globalização

Estratégia Instantânea (I)

Cada época conheceu um problema estratégico dominante. Na década de sessenta, na senda dos tempos do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que melhor percebeu que a questão dominante era o crescimento. O problema marcante era como aproveitar as oportunidades de negocio. Ansoff propôs uma matriz notável para a abordagem das trajectórias lógicas de desenvolvimento “orgânico”. Partia do primeiro passo, “vender mais do mesmo aos mesmos”, seguido de “encontrar novos clientes para os mesmos produtos”, completava com “mais produtos para si que já confiava em nós” e finalizava com a aplicação do cash inflow realizado nas opções anteriores em novos negócios. A apologia da diversificação talvez tenha ido longe demais, até aos conglomerados de negócios de “tudo em todo o lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão não é apenas racionalidade mais um sistema de reporting. Read More...
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O choque tecnológico

No último ano e meio foram publicados dois livros que deixaram marcas profundas porque identificaram novas formas como a tecnologia está a mudar os hábitos de um número cada vez maior de pessoas. Estou da falar de ‘The Search’, de John Battelle, publicado entre nós pela Casa das Letras, e de The Long Tail’, a obra do editor da Wired, Chris Anderson, ainda sem edição portuguesa que eu conheça. Nenhum desses livros se deixa condensar numa frase nem num parágrafo, mas exploram duas faces do mesmo fenómeno: a forma como chegamos à informação que queremos está a mudar. Read More...
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O paradoxo da inovação

As empresas criam novidades, sob a forma de produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos, mais úteis e de modo crescente híbridos de várias tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados” nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e mais das empresas. De facto, já assimilámos palavras como segunda geração, ‘restyling’, ‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes quando nos referimos a produtos cuja complexidade não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como objectos triviais. A maior parte de nós acha perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja receptor de televisão, e, porque não, que os óculos de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar alguns mal entendidos. Read More...
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