discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

complexidade

Pequenos detalhes fundamentais

Perceber o que conduz ao sucesso é fundamental. Malcom Gladwell procurou fazer precisamente isso com o seu livro “Outliers”, publicado no fim de 2008 e já com versão portuguesa. O que leva algumas pessoas a erguer-se acima da multidão? Naturalmente que o talento, a perseverança e o esforço pessoal são fundamentais, mas esses méritos não chegam, ao contrário do que as biografias oficiais nos querem fazer crer. Gladwell mostra-nos como as oportunidades, o contexto cultural e os acasos desempenham também um papel fundamental. Se percebermos alguns padrões ocultos do sucesso de Bill Gates, dos Beatles ou de Oppenheimer, talvez possamos remover barreiras que nos impedem de triunfar. Ler o artigo completo...
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Que podemos aprender com esta crise?

Há várias semanas que a crise financeira ocupa as primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem hoje dúvidas do seu profundo impacto económico, social e político. Mas há uma questão central que tem passado ao lado da maior parte das análises: que aprendemos nós realmente com esta crise? Ler o artigo completo...
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O colapso dos modelos

O espírito das férias anda no ar e não é propriamente a época de grandes reflexões. Sobretudo das que implicam a mudança de paradigmas e, desta vez, não falo do meu clube nem do mundo do futebol, mas antes de coisas mesmo sérias. Não obstante, e o mais rapidamente possível, vamos ter de repensar alguns modelos que conduzem o modo como pensamos e agimos sobre o quotidiano. Talvez mais pela fresca, que ultimamente a coisa anda um bocado bizarra. Nas últimas semanas chega a ser divertido o ciclo, que, à falta de melhor, poderemos chamar de Trichet. Cada vez que o governador do banco central europeu fala (e não age…), expressando a sua preocupação sobre a inflação deixando a “ameaça” de aumento de juros, segue-se que o dólar se afunda e o petróleo sobe. Numa ocasião, o petróleo recuperou em horas o que tinha perdido em duas semanas. Portanto, o senhor Trichet, estou certo que involuntariamente, cada vez que fala consegue provocar o efeito contrário ao que deixa patente nas suas palavras e nos seus desejos. Claro que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim, talvez devesse limitar-se a comunicar acções e decisões concretas em lugar de longas análises em que detalha o contrário do que acabará por acontecer como consequência das suas palavras. E escrevo isto em face de duas semanas de descidas contínuas do preço do crude... Ler o artigo completo...
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Aprender mais com os maiores erros

Durante a nossa vida procuramos avidamente razões, motivos e causas. Essa busca instintiva ajuda-nos a perceber o mundo que nos rodeia, mas convence-nos que é através de causas simples que produzimos resultados e leva-nos a pensar erradamente que a sociedade em que vivemos resultou de intenções precisas e de planos bem detalhados. É raro ouvir contar uma história de sucesso como uma sequência feliz de acasos bem aproveitados. Em vez disso, o sucesso é atribuído à visão e à determinação, mascarando a complexidade do que realmente aconteceu com a linearidade de uma história contada em tom heróico. Ler o artigo completo...
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Quanto vale a confiança?

A capacidade de auto-organização da espécie humana que tornou possível a sociedade de bem-estar em que vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que custamos a compreender. Mas sabemos, pelo menos, que a capacidade de cooperação entre seres humanos é um elemento fundamental do processo que produziu esta rede social na qual todos dependemos, de uma forma ou de outra, uns dos outros. Mas esta rede é frágil e, para que a cooperação aconteça, é preciso confiança entre as partes. É isso mesmo que Francis Fukuyama ilustra nos seus livros "Confiança" e “A Grande Ruptura”, onde demonstra como o declínio da confiança põe em causa as bases da riqueza e do conforto de que gozamos hoje. Ler o artigo completo...
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Basta ouvir...

Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco importante em si, fez-me pensar no tempo e no dinheiro que é desperdiçado todos os dias em organizações devido à má gestão das emoções associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de perceber a origem e o impacto da sua agressividade mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam. Ler o artigo completo...
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A persuasão do powerpoint

Não me lembro de nenhum tema que tenha apaixonado mais a espécie humana do que encontrar a ligação entre causas e efeitos. Quando ignoramos as causas de alguma coisa, o medo que essa coisa nos provoca é ampliado de forma assustadora. Quando percebemos as causas desse efeito, o medo atenua-se e ganhamos uma sensação de controlo sobre o que está a acontecer. Ao longo da história do Homem foi assim, por exemplo, com o fogo, os relâmpagos e algumas doenças. Da mesma forma, quando procuramos um determinado efeito procuramos gerar causas que nos deixem seguros de que atingiremos esse objectivo. Ler o artigo completo...
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