controlo
Aprender mais com os maiores erros
30/06/2008 19:43 Autor: Rui Grilo
Durante a nossa vida procuramos avidamente razões,
motivos e causas. Essa busca instintiva ajuda-nos a
perceber o mundo que nos rodeia, mas convence-nos que
é através de causas simples que produzimos resultados
e leva-nos a pensar erradamente que a sociedade em
que vivemos resultou de intenções precisas e de
planos bem detalhados. É raro ouvir contar uma
história de sucesso como uma sequência feliz de
acasos bem aproveitados. Em vez disso, o sucesso é
atribuído à visão e à determinação, mascarando a
complexidade do que realmente aconteceu com a
linearidade de uma história contada em tom heróico.
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Estratégia Instantânea (III)
17/03/2008 19:11 Autor: José Manuel
Fonseca
Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das
estratégias clássicas estão em vias de extinção. Por
exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a
escolha entre o produzir barato e em massa ou
produzir diferente e desnatar o mercado, foi,
aparentemente, ultrapassada pelo produzir diferença
para o mercado de massas, como se pode constatar nos
casos da Zara e da Decathelom. Depois, brincado um
pouco com a extraordinária e prolixa pós modernidade
na teoria da gestão, sugeri que a sabedoria contida
em os “três porquinhos gestores" e no "síndrome do
macho alfa”, entre outros, poderia não bastar para
substituir o modelo de crescimento do Igor Ansoff,
que ainda me parece muito útil e talvez o melhor
modelo de raciocínio estratégico. Mas, voltemos então
à questão inicial: A estratégia tornou-se como os
tempos, instantânea. Mas quais serão os novos
vectores de posicionamento? Read
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As tecnologias do poder
11/01/2008 20:38 Autor: Rui Grilo
Quando falamos de poder, as imagens mentais que nos
ocorrem referem-se, frequentemente, a situações de
domínio, nas quais uma parte sujeita a outra à sua
vontade. "Ter poder" é entendido como sinónimo de ser
capaz de controlar. Mas quando se diz "ter poder"
estamos a entender o poder como se fosse uma coisa,
algo cuja posse se pudesse deter e assim usar. Será
esse o caso? A noção convencional de "poder"
confunde-se demasiado com autoridade e liderança, e é
difícil retirar-lhe o peso das associações
aparentemente óbvias a hierarquia, estatuto e
controlo. Mas o poder é mais do que isso e pode até
ser muito útil entendê-lo de forma radicalmente
diferente. Read
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Estratégia Instantânea (I)
14/12/2007 20:57 Autor: José Manuel
Fonseca
Cada época conheceu um problema estratégico
dominante. Na década de sessenta, na senda dos tempos
do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que melhor
percebeu que a questão dominante era o crescimento. O
problema marcante era como aproveitar as
oportunidades de negocio. Ansoff propôs uma matriz
notável para a abordagem das trajectórias lógicas de
desenvolvimento “orgânico”. Partia do primeiro passo,
“vender mais do mesmo aos mesmos”, seguido de
“encontrar novos clientes para os mesmos produtos”,
completava com “mais produtos para si que já confiava
em nós” e finalizava com a aplicação do cash inflow
realizado nas opções anteriores em novos negócios. A
apologia da diversificação talvez tenha ido longe
demais, até aos conglomerados de negócios de “tudo em
todo o lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão
não é apenas racionalidade mais um sistema de
reporting. Read
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Basta ouvir...
21/09/2007 14:00 Autor: Rui Grilo
Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha
desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma
coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que
o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa
já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco
importante em si, fez-me pensar no tempo e no
dinheiro que é desperdiçado todos os dias em
organizações devido à má gestão das emoções
associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma
avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de
tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de
perceber a origem e o impacto da sua agressividade
mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam.
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O trabalho invisível dos vendedores
07/09/2007 21:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Há políticas de remuneração que são erros óbvios. Por
exemplo, como seria avaliado o líder de uma empresa
de estudos de mercado que premiasse os seus
colaboradores com base nos resultados dos inquéritos
aos consumidores? Certamente de forma muito negativa.
É pouco inteligente pagar a uma equipa que está a
descobrir qual é o sabonete preferido dos Portugueses
pelo número de pessoas que respondem Sabonete Silva.
É fácil prever o resultado desta avaliação do sector
da higiene pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha
da esmagadora maioria dos inquiridos. Read
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É a Economia, estúpido
24/08/2007 20:46 Autor: José Manuel
Fonseca
Receio bem que estejamos a perder o pé. À realidade
nua e crua do ultra liberalismo chinês respondemos,
na Europa, com a “fabricação” de realidades
fictícias. “Razões de Ganho” era o nome de um
questionário que tive de aplicar recentemente numa
acção de formação dessas com o elevadíssimo
patrocínio da “Europa”. Europa, esse lugar mágico de
fantasias benignas e protectoras, para onde
remetemos, por enquanto, os medos dos perigos que se
escondem em nuvens ameaçadoramente escuras.
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Quando tudo se quer medir
27/07/2007 14:30 Autor: Rui Grilo
A gestão é muitas vezes confundida com a simples
monitorização de números. Parece fácil de entender
como isso acontece. Como têm que apresentar
resultados quantitativos, os gestores procuram medir
e avaliar, também de forma quantitativa, as acções da
sua equipa que podem influenciar esses resultados.
Como a evolução tecnológica torna cada vez mais fácil
fazer essas medições, traduzindo acções em números,
os gestores têm instrumentos cada vez mais
sofisticados para gerir. Os sistemas de apoio à
gestão oferecem hoje complexos ‘dashboards’ e
‘scorecards’ que prometem melhores resultados e
decisões acertadas. Mas será isso que acontece de
facto? Read More...
