2008
O fantasma na máquina
03/11/2008 18:23 Autor: José Manuel
Fonseca
Por causa da crise (recessão, forte abrandamento,
depressão... continuamos sem palavra consensual que
encapsule o colapso à nossa volta... e, portanto
sem a tranquilidade que comporta ter um nome para a
“besta”...) (re)começam a defrontar-se as escolas
económicas. Pensava-se que com o chamado consenso
de Washington (desregular, privatizar e deixar o
mercado formar todos os preços acabando com os
preços políticos e administrativos) o Estado iria,
de cura em cura, emagrecer com ou sem dietas com
aloé vera... Ler o artigo completo...
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Que podemos aprender com esta crise?
17/10/2008 19:46 Autor: Rui Grilo
Há várias semanas que a crise financeira ocupa as
primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no
alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem
hoje dúvidas do seu profundo impacto económico,
social e político. Mas há uma questão central que
tem passado ao lado da maior parte das análises:
que aprendemos nós realmente com esta crise?
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Caracas Fútbol Club
26/09/2008 19:24 Autor: João Vieira
da Cunha
Todo o aspirante a líder devia ser sócio do Caracas
Fútbol Club. Há poucos anos atrás, uma das revistas
nacionais de gestão publicou um artigo sobre os
gestores de topo das maiores empresas a operar em
Portugal. No fim havia um quadro resumo em que,
entre outras coisas, os entrevistados revelam as
suas leituras habituais. Havia muitos adeptos da
Harvard Business Review, mas o lider da subidiária
de uma multinacional de sistemas de informação
confessou que lia a Bola. Outro dia, um antigo
colega que é vendedor de produtos de grande consumo
contou-me que o chefe o incentivou a “perceber de
futebol” se queria melhorar a sua relação com os
clientes e com as pessoas que podiam de facto fazer
algo pela sua ascenção profissional. Ler o artigo
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A felicidade eterna
19/09/2008 19:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A coisa ainda não acabou, portanto, ainda é cedo
para a agenda mediática ser dominada por aqueles
que nos relembrarão que “nos tinham avisado”. Ou
por aqueles que propõem inovadoras panaceias para
que nunca mais possa acontecer. Ainda não é o tempo
de balanços profundíssimos nem para serem exigidos
mecanismos “que de uma vez por todas” previnam
estas crises. Ou novas autoridades de regulação.
Quem sabe, daqui a algum tempo alguém virá falar de
meta sistemas e de Kurt Godel. E da necessidade de
um supra organismo acima de todos que regule o
sistema financeiro a nível mundial uma vez que os
“fenómenos” são transnacionais e as fronteiras são
um conceito inútil neste mundo electrónico em que
se esvaziam os cofres de um banco através do pânico
dos “ratos”... Ler o
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Ética e estratégia
22/08/2008 19:55 Autor: João Vieira
da Cunha
A ética está na moda. Casos como a Enron, o Barings
e mais recentemente a Société Générale trouxeram
este tema para o topo das preocupações dos
accionistas. E com razão.
As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
Redes para quê?
08/08/2008 19:01 Autor: Rui Grilo
As rede sociais ‘online’ já deixaram há algum tempo
de ser brinquedos de ‘geeks’ para entrarem na vida
de cada vez mais pessoas. Os adolescentes adoptaram
o Hi5 para mostrarem a sua personalidade e
partilhar fotos e música com os amigos, revelando
personalidades virtuais muitas vezes desconhecidas
para quem com eles vive. Os “profissionais”
coleccionam ligações no LinkedIn para mostrarem o
seu currículo, a sua reputação e os seus contactos,
talvez à espera que um caça-talentos os recrute
para uma função bem paga no Dubai. O Twitter e os
‘blogs’ servem para dizer (tanto a amigos como a
desconhecidos) o que se vê, o que se pensa e o que
se quer, enquanto muita gente aproveita a frase de
estado do ‘messenger’ para partilhar o que está a
ouvir, a fazer ou a sentir. Ler o artigo
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O colapso dos modelos
25/07/2008 19:27 Autor: José Manuel
Fonseca
O espírito das férias anda no ar e não é
propriamente a época de grandes reflexões.
Sobretudo das que implicam a mudança de paradigmas
e, desta vez, não falo do meu clube nem do mundo do
futebol, mas antes de coisas mesmo sérias. Não
obstante, e o mais rapidamente possível, vamos ter
de repensar alguns modelos que conduzem o modo como
pensamos e agimos sobre o quotidiano. Talvez mais
pela fresca, que ultimamente a coisa anda um bocado
bizarra. Nas últimas semanas chega a ser divertido
o ciclo, que, à falta de melhor, poderemos chamar
de Trichet. Cada vez que o governador do banco
central europeu fala (e não age…), expressando a
sua preocupação sobre a inflação deixando a
“ameaça” de aumento de juros, segue-se que o dólar
se afunda e o petróleo sobe. Numa ocasião, o
petróleo recuperou em horas o que tinha perdido em
duas semanas. Portanto, o senhor Trichet, estou
certo que involuntariamente, cada vez que fala
consegue provocar o efeito contrário ao que deixa
patente nas suas palavras e nos seus desejos. Claro
que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor
Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim,
talvez devesse limitar-se a comunicar acções e
decisões concretas em lugar de longas análises em
que detalha o contrário do que acabará por
acontecer como consequência das suas palavras. E
escrevo isto em face de duas semanas de descidas
contínuas do preço do crude... Ler o artigo
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O monarca
14/07/2008 19:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Poucos acreditam que as empresas são meritocracias
ou democracias. Mas se não são nem uma coisa nem
outra, então o que são?
