comportamentos defensivos
As crises de liderança
02/05/2008 19:36 Autor: Rui Grilo
As instituições e as grandes empresas costumavam ser
um lugar seguro face às ameaças da incerteza, uma
garantia de continuidade num mundo volátil. A
liderança dessas organizações tinha normalmente
ciclos longos, de vários anos ou mesmo décadas, um
resultado da estabilidade dos equilíbrios de poder
internos. A cara de uma pessoa tornava-se
indissociável do papel que desempenhava à frente de
um banco, um partido, uma central sindical ou uma
associação empresarial. As lealdades eram o resultado
firme de um relacionamento sem fim à vista, por isso
as deslealdades pagavam-se caro. As rupturas e os
encontros tinham o dramatismo de algo definitivo, sem
retorno. Os grupos informais dentro das organizações
tinham tempo para se organizar, baseados na confiança
entre pessoas que fazem a mesma opção de vida. Por
isso, mesmo que tudo mudasse, algo permanecia.
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Quanto vale a confiança?
16/11/2007 20:26 Autor: Rui Grilo
A capacidade de auto-organização da espécie humana
que tornou possível a sociedade de bem-estar em que
vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que custamos
a compreender. Mas sabemos, pelo menos, que a
capacidade de cooperação entre seres humanos é um
elemento fundamental do processo que produziu esta
rede social na qual todos dependemos, de uma forma ou
de outra, uns dos outros. Mas esta rede é frágil e,
para que a cooperação aconteça, é preciso confiança
entre as partes. É isso mesmo que Francis Fukuyama
ilustra nos seus livros "Confiança" e “A Grande
Ruptura”, onde demonstra como o declínio da confiança
põe em causa as bases da riqueza e do conforto de que
gozamos hoje. Read
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O trabalho invisível dos vendedores
07/09/2007 21:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Há políticas de remuneração que são erros óbvios. Por
exemplo, como seria avaliado o líder de uma empresa
de estudos de mercado que premiasse os seus
colaboradores com base nos resultados dos inquéritos
aos consumidores? Certamente de forma muito negativa.
É pouco inteligente pagar a uma equipa que está a
descobrir qual é o sabonete preferido dos Portugueses
pelo número de pessoas que respondem Sabonete Silva.
É fácil prever o resultado desta avaliação do sector
da higiene pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha
da esmagadora maioria dos inquiridos. Read
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Hard Line
18/05/2007 20:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A concretização do negócio da compra da Chrysler pela
Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão “hard
line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós modernismo
que atribuía misteriosos good will a empresas cujos
activos cresciam, as despesas explodiam e as vendas
eram pouco mais que anedóticas, mas as acções subiam
de modo consistente e incompreensível para aqueles
que foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de resultados
palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro é um must.
Voltámos mesmo à sabedoria mais “ancestral” de um
marketing em que dos quatro pês, só o pê do preço é
que é mágico porque gera cash inflow. Todos os outros
representam dinheiro a sair... Read
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Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto há
outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes vêm
com prazo de validade. Quando chegam, já têm uma data
de partida anunciada. A sua carreira depende da
capacidade de terem um impacto significativo e muito
visível durante a sua estadia. Há que provar que a
mudança é para melhor e por isso rapidamente aparecem
várias iniciativas para responder aos novos desafios
de mercado. Mas muitas vezes estes novos projectos
demoram a ser implementados e quando finalmente
chegam ao fim, os resultados ficam muito aquém das
expectativas. Read
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O que não se mede
11/08/2006 20:29 Autor: Rui Grilo
Quando descobri o mundo fascinante da psicologia, uma
das ideias que me impressionou mais foi a noção de
que para nos defendermos da ansiedade que alguma
situação nos provoca acabamos por criar um problema
maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à
ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o medo
de alguma coisa que nos possa fazer perder
auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra
coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos
defendermos de um problema que receamos podemos
acabar por criar outros maiores. Read
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Os enigmas da cultura
31/03/2006 21:27 Autor: Rui Grilo
A gestão apropriou-se do termo cultura para designar
o que o dá identidade a uma organização. Assim, é na
cultura de uma empresa que muitas vezes se procuram
explicações para as suas dificuldades ou para o seu
sucesso. Peters e Waterman contribuíram fortemente
para isso quando, no início dos anos 80, publicaram o
seu livro “Na Senda da Excelência”. Procurando
contrariar a rigidez de gestão dominante na altura,
atribuíram o sucesso das empresas “excelentes” à sua
cultura mais ágil e humanizada e aos valores
partilhados pelos seus colaboradores. A verdade é
que, apenas cinco anos depois, dois terços das 43
empresas "excelentes" encontradas por Tom Peters e
Robert Waterman estavam em crise. Read
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