“Impecável, sôtor!”
04/05/2007 14:34 Autor: Rui Grilo
O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser
confrontado com o insucesso das suas ideias e
intenções. É para evitar falhar que todos nos
esforçamos por fazer mais, motivar com mais eficácia,
dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais comum do que
falhar. O falhanço faz parte do nosso dia-a-dia, seja
sob a forma de negócios que se perdem, empresas que
desaparecem, áreas de negócio que são extintas,
gestores que são substituídos ou trabalhadores que
são despedidos. Como pode tanta coisa falhar quando
tanta gente competente se esforça por evitar isso?
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Depois da ‘última linha’
12/01/2007 20:59 Autor: Rui Grilo
Exigir resultados é um direito natural de qualquer
accionista e estabelecer objectivos é um instrumento
básico de qualquer gestor. É por isso que muita gente
afirma que uma cultura de objectivos e resultados é a
base de uma gestão eficaz, capaz de traduzir
intenções em acções que produzem os efeitos
desejados. É também por isso que se diz, sem grandes
reservas, que o que interessa é a ‘bottom line’, a
última linha da demonstração de resultados. Há mesmo
quem diga que tudo o resto é conversa. De facto, a
última linha, aquela onde aparece o valor do lucro ou
do prejuízo apurado, é muito importante porque
reflecte o desempenho do último período e a
viabilidade imediata de uma empresa. Mas será só isso
que importa? Read
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Medir em vez de mentir
15/12/2006 19:06 Autor: João Vieira
da Cunha
A falta de transparência dos indicadores de
desempenho de uma empresa tem uma causa fundamental:
também são usados para a avaliação dos colaboradores.
Se os gestores utilizam a mesma informação para
perceber o que se passa na organização e para decidir
quanto pagar de bónus, há fortes incentivos para que
essa informação seja deturpada. A justificação para
manter esta prática, apesar da desconfiança que cria
na relação entre gestores e colaboradores, é a
objectividade. Read
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A persuasão do powerpoint
03/11/2006 20:51 Autor: Rui Grilo
Não me lembro de nenhum tema que tenha apaixonado
mais a espécie humana do que encontrar a ligação
entre causas e efeitos. Quando ignoramos as causas de
alguma coisa, o medo que essa coisa nos provoca é
ampliado de forma assustadora. Quando percebemos as
causas desse efeito, o medo atenua-se e ganhamos uma
sensação de controlo sobre o que está a acontecer. Ao
longo da história do Homem foi assim, por exemplo,
com o fogo, os relâmpagos e algumas doenças. Da mesma
forma, quando procuramos um determinado efeito
procuramos gerar causas que nos deixem seguros de que
atingiremos esse objectivo. Read
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O ‘jeitinho’
20/10/2006 20:24 Autor: João Vieira
da Cunha
Há empresas grandes e burocráticas que conseguem
manter-se competitivas em sectores que estão em
mudança constante. São empresas como a Nokia que,
apesar de serem pesadas e mudarem lentamente,
continuam a ter um lugar no pódio da competitividade.
Como o conseguem? Read
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O que não se controla
06/10/2006 20:32 Autor: Rui Grilo
A vida em diferentes organizações, privadas ou
públicas, tem por vezes semelhanças extraordinárias.
Tenho ouvido nas últimas semanas várias histórias,
contadas por pessoas que trabalham em diferentes
empresas e organismos públicos, que partilham um
traço comum muito claro: a ansiedade e a sensação de
vazio que uma mudança esperada provoca enquanto não
se concretiza. O mais curioso nas várias narrativas é
que não é a mudança em si que desperta essas emoções
difíceis, mas sim a perda de sentido que a espera
provoca. E a pergunta que surge é muito simples: “Se
tudo vai mudar, que faço eu aqui?” Read
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O Sistema Sombra
25/08/2006 21:29 Autor: João Vieira
da Cunha
A sua empresa tem um sistema de informação sombra.
Porque é que este sistema existe e que desafios
coloca aos seus gestores? Olhe bem à sua volta. O
sistema de informação formal é fácil de descobrir: um
computador em cada secretária com um ’software’ de
gestão escolhido e implementado pela empresa. O
sistema sombra também está à vista: um caderno, uma
pilha de papéis e um conjunto de ‘post-its’
ironicamente colocados no ecrã do computador.
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O que não se mede
11/08/2006 20:29 Autor: Rui Grilo
Quando descobri o mundo fascinante da psicologia, uma
das ideias que me impressionou mais foi a noção de
que para nos defendermos da ansiedade que alguma
situação nos provoca acabamos por criar um problema
maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à
ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o medo
de alguma coisa que nos possa fazer perder
auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra
coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos
defendermos de um problema que receamos podemos
acabar por criar outros maiores. Read
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De que liderança precisamos?
28/04/2006 20:34 Autor: Rui Grilo
A liderança é um aspecto essencial da gestão. Ninguém
lidera uma organização sem gerir e é quase impossível
gerir sem alguma forma de liderança. Mas liderar é
geralmente associado a figuras com uma aura quase
mística, gestores carismáticos ou visionários de
sucesso. Mas será essa a liderança que faz falta nas
nossas empresas?
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A herança do Sr. Taylor
03/03/2006 18:51 Autor: Rui Grilo
O mundo da gestão seria muito mais simples se tudo
corresse de acordo com o que é planeado, sem
surpresas nem imprevistos. Seria um mundo de regras
evidentes e instruções claras, perfeitamente
“científico”, no qual os gestores se poderiam
concentrar em pensar, deixando a outros profissionais
a execução segura das suas orientações. Um mundo
assim poderia realmente existir? Read
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