comportamentos defensivos
Terror ao pequeno almoço
30/05/2008 11:42 Autor: João Vieira
da Cunha
O director da unidade de vendas onde fiz a minha
investigação de doutoramento tomava o
pequeno-almoço com os chefes das suas oito equipas
de vendas todas as quartas-feiras de manhã. O
terror que cada um deles transpirava quando se
sentava à frente de dois croissants, um pacotinho
de manteiga e uma chávena de café era contagiante.
Na primeira vez que fui a uma destas reuniões, vi
que as mãos de vários deles tremiam – parecia que a
delicada faca de cortar croissants era um martelo
penumático ligado à corrente. A energia que a
alimentava vinha de dentro, do medo do
interrogatório que estava para vir. Ler o artigo
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As crises de liderança
02/05/2008 19:36 Autor: Rui Grilo
As instituições e as grandes empresas costumavam
ser um lugar seguro face às ameaças da incerteza,
uma garantia de continuidade num mundo volátil. A
liderança dessas organizações tinha normalmente
ciclos longos, de vários anos ou mesmo décadas, um
resultado da estabilidade dos equilíbrios de poder
internos. A cara de uma pessoa tornava-se
indissociável do papel que desempenhava à frente de
um banco, um partido, uma central sindical ou uma
associação empresarial. As lealdades eram o
resultado firme de um relacionamento sem fim à
vista, por isso as deslealdades pagavam-se caro. As
rupturas e os encontros tinham o dramatismo de algo
definitivo, sem retorno. Os grupos informais dentro
das organizações tinham tempo para se organizar,
baseados na confiança entre pessoas que fazem a
mesma opção de vida. Por isso, mesmo que tudo
mudasse, algo permanecia. Ler o artigo
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Quanto vale a confiança?
16/11/2007 20:26 Autor: Rui Grilo
A capacidade de auto-organização da espécie humana
que tornou possível a sociedade de bem-estar em que
vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que
custamos a compreender. Mas sabemos, pelo menos,
que a capacidade de cooperação entre seres humanos
é um elemento fundamental do processo que produziu
esta rede social na qual todos dependemos, de uma
forma ou de outra, uns dos outros. Mas esta rede é
frágil e, para que a cooperação aconteça, é preciso
confiança entre as partes. É isso mesmo que Francis
Fukuyama ilustra nos seus livros "Confiança" e “A
Grande Ruptura”, onde demonstra como o declínio da
confiança põe em causa as bases da riqueza e do
conforto de que gozamos hoje. Ler o
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O trabalho invisível dos vendedores
07/09/2007 21:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Há políticas de remuneração que são erros óbvios.
Por exemplo, como seria avaliado o líder de uma
empresa de estudos de mercado que premiasse os seus
colaboradores com base nos resultados dos
inquéritos aos consumidores? Certamente de forma
muito negativa. É pouco inteligente pagar a uma
equipa que está a descobrir qual é o sabonete
preferido dos Portugueses pelo número de pessoas
que respondem Sabonete Silva. É fácil prever o
resultado desta avaliação do sector da higiene
pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha da
esmagadora maioria dos inquiridos. Ler o
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Hard Line
18/05/2007 20:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A concretização do negócio da compra da Chrysler
pela Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão
“hard line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós
modernismo que atribuía misteriosos good will a
empresas cujos activos cresciam, as despesas
explodiam e as vendas eram pouco mais que
anedóticas, mas as acções subiam de modo
consistente e incompreensível para aqueles que
foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de
resultados palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro
é um must. Voltámos mesmo à sabedoria mais
“ancestral” de um marketing em que dos quatro pês,
só o pê do preço é que é mágico porque gera cash
inflow. Todos os outros representam dinheiro a
sair... Ler o artigo completo...
Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto
há outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes
vêm com prazo de validade. Quando chegam, já têm
uma data de partida anunciada. A sua carreira
depende da capacidade de terem um impacto
significativo e muito visível durante a sua
estadia. Há que provar que a mudança é para melhor
e por isso rapidamente aparecem várias iniciativas
para responder aos novos desafios de mercado. Mas
muitas vezes estes novos projectos demoram a ser
implementados e quando finalmente chegam ao fim, os
resultados ficam muito aquém das expectativas.
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O que não se mede
11/08/2006 20:29 Autor: Rui Grilo
Quando descobri o mundo fascinante da psicologia,
uma das ideias que me impressionou mais foi a noção
de que para nos defendermos da ansiedade que alguma
situação nos provoca acabamos por criar um problema
maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à
ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o
medo de alguma coisa que nos possa fazer perder
auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra
coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos
defendermos de um problema que receamos podemos
acabar por criar outros maiores. Ler o artigo
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Os enigmas da cultura
31/03/2006 21:27 Autor: Rui Grilo
A gestão apropriou-se do termo cultura para
designar o que o dá identidade a uma organização.
Assim, é na cultura de uma empresa que muitas vezes
se procuram explicações para as suas dificuldades
ou para o seu sucesso. Peters e Waterman
contribuíram fortemente para isso quando, no início
dos anos 80, publicaram o seu livro “Na Senda da
Excelência”. Procurando contrariar a rigidez de
gestão dominante na altura, atribuíram o sucesso
das empresas “excelentes” à sua cultura mais ágil e
humanizada e aos valores partilhados pelos seus
colaboradores. A verdade é que, apenas cinco anos
depois, dois terços das 43 empresas "excelentes"
encontradas por Tom Peters e Robert Waterman
estavam em crise. Ler o artigo
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