crise
Não programem as pessoas
30/06/2009 09:08 Autor: Rui Grilo
Imagine que o seu telefone toca e que, do outro
lado da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma
coisa, a assinatura de uma revista, um canal pago
de televisão ou um seguro. Pelo tom de voz e pela
forma de falar do seu interlocutor, percebe que ele
está a ler. Pior, percebe que a conversa tem um
caminho pré-definido, um guião, no qual pouco
importa o que responde… Imagine agora que vai a um
restaurante de ‘fast-food’. Chega a sua vez e pede
uma cola sem gelo e um hamburger com queijo. Quem o
atende responde “e qual é a bebida?” Nos dois
casos, aquilo que o atingiu foi a febre dos
‘scripts’. Ler o artigo completo...
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Não vendemos tabaco!
23/06/2009 12:08 Autor: João Vieira
da Cunha
No fim do percurso entre minha casa e a Nova há uma
papelaria. Há uma semana atrás, vi que o
proprietário tinha afixado um aviso na entrada que
dizia ‘não vendemos tabaco’. A explicação era
simples, o senhor não tinha paciência para
esclarecer os clientes que lhe entravam todos os
dias na loja para comprar cigarros - um produto que
não queria vender porque via o seu negócio apenas
como uma papelaria. Este caso mostra qual é
realmente o problema da competitividade de pequenas
empresas como esta e de grandes empresas como a
General Motors: todas elas dependem de uma grande
tolerância no mercado para sobreviverem, mas os
seus clientes oferecem-lhes cada vez menos margem
de manobra. Ler o artigo completo...
As armadilhas da crise
14/04/2009 12:07 Autor: Rui Grilo
As dificuldades da conjuntura económica estão a
obrigar muitos gestores a tomar decisões difíceis.
Têm que encontrar oportunidades de negócio, avaliar
retornos e responder permanentemente a um mundo que
oscila de forma imprevisível e incontrolável... As
pressões do mercado, dos accionistas e dos bancos
obrigam quem tem responsabilidades de gestão a
tentar, em simultâneo, aumentar a produtividade e
promover a inovação. É preciso reduzir custos e
encontrar novas fontes de receitas. Mas, se os
objectivos são óbvios, a forma de os alcançar pode
esconder muitas armadilhas. Ler o
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Fractalidades e ruído de fundo
17/03/2009 16:05 Autor: José Manuel
Fonseca
Finalmente temos uma palavra. Grande depressão. Até
os bens de Giffen ou de luxo caem nos índices de
consumo, contrariando a teoria económica que se
ensina logo na terceira semana de micro economia. O
Financial Times fez um ‘endorsement' de um livro
que, entre muitos outros, arrasa com a hipótese do
mercado eficiente. O doutor Trichet, contudo,
parece dizer que a crise acaba já numa destas
quintas-feiras e quiçá nem se dá por ela. Os juros
caem a pique no BCE e os juros nem tugem nem mugem
nos empréstimos, porque os ‘spreads' parecem de
ajustamento automático. Um banco falido e
nacionalizado lá fora continua a oferecer crédito a
torto e a direito em centros comerciais ao pé de
si, apenas por 30% de juros ao ano, e,
naturalmente, a pessoas financeiramente iletradas,
que parecem não ter condições de reembolsar nem uma
parte do capital. Já se suspeita que o presidente
Obama não caminhará sobre as águas. Ler o
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Conto de Natal
12/12/2008 19:45 Autor: José Manuel
Fonseca
Era uma vez um país. E nesse país vivia um
rapazinho. O pai, preocupado com o futuro do petiz
e acabada a quarta classe, colocou-o a aprender um
mester (nesses longínquos tempos não existiam novas
oportunidades, só mesmo possibilidades de aprender
a fazer coisas pela via menos paternalista do
trabalho duro). No caso, o de cortador de carnes
num talho. E o petiz cedo evidenciou uma aptidão
natural para o negócio. De tal sorte, que se
estabeleceu por conta própria ainda era quase
imberbe. Foi consolidando a sua network de
fornecedores e construiu uma adequada “base de
clientes” mercê de um belíssimo “marketing de
proximidade” e lábia q.b.! Isso, e uma balança cuja
regulação permitia “poupar” cem gramas de carne em
cada quilograma vendido, que ao fim de cada dia, em
média, davam dois quilitos a favor de futuros
cash-in-flows. De modos que ao fim do primeiro ano,
conseguiu economizar para um carro em segunda mão
com jantes de liga leve. Ler o artigo
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O fim dos crimes de colarinho branco
14/11/2008 18:23 Autor: João Vieira
da Cunha
A melhor solução para os problemas éticos que têm
assolado a economia global e os mercados
financeiros que a sustentam é ensinar os lideres a
esconder melhor as suas pequenas traquinices.
A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público. Ler o artigo completo...
A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público. Ler o artigo completo...
O fantasma na máquina
03/11/2008 18:23 Autor: José Manuel
Fonseca
Por causa da crise (recessão, forte abrandamento,
depressão... continuamos sem palavra consensual que
encapsule o colapso à nossa volta... e, portanto
sem a tranquilidade que comporta ter um nome para a
“besta”...) (re)começam a defrontar-se as escolas
económicas. Pensava-se que com o chamado consenso
de Washington (desregular, privatizar e deixar o
mercado formar todos os preços acabando com os
preços políticos e administrativos) o Estado iria,
de cura em cura, emagrecer com ou sem dietas com
aloé vera... Ler o artigo completo...
Que podemos aprender com esta crise?
17/10/2008 19:46 Autor: Rui Grilo
Há várias semanas que a crise financeira ocupa as
primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no
alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem
hoje dúvidas do seu profundo impacto económico,
social e político. Mas há uma questão central que
tem passado ao lado da maior parte das análises:
que aprendemos nós realmente com esta crise?
Ler o artigo
completo...
A felicidade eterna
19/09/2008 19:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A coisa ainda não acabou, portanto, ainda é cedo
para a agenda mediática ser dominada por aqueles
que nos relembrarão que “nos tinham avisado”. Ou
por aqueles que propõem inovadoras panaceias para
que nunca mais possa acontecer. Ainda não é o tempo
de balanços profundíssimos nem para serem exigidos
mecanismos “que de uma vez por todas” previnam
estas crises. Ou novas autoridades de regulação.
Quem sabe, daqui a algum tempo alguém virá falar de
meta sistemas e de Kurt Godel. E da necessidade de
um supra organismo acima de todos que regule o
sistema financeiro a nível mundial uma vez que os
“fenómenos” são transnacionais e as fronteiras são
um conceito inútil neste mundo electrónico em que
se esvaziam os cofres de um banco através do pânico
dos “ratos”... Ler o
artigo completo...