É a Economia, estúpido

Receio bem que estejamos a perder o pé. À realidade nua e crua do ultra liberalismo chinês respondemos, na Europa, com a “fabricação” de realidades fictícias. “Razões de Ganho” era o nome de um questionário que tive de aplicar recentemente numa acção de formação dessas com o elevadíssimo patrocínio da “Europa”. Europa, esse lugar mágico de fantasias benignas e protectoras, para onde remetemos, por enquanto, os medos dos perigos que se escondem em nuvens ameaçadoramente escuras. Read More...
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Qualquer cor é boa desde que seja preto

O assunto é apaixonante. E, sobre ele, têm opinado desde caixeiros viajantes a críticos literários, todos munidos de dados insofismáveis e assentes nas melhores premissas. Há professores de direito que afirmam peremptórios que o assunto é grave demais para ser deixado a engenheiros. Há engenheiros electrotécnicos que pugnam pela solução ambiental mais equilibrada. Há políticos que terçam argumentos baseados em leis da física e teorizam sobre deslocações de terras e aquíferos. Há economistas preocupados com corredores de aproximação e ventos laterais. Read More...
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“Impecável, sôtor!”

O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser confrontado com o insucesso das suas ideias e intenções. É para evitar falhar que todos nos esforçamos por fazer mais, motivar com mais eficácia, dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais comum do que falhar. O falhanço faz parte do nosso dia-a-dia, seja sob a forma de negócios que se perdem, empresas que desaparecem, áreas de negócio que são extintas, gestores que são substituídos ou trabalhadores que são despedidos. Como pode tanta coisa falhar quando tanta gente competente se esforça por evitar isso? Read More...
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O que não se controla

A vida em diferentes organizações, privadas ou públicas, tem por vezes semelhanças extraordinárias. Tenho ouvido nas últimas semanas várias histórias, contadas por pessoas que trabalham em diferentes empresas e organismos públicos, que partilham um traço comum muito claro: a ansiedade e a sensação de vazio que uma mudança esperada provoca enquanto não se concretiza. O mais curioso nas várias narrativas é que não é a mudança em si que desperta essas emoções difíceis, mas sim a perda de sentido que a espera provoca. E a pergunta que surge é muito simples: “Se tudo vai mudar, que faço eu aqui?” Read More...
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Boas Intenções

Uma das coisas mais perigosas que existem são as pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser perfeito. E, numa posição de poder, legislam para que o mundo se aproxime do estado visionado. Há muitos anos tive ocasião de testemunhar como, através de um sistema de incentivos denominado RIME, se tentou produzir por esse pais fora, empresários e empreendedores a partir de gente que tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía qualificações muito pouco notáveis. Através de um “curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e mix de marketing e meia dúzia de indicadores de gestão financeira, e da promessa de incentivos e de um projecto de investimento sempre com VAL satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final, dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de incentivos, pouca gente se terá ficado a rir. Conheci bastantes que ficaram afogados nos leasings, incapazes de gerir os compromissos financeiros decorrentes da exploração que nunca correu como os risonhos planos financeiros dos projectos. Read More...
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Chamem a Miss Marple

Uma notícia, sem grandes parangonas, dava conta de uma coisa absolutamente desarmante. Aparentemente, tivemos – parece que ainda temos – uma dúzia de aviões de combate encaixotados desde há anos. Não há nada de surpreendente nesta questão. Provavelmente tenho estado distraído, mas não dei por um singelo reparo da Oposição. Pelo menos daquela oposição, que nunca foi governo e portanto, nunca ocupou o lugar de ”guardião” dos caixotes... Read More...
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Em que tabuleiro quer jogar?

A inovação é apresentada, ultimamente com carácter obsessivo, como solução para os problemas empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia, facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de avanços na física, de produtos complexíssimos de engenharia, de curas com base em extraordinários avanços na genética. Constitui, aparentemente a porta única para uma economia baseada no conhecimento e na tecnologia, porta que nos deveremos apressar a franquear sob pena que se feche para todo o sempre... Read More...
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