discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

Não programem as pessoas

Imagine que o seu telefone toca e que, do outro lado da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma coisa, a assinatura de uma revista, um canal pago de televisão ou um seguro. Pelo tom de voz e pela forma de falar do seu interlocutor, percebe que ele está a ler. Pior, percebe que a conversa tem um caminho pré-definido, um guião, no qual pouco importa o que responde… Imagine agora que vai a um restaurante de ‘fast-food’. Chega a sua vez e pede uma cola sem gelo e um hamburger com queijo. Quem o atende responde “e qual é a bebida?” Nos dois casos, aquilo que o atingiu foi a febre dos ‘scripts’. Ler o artigo completo...
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Não vendemos tabaco!

No fim do percurso entre minha casa e a Nova há uma papelaria. Há uma semana atrás, vi que o proprietário tinha afixado um aviso na entrada que dizia ‘não vendemos tabaco’. A explicação era simples, o senhor não tinha paciência para esclarecer os clientes que lhe entravam todos os dias na loja para comprar cigarros - um produto que não queria vender porque via o seu negócio apenas como uma papelaria. Este caso mostra qual é realmente o problema da competitividade de pequenas empresas como esta e de grandes empresas como a General Motors: todas elas dependem de uma grande tolerância no mercado para sobreviverem, mas os seus clientes oferecem-lhes cada vez menos margem de manobra. Ler o artigo completo...
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As armadilhas da crise

As dificuldades da conjuntura económica estão a obrigar muitos gestores a tomar decisões difíceis. Têm que encontrar oportunidades de negócio, avaliar retornos e responder permanentemente a um mundo que oscila de forma imprevisível e incontrolável... As pressões do mercado, dos accionistas e dos bancos obrigam quem tem responsabilidades de gestão a tentar, em simultâneo, aumentar a produtividade e promover a inovação. É preciso reduzir custos e encontrar novas fontes de receitas. Mas, se os objectivos são óbvios, a forma de os alcançar pode esconder muitas armadilhas. Ler o artigo completo...
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Fractalidades e ruído de fundo

Finalmente temos uma palavra. Grande depressão. Até os bens de Giffen ou de luxo caem nos índices de consumo, contrariando a teoria económica que se ensina logo na terceira semana de micro economia. O Financial Times fez um ‘endorsement' de um livro que, entre muitos outros, arrasa com a hipótese do mercado eficiente. O doutor Trichet, contudo, parece dizer que a crise acaba já numa destas quintas-feiras e quiçá nem se dá por ela. Os juros caem a pique no BCE e os juros nem tugem nem mugem nos empréstimos, porque os ‘spreads' parecem de ajustamento automático. Um banco falido e nacionalizado lá fora continua a oferecer crédito a torto e a direito em centros comerciais ao pé de si, apenas por 30% de juros ao ano, e, naturalmente, a pessoas financeiramente iletradas, que parecem não ter condições de reembolsar nem uma parte do capital. Já se suspeita que o presidente Obama não caminhará sobre as águas. Ler o artigo completo...
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Conto de Natal

Era uma vez um país. E nesse país vivia um rapazinho. O pai, preocupado com o futuro do petiz e acabada a quarta classe, colocou-o a aprender um mester (nesses longínquos tempos não existiam novas oportunidades, só mesmo possibilidades de aprender a fazer coisas pela via menos paternalista do trabalho duro). No caso, o de cortador de carnes num talho. E o petiz cedo evidenciou uma aptidão natural para o negócio. De tal sorte, que se estabeleceu por conta própria ainda era quase imberbe. Foi consolidando a sua network de fornecedores e construiu uma adequada “base de clientes” mercê de um belíssimo “marketing de proximidade” e lábia q.b.! Isso, e uma balança cuja regulação permitia “poupar” cem gramas de carne em cada quilograma vendido, que ao fim de cada dia, em média, davam dois quilitos a favor de futuros cash-in-flows. De modos que ao fim do primeiro ano, conseguiu economizar para um carro em segunda mão com jantes de liga leve. Ler o artigo completo...
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O fim dos crimes de colarinho branco

A melhor solução para os problemas éticos que têm assolado a economia global e os mercados financeiros que a sustentam é ensinar os lideres a esconder melhor as suas pequenas traquinices.

A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público. Ler o artigo completo...
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O fantasma na máquina

Por causa da crise (recessão, forte abrandamento, depressão... continuamos sem palavra consensual que encapsule o colapso à nossa volta... e, portanto sem a tranquilidade que comporta ter um nome para a “besta”...) (re)começam a defrontar-se as escolas económicas. Pensava-se que com o chamado consenso de Washington (desregular, privatizar e deixar o mercado formar todos os preços acabando com os preços políticos e administrativos) o Estado iria, de cura em cura, emagrecer com ou sem dietas com aloé vera... Ler o artigo completo...
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Que podemos aprender com esta crise?

Há várias semanas que a crise financeira ocupa as primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem hoje dúvidas do seu profundo impacto económico, social e político. Mas há uma questão central que tem passado ao lado da maior parte das análises: que aprendemos nós realmente com esta crise? Ler o artigo completo...
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A felicidade eterna

A coisa ainda não acabou, portanto, ainda é cedo para a agenda mediática ser dominada por aqueles que nos relembrarão que “nos tinham avisado”. Ou por aqueles que propõem inovadoras panaceias para que nunca mais possa acontecer. Ainda não é o tempo de balanços profundíssimos nem para serem exigidos mecanismos “que de uma vez por todas” previnam estas crises. Ou novas autoridades de regulação. Quem sabe, daqui a algum tempo alguém virá falar de meta sistemas e de Kurt Godel. E da necessidade de um supra organismo acima de todos que regule o sistema financeiro a nível mundial uma vez que os “fenómenos” são transnacionais e as fronteiras são um conceito inútil neste mundo electrónico em que se esvaziam os cofres de um banco através do pânico dos “ratos”... Ler o artigo completo...
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