mais pessoas. Os adolescentes adoptaram o Hi5 para mostrarem a sua personalidade e partilhar fotos e música com os amigos, revelando personalidades virtuais muitas vezes desconhecidas para quem com eles vive. Os “profissionais” coleccionam ligações no LinkedIn para mostrarem o seu currículo, a sua reputação e os seus contactos, talvez à espera que um caça-talentos os recrute para uma função bem paga no Dubai. O Twitter e os ‘blogs’ servem para dizer (tanto a amigos como a desconhecidos) o que se vê, o que se pensa e o que se quer, enquanto muita gente aproveita a frase de estado do ‘messenger’ para partilhar o que está a ouvir, a fazer ou a sentir. Ler o artigo completo...
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O colapso dos modelos

O espírito das férias anda no ar e não é propriamente a época de grandes reflexões. Sobretudo das que implicam a mudança de paradigmas e, desta vez, não falo do meu clube nem do mundo do futebol, mas antes de coisas mesmo sérias. Não obstante, e o mais rapidamente possível, vamos ter de repensar alguns modelos que conduzem o modo como pensamos e agimos sobre o quotidiano. Talvez mais pela fresca, que ultimamente a coisa anda um bocado bizarra. Nas últimas semanas chega a ser divertido o ciclo, que, à falta de melhor, poderemos chamar de Trichet. Cada vez que o governador do banco central europeu fala (e não age…), expressando a sua preocupação sobre a inflação deixando a “ameaça” de aumento de juros, segue-se que o dólar se afunda e o petróleo sobe. Numa ocasião, o petróleo recuperou em horas o que tinha perdido em duas semanas. Portanto, o senhor Trichet, estou certo que involuntariamente, cada vez que fala consegue provocar o efeito contrário ao que deixa patente nas suas palavras e nos seus desejos. Claro que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim, talvez devesse limitar-se a comunicar acções e decisões concretas em lugar de longas análises em que detalha o contrário do que acabará por acontecer como consequência das suas palavras. E escrevo isto em face de duas semanas de descidas contínuas do preço do crude... Ler o artigo completo...
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O monarca

Poucos acreditam que as empresas são meritocracias ou democracias. Mas se não são nem uma coisa nem outra, então o que são?
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
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Aprender mais com os maiores erros

Durante a nossa vida procuramos avidamente razões, motivos e causas. Essa busca instintiva ajuda-nos a perceber o mundo que nos rodeia, mas convence-nos que é através de causas simples que produzimos resultados e leva-nos a pensar erradamente que a sociedade em que vivemos resultou de intenções precisas e de planos bem detalhados. É raro ouvir contar uma história de sucesso como uma sequência feliz de acasos bem aproveitados. Em vez disso, o sucesso é atribuído à visão e à determinação, mascarando a complexidade do que realmente aconteceu com a linearidade de uma história contada em tom heróico. Ler o artigo completo...
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Terror ao pequeno almoço

O director da unidade de vendas onde fiz a minha investigação de doutoramento tomava o pequeno-almoço com os chefes das suas oito equipas de vendas todas as quartas-feiras de manhã. O terror que cada um deles transpirava quando se sentava à frente de dois croissants, um pacotinho de manteiga e uma chávena de café era contagiante. Na primeira vez que fui a uma destas reuniões, vi que as mãos de vários deles tremiam – parecia que a delicada faca de cortar croissants era um martelo penumático ligado à corrente. A energia que a alimentava vinha de dentro, do medo do interrogatório que estava para vir. Ler o artigo completo...
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A conversa quando as coisas não correm bem

Trata-se de discutir, neste artigo, algumas curiosidades do processo de formulação de uma estratégia. Devemos começar pelo negócio em que realmente estamos. Por exemplo, algumas pessoas podem presumir que vendem ferramentas de jardinagem, quando realmente estão no negócio dos ‘hobbies’ de fim-de-semana ao ar livre e em contacto com a natureza, competindo com as excursões do Centro Nacional de Cultura, ou com os passeios pedestres ao Jardim Botânico, ou com as actividades de prevenção dos AVC. Uma empresa que transporta crianças de casa para a escola pode equivocar-se e definir-se como empresa de transportes, quando o que realmente presta é um serviço de segurança. Entendido qual é realmente o negócio em que estamos presentes, podemos então definir como queremos actuar. Em que segmentos e com que produtos específicos devemos posicionar-nos, tendo em conta as acções de outros concorrentes, fornecedores, regulamentos e demais variáveis que podem facilitar ou constranger as nossas intenções e acções. Ler o artigo completo...
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As crises de liderança

As instituições e as grandes empresas costumavam ser um lugar seguro face às ameaças da incerteza, uma garantia de continuidade num mundo volátil. A liderança dessas organizações tinha normalmente ciclos longos, de vários anos ou mesmo décadas, um resultado da estabilidade dos equilíbrios de poder internos. A cara de uma pessoa tornava-se indissociável do papel que desempenhava à frente de um banco, um partido, uma central sindical ou uma associação empresarial. As lealdades eram o resultado firme de um relacionamento sem fim à vista, por isso as deslealdades pagavam-se caro. As rupturas e os encontros tinham o dramatismo de algo definitivo, sem retorno. Os grupos informais dentro das organizações tinham tempo para se organizar, baseados na confiança entre pessoas que fazem a mesma opção de vida. Por isso, mesmo que tudo mudasse, algo permanecia. Ler o artigo completo...
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Alternativas ao Homo Economicus

