incerteza
Pequenos detalhes fundamentais
20/01/2009 18:27 Autor: Rui Grilo
Perceber o que conduz ao sucesso é fundamental.
Malcom Gladwell procurou fazer precisamente isso
com o seu livro “Outliers”, publicado no fim de
2008 e já com versão portuguesa. O que leva algumas
pessoas a erguer-se acima da multidão? Naturalmente
que o talento, a perseverança e o esforço pessoal
são fundamentais, mas esses méritos não chegam, ao
contrário do que as biografias oficiais nos querem
fazer crer. Gladwell mostra-nos como as
oportunidades, o contexto cultural e os acasos
desempenham também um papel fundamental. Se
percebermos alguns padrões ocultos do sucesso de
Bill Gates, dos Beatles ou de Oppenheimer, talvez
possamos remover barreiras que nos impedem de
triunfar. Ler o artigo completo...
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Que podemos aprender com esta crise?
17/10/2008 19:46 Autor: Rui Grilo
Há várias semanas que a crise financeira ocupa as
primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no
alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem
hoje dúvidas do seu profundo impacto económico,
social e político. Mas há uma questão central que
tem passado ao lado da maior parte das análises:
que aprendemos nós realmente com esta crise?
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O colapso dos modelos
25/07/2008 19:27 Autor: José Manuel
Fonseca
O espírito das férias anda no ar e não é
propriamente a época de grandes reflexões.
Sobretudo das que implicam a mudança de paradigmas
e, desta vez, não falo do meu clube nem do mundo do
futebol, mas antes de coisas mesmo sérias. Não
obstante, e o mais rapidamente possível, vamos ter
de repensar alguns modelos que conduzem o modo como
pensamos e agimos sobre o quotidiano