cultura organizacional
Alternativas ao Homo Economicus
11/04/2008 19:33 Autor: João Vieira
da Cunha
Há um conjunto de trabalhadores em cada empresa que
correspondem às expectativas dos economistas. São os
homo economicus ou busca-bónus: indivíduos que
ajustam o seu comportamento de forma a maximizar o
bónus que resulta do atingimento dos objectivos que
lhes são propostos. A carreira não é a sua
preocupação principal e muitos recusam promoções
porque sabem que a sua competência para atingir
resultados através do seu próprio esforço pode não se
reflectir nas capacidade de os atingir através dos
outros. A sua progressão segue uma lógica meramente
material. Preocupam-se não com o seu desenvolvimento
ou com o nível de desafio das suas tarefas mas sim
com as mudanças no valor do seu bónus e no esforço
necessário para o atingir. Esta orientação para os
resultados pode levar a práticas abusivas de vendas,
pequenas e grandes fraudes e outros comportamentos
não éticos. Pior – a sua motivação para cumprir
objectivos não transborda para as outras áreas da sua
relação com a organização. Não partilham
conhecimento, não estão interessados aprender com os
outros nem contribuem de forma formal ou informal
para a sustentabilidade estratégica da empresa. Estão
lá apenas para cumprir o que lhes é pedido e ganhar
os prémios daí resultantes. Read
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Não diga, faça!
22/02/2008 19:21 Autor: Rui Grilo
A linha que separa o discurso empresarial
politicamente correcto da mais pura hipocrisia é por
vezes muito ténue. Nenhum líder de uma organização
assume que não quer colaboradores com mais do que uma
determinada idade a trabalhar consigo, mas é fácil
coleccionar nomes de organizações nas quais quem tem
50, 45 ou até pouco mais de 40 anos é "delicadamente"
considerado velho demais e conduzido até à porta das
mais variadas formas... E assim se desperdiça capital
humano de grande valor. Nenhum gestor é apanhado em
público a protestar pela duração da licença de
maternidade das suas colaboradoras que são mães, mas
todos conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi
afectada pela maternidade. Numa altura em que a baixa
natalidade é um problema nacional e europeu, o
problema das penalizações encobertas da maternidade é
tão grande, atingindo operárias, técnicas e mesmo
gestoras, que até já motivou iniciativas no nosso
parlamento. Read
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Elogio à cegueira
28/12/2007 19:39 Autor: João Vieira
da Cunha
Há poucas modas de gestão mais perigosas do que a
visão. Uma empresa que tenha uma daquelas que é mesmo
para usar no dia a dia, e não apenas para estar
pendurada na parede para satisfazer clientes e fazer
as delícias dos académicos, é uma empresa condenada a
problemas estratégicos e éticos. Read
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Quanto vale a confiança?
16/11/2007 20:26 Autor: Rui Grilo
A capacidade de auto-organização da espécie humana
que tornou possível a sociedade de bem-estar em que
vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que custamos
a compreender. Mas sabemos, pelo menos, que a
capacidade de cooperação entre seres humanos é um
elemento fundamental do processo que produziu esta
rede social na qual todos dependemos, de uma forma ou
de outra, uns dos outros. Mas esta rede é frágil e,
para que a cooperação aconteça, é preciso confiança
entre as partes. É isso mesmo que Francis Fukuyama
ilustra nos seus livros "Confiança" e “A Grande
Ruptura”, onde demonstra como o declínio da confiança
põe em causa as bases da riqueza e do conforto de que
gozamos hoje. Read
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Empresas e Coelhinhos
13/07/2007 21:35 Autor: João Vieira
da Cunha
Um dos primeiros livros de gestão que li foi o
'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do
livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro que
defendia que os gestores são irrelevantes. O autor
citava vários estudos que provavam que a estratégia
de qualquer empresa era definida no momento da sua
criação e que qualquer esforço para a mudar
significativamente mais tarde era infrutífero. Os
outros livros que li pareciam ignorar esta
investigação, mas isso não foi suficiente para me
fazer esquecer o assunto. Read
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O Português na redoma de vidro
23/03/2007 21:37 Autor: João Vieira
da Cunha
A cultura portuguesa é apontada como uma das razões
para a falta de competitividade do nosso país. Se
assim for, a melhor estratégia para melhorar a nossa
economia é enviar cidadãos nacionais para os países
que concorrem directamente com o nosso e importar
profissionais de locais com uma cultura mais eficaz.
Se os valores e hábitos que nos caracterizam enquanto
portugueses, em certas condições pode dar resposta a
qualquer desafio competitivo, então estamos perante a
necessidade de ajustar processos de gestão e
liderança. Read
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Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto há
outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes vêm
com prazo de validade. Quando chegam, já têm uma data
de partida anunciada. A sua carreira depende da
capacidade de terem um impacto significativo e muito
visível durante a sua estadia. Há que provar que a
mudança é para melhor e por isso rapidamente aparecem
várias iniciativas para responder aos novos desafios
de mercado. Mas muitas vezes estes novos projectos
demoram a ser implementados e quando finalmente
chegam ao fim, os resultados ficam muito aquém das
expectativas. Read
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O paradoxo dos “colaboradores ideais”
26/05/2006 21:01 Autor: Rui Grilo
A propósito de um dos últimos artigos deste painel,
uma leitora enviou-me o endereço de um dos seus blogs
preferidos. Segundo ela, estava muito perto da forma
como se discutia nesse artigo a liderança das nossas
empresas. Fiquei curioso e segui imediatamente o
link… Foi assim que descobri o Creating Passionate
Users, um excelente blog escrito a oito mãos em
http://headrush.typepad.com/.
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Os enigmas da cultura
31/03/2006 21:27 Autor: Rui Grilo
A gestão apropriou-se do termo cultura para designar
o que o dá identidade a uma organização. Assim, é na
cultura de uma empresa que muitas vezes se procuram
explicações para as suas dificuldades ou para o seu
sucesso. Peters e Waterman contribuíram fortemente
para isso quando, no início dos anos 80, publicaram o
seu livro “Na Senda da Excelência”. Procurando
contrariar a rigidez de gestão dominante na altura,
atribuíram o sucesso das empresas “excelentes” à sua
cultura mais ágil e humanizada e aos valores
partilhados pelos seus colaboradores. A verdade é
que, apenas cinco anos depois, dois terços das 43
empresas "excelentes" encontradas por Tom Peters e
Robert Waterman estavam em crise. Read
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