Há um conjunto de trabalhadores em cada empresa que correspondem às expectativas dos economistas. São os homo economicus ou busca-bónus: indivíduos que ajustam o seu comportamento de forma a maximizar o bónus que resulta do atingimento dos objectivos que lhes são propostos. A carreira não é a sua preocupação principal e muitos recusam promoções porque sabem que a sua competência para atingir resultados através do seu próprio esforço pode não se reflectir nas capacidade de os atingir através dos outros. A sua progressão segue uma lógica meramente material. Preocupam-se não com o seu desenvolvimento ou com o nível de desafio das suas tarefas mas sim com as mudanças no valor do seu bónus e no esforço necessário para o atingir. Esta orientação para os resultados pode levar a práticas abusivas de vendas, pequenas e grandes fraudes e outros comportamentos não éticos. Pior – a sua motivação para cumprir objectivos não transborda para as outras áreas da sua relação com a organização. Não partilham conhecimento, não estão interessados aprender com os outros nem contribuem de forma formal ou informal para a sustentabilidade estratégica da empresa. Estão lá apenas para cumprir o que lhes é pedido e ganhar os prémios daí resultantes. Ler o artigo completo...
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Estratégia Instantânea (III)

Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das estratégias clássicas estão em vias de extinção. Por exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a escolha entre o produzir barato e em massa ou produzir diferente e desnatar o mercado, foi, aparentemente, ultrapassada pelo produzir diferença para o mercado de massas, como se pode constatar nos casos da Zara e da Decathelom. Depois, brincado um pouco com a extraordinária e prolixa pós modernidade na teoria da gestão, sugeri que a sabedoria contida em os “três porquinhos gestores" e no "síndrome do macho alfa”, entre outros, poderia não bastar para substituir o modelo de crescimento do Igor Ansoff, que ainda me parece muito útil e talvez o melhor modelo de raciocínio estratégico. Mas, voltemos então à questão inicial: A estratégia tornou-se como os tempos, instantânea. Mas quais serão os novos vectores de posicionamento? Ler o artigo completo...
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Não diga, faça!

A linha que separa o discurso empresarial politicamente correcto da mais pura hipocrisia é por vezes muito ténue. Nenhum líder de uma organização assume que não quer colaboradores com mais do que uma determinada idade a trabalhar consigo, mas é fácil coleccionar nomes de organizações nas quais quem tem 50, 45 ou até pouco mais de 40 anos é "delicadamente" considerado velho demais e conduzido até à porta das mais variadas formas... E assim se desperdiça capital humano de grande valor. Nenhum gestor é apanhado em público a protestar pela duração da licença de maternidade das suas colaboradoras que são mães, mas todos conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi afectada pela maternidade. Numa altura em que a baixa natalidade é um problema nacional e europeu, o problema das penalizações encobertas da maternidade é tão grande, atingindo operárias, técnicas e mesmo gestoras, que até já motivou iniciativas no nosso parlamento. Ler o artigo completo...
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Fobias e estratégia

Há momentos na história dos mercados em que os gestores são vítimas de fobias histéricas. Estes episódios tornam oportunidades de reforçar a posição competitiva da empresa em ameaças à sua sobrevivência.

O terror que assola os líderes da indústria de conteúdos é talvez o exemplo mais trágico deste fenómeno na história económica recente. Os directores das editoras de livros, das empresas discográficas e dos estúdios de cinema têm pesadelos recorrentes com a Internet. Para eles o espaço virtual é como que uma grande ‘feira da ladra dos pequeninos’ onde crianças e jovens se entretêm a roubar fatias cada vez maiores da apetitosa facturação de cada uma destas indústrias. Ler o artigo completo...
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Estratégia Instantânea (II)

A estratégia tornou-se como os tempos. Instantânea. Mas quais serão os novos vectores de posicionamento? Na última vez que escrevi para o Diário Económico fiquei por aqui. Com esta pergunta.

Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Ler o artigo completo...
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As tecnologias do poder

Quando falamos de poder, as imagens mentais que nos ocorrem referem-se, frequentemente, a situações de domínio, nas quais uma parte sujeita a outra à sua vontade. "Ter poder" é entendido como sinónimo de ser capaz de controlar. Mas quando se diz "ter poder" estamos a entender o poder como se fosse uma coisa, algo cuja posse se pudesse deter e assim usar. Será esse o caso? A noção convencional de "poder" confunde-se demasiado com autoridade e liderança, e é difícil retirar-lhe o peso das associações aparentemente óbvias a hierarquia, estatuto e controlo. Mas o poder é mais do que isso e pode até ser muito útil entendê-lo de forma radicalmente diferente. Ler o artigo completo...
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