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
Aprender mais com os maiores erros
30/06/2008 19:43 Autor: Rui Grilo
Durante a nossa vida procuramos avidamente razões,
motivos e causas. Essa busca instintiva ajuda-nos a
perceber o mundo que nos rodeia, mas convence-nos
que é através de causas simples que produzimos
resultados e leva-nos a pensar erradamente que a
sociedade em que vivemos resultou de intenções
precisas e de planos bem detalhados. É raro ouvir
contar uma história de sucesso como uma sequência
feliz de acasos bem aproveitados. Em vez disso, o
sucesso é atribuído à visão e à determinação,
mascarando a complexidade do que realmente
aconteceu com a linearidade de uma história contada
em tom heróico. Ler o
artigo completo...
Terror ao pequeno almoço
30/05/2008 11:42 Autor: João Vieira
da Cunha
O director da unidade de vendas onde fiz a minha
investigação de doutoramento tomava o
pequeno-almoço com os chefes das suas oito equipas
de vendas todas as quartas-feiras de manhã. O
terror que cada um deles transpirava quando se
sentava à frente de dois croissants, um pacotinho
de manteiga e uma chávena de café era contagiante.
Na primeira vez que fui a uma destas reuniões, vi
que as mãos de vários deles tremiam – parecia que a
delicada faca de cortar croissants era um martelo
penumático ligado à corrente. A energia que a
alimentava vinha de dentro, do medo do
interrogatório que estava para vir. Ler o artigo
completo...
A conversa quando as coisas não correm bem
16/05/2008 19:39 Autor: José Manuel
Fonseca
Trata-se de discutir, neste artigo, algumas
curiosidades do processo de formulação de uma
estratégia. Devemos começar pelo negócio em que
realmente estamos. Por exemplo, algumas pessoas
podem presumir que vendem ferramentas de
jardinagem, quando realmente estão no negócio dos
‘hobbies’ de fim-de-semana ao ar livre e em
contacto com a natureza, competindo com as
excursões do Centro Nacional de Cultura, ou com os
passeios pedestres ao Jardim Botânico, ou com as
actividades de prevenção dos AVC. Uma empresa que
transporta crianças de casa para a escola pode
equivocar-se e definir-se como empresa de
transportes, quando o que realmente presta é um
serviço de segurança. Entendido qual é realmente o
negócio em que estamos presentes, podemos então
definir como queremos actuar. Em que segmentos e
com que produtos específicos devemos
posicionar-nos, tendo em conta as acções de outros
concorrentes, fornecedores, regulamentos e demais
variáveis que podem facilitar ou constranger as
nossas intenções e acções. Ler o
artigo completo...
As crises de liderança
02/05/2008 19:36 Autor: Rui Grilo
As instituições e as grandes empresas costumavam
ser um lugar seguro face às ameaças da incerteza,
uma garantia de continuidade num mundo volátil. A
liderança dessas organizações tinha normalmente
ciclos longos, de vários anos ou mesmo décadas, um
resultado da estabilidade dos equilíbrios de poder
internos. A cara de uma pessoa tornava-se
indissociável do papel que desempenhava à frente de
um banco, um partido, uma central sindical ou uma
associação empresarial. As lealdades eram o
resultado firme de um relacionamento sem fim à
vista, por isso as deslealdades pagavam-se caro. As
rupturas e os encontros tinham o dramatismo de algo
definitivo, sem retorno. Os grupos informais dentro
das organizações tinham tempo para se organizar,
baseados na confiança entre pessoas que fazem a
mesma opção de vida. Por isso, mesmo que tudo
mudasse, algo permanecia. Ler o artigo
completo...
Alternativas ao Homo Economicus
11/04/2008 19:33 Autor: João Vieira
da Cunha
Há um conjunto de trabalhadores em cada empresa que
correspondem às expectativas dos economistas. São
os homo economicus ou busca-bónus: indivíduos que
ajustam o seu comportamento de forma a maximizar o
bónus que resulta do atingimento dos objectivos que
lhes são propostos. A carreira não é a sua
preocupação principal e muitos recusam promoções
porque sabem que a sua competência para atingir
resultados através do seu próprio esforço pode não
se reflectir nas capacidade de os atingir através
dos outros. A sua progressão segue uma lógica
meramente material. Preocupam-se não com o seu
desenvolvimento ou com o nível de desafio das suas
tarefas mas sim com as mudanças no valor do seu
bónus e no esforço necessário para o atingir. Esta
orientação para os resultados pode levar a práticas
abusivas de vendas, pequenas e grandes fraudes e
outros comportamentos não éticos. Pior – a sua
motivação para cumprir objectivos não transborda
para as outras áreas da sua relação com a
organização. Não partilham conhecimento, não estão
interessados aprender com os outros nem contribuem
de forma formal ou informal para a sustentabilidade
estratégica da empresa. Estão lá apenas para
cumprir o que lhes é pedido e ganhar os prémios daí
resultantes. Ler o artigo completo...
