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Estratégia Instantânea (III)

Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das estratégias clássicas estão em vias de extinção. Por exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a escolha entre o produzir barato e em massa ou produzir diferente e desnatar o mercado, foi, aparentemente, ultrapassada pelo produzir diferença para o mercado de massas, como se pode constatar nos casos da Zara e da Decathelom. Depois, brincado um pouco com a extraordinária e prolixa pós modernidade na teoria da gestão, sugeri que a sabedoria contida em os “três porquinhos gestores" e no "síndrome do macho alfa”, entre outros, poderia não bastar para substituir o modelo de crescimento do Igor Ansoff, que ainda me parece muito útil e talvez o melhor modelo de raciocínio estratégico. Mas, voltemos então à questão inicial: A estratégia tornou-se como os tempos, instantânea. Mas quais serão os novos vectores de posicionamento? Read More...
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Fobias e estratégia

Há momentos na história dos mercados em que os gestores são vítimas de fobias histéricas. Estes episódios tornam oportunidades de reforçar a posição competitiva da empresa em ameaças à sua sobrevivência.

O terror que assola os líderes da indústria de conteúdos é talvez o exemplo mais trágico deste fenómeno na história económica recente. Os directores das editoras de livros, das empresas discográficas e dos estúdios de cinema têm pesadelos recorrentes com a Internet. Para eles o espaço virtual é como que uma grande ‘feira da ladra dos pequeninos’ onde crianças e jovens se entretêm a roubar fatias cada vez maiores da apetitosa facturação de cada uma destas indústrias. Read More...
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Estratégia Instantânea (II)

A estratégia tornou-se como os tempos. Instantânea. Mas quais serão os novos vectores de posicionamento? Na última vez que escrevi para o Diário Económico fiquei por aqui. Com esta pergunta.

Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Read More...
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Elogio à cegueira

Há poucas modas de gestão mais perigosas do que a visão. Uma empresa que tenha uma daquelas que é mesmo para usar no dia a dia, e não apenas para estar pendurada na parede para satisfazer clientes e fazer as delícias dos académicos, é uma empresa condenada a problemas estratégicos e éticos. Read More...
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Estratégia Instantânea (I)

Cada época conheceu um problema estratégico dominante. Na década de sessenta, na senda dos tempos do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que melhor percebeu que a questão dominante era o crescimento. O problema marcante era como aproveitar as oportunidades de negocio. Ansoff propôs uma matriz notável para a abordagem das trajectórias lógicas de desenvolvimento “orgânico”. Partia do primeiro passo, “vender mais do mesmo aos mesmos”, seguido de “encontrar novos clientes para os mesmos produtos”, completava com “mais produtos para si que já confiava em nós” e finalizava com a aplicação do cash inflow realizado nas opções anteriores em novos negócios. A apologia da diversificação talvez tenha ido longe demais, até aos conglomerados de negócios de “tudo em todo o lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão não é apenas racionalidade mais um sistema de reporting. Read More...
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Empresas e Coelhinhos

Um dos primeiros livros de gestão que li foi o 'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro que defendia que os gestores são irrelevantes. O autor citava vários estudos que provavam que a estratégia de qualquer empresa era definida no momento da sua criação e que qualquer esforço para a mudar significativamente mais tarde era infrutífero. Os outros livros que li pareciam ignorar esta investigação, mas isso não foi suficiente para me fazer esquecer o assunto. Read More...
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Montra e janela

Hoje quero provocar os leitores com o seguinte argumento: os sistemas de informação (SIs) não são uma janela, são uma montra. Esta provocação não é um exercício de imaginação académica, é o resultado de 15 meses de investigação numa multinacional que é apresentada como um exemplo de sucesso na implementação de SIs estratégicos. Read More...
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Em que tabuleiro quer jogar?

A inovação é apresentada, ultimamente com carácter obsessivo, como solução para os problemas empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia, facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de avanços na física, de produtos complexíssimos de engenharia, de curas com base em extraordinários avanços na genética. Constitui, aparentemente a porta única para uma economia baseada no conhecimento e na tecnologia, porta que nos deveremos apressar a franquear sob pena que se feche para todo o sempre... Read More...
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