Estratégia Instantânea (III)
17/03/2008 19:11 Autor: José Manuel
Fonseca
Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das
estratégias clássicas estão em vias de extinção.
Por exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a
escolha entre o produzir barato e em massa ou
produzir diferente e desnatar o mercado, foi,
aparentemente, ultrapassada pelo produzir diferença
para o mercado de massas, como se pode constatar
nos casos da Zara e da Decathelom. Depois, brincado
um pouco com a extraordinária e prolixa pós
modernidade na teoria da gestão, sugeri que a
sabedoria contida em os “três porquinhos gestores"
e no "síndrome do macho alfa”, entre outros,
poderia não bastar para substituir o modelo de
crescimento do Igor Ansoff, que ainda me parece
muito útil e talvez o melhor modelo de raciocínio
estratégico. Mas, voltemos então à questão inicial:
A estratégia tornou-se como os tempos, instantânea.
Mas quais serão os novos vectores de
posicionamento? Ler o
artigo completo...
Não diga, faça!
22/02/2008 19:21 Autor: Rui Grilo
A linha que separa o discurso empresarial
politicamente correcto da mais pura hipocrisia é
por vezes muito ténue. Nenhum líder de uma
organização assume que não quer colaboradores com
mais do que uma determinada idade a trabalhar
consigo, mas é fácil coleccionar nomes de
organizações nas quais quem tem 50, 45 ou até pouco
mais de 40 anos é "delicadamente" considerado velho
demais e conduzido até à porta das mais variadas
formas... E assim se desperdiça capital humano de
grande valor. Nenhum gestor é apanhado em público a
protestar pela duração da licença de maternidade
das suas colaboradoras que são mães, mas todos
conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi
afectada pela maternidade. Numa altura em que a
baixa natalidade é um problema nacional e europeu,
o problema das penalizações encobertas da
maternidade é tão grande, atingindo operárias,
técnicas e mesmo gestoras, que até já motivou
iniciativas no nosso parlamento. Ler o
artigo completo...
Fobias e estratégia
08/02/2008 19:52 Autor: João Vieira
da Cunha
Há momentos na história dos mercados em que os
gestores são vítimas de fobias histéricas. Estes
episódios tornam oportunidades de reforçar a
posição competitiva da empresa em ameaças à sua
sobrevivência.
O terror que assola os líderes da indústria de conteúdos é talvez o exemplo mais trágico deste fenómeno na história económica recente. Os directores das editoras de livros, das empresas discográficas e dos estúdios de cinema têm pesadelos recorrentes com a Internet. Para eles o espaço virtual é como que uma grande ‘feira da ladra dos pequeninos’ onde crianças e jovens se entretêm a roubar fatias cada vez maiores da apetitosa facturação de cada uma destas indústrias. Ler o artigo completo...
O terror que assola os líderes da indústria de conteúdos é talvez o exemplo mais trágico deste fenómeno na história económica recente. Os directores das editoras de livros, das empresas discográficas e dos estúdios de cinema têm pesadelos recorrentes com a Internet. Para eles o espaço virtual é como que uma grande ‘feira da ladra dos pequeninos’ onde crianças e jovens se entretêm a roubar fatias cada vez maiores da apetitosa facturação de cada uma destas indústrias. Ler o artigo completo...
Estratégia Instantânea (II)
25/01/2008 17:40 Autor: José Manuel
Fonseca
A estratégia tornou-se como os tempos. Instantânea.
Mas quais serão os novos vectores de
posicionamento? Na última vez que escrevi para o
Diário Económico fiquei por aqui. Com esta
pergunta.
Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Ler o artigo completo...
Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Ler o artigo completo...
As tecnologias do poder
11/01/2008 20:38 Autor: Rui Grilo
Quando falamos de poder, as imagens mentais que nos
ocorrem referem-se, frequentemente, a situações de
domínio, nas quais uma parte sujeita a outra à sua
vontade. "Ter poder" é entendido como sinónimo de
ser capaz de controlar. Mas quando se diz "ter
poder" estamos a entender o poder como se fosse uma
coisa, algo cuja posse se pudesse deter e assim
usar. Será esse o caso? A noção convencional de
"poder" confunde-se demasiado com autoridade e
liderança, e é difícil retirar-lhe o peso das
associações aparentemente óbvias a hierarquia,
estatuto e controlo. Mas o poder é mais do que isso
e pode até ser muito útil entendê-lo de forma
radicalmente diferente. Ler o artigo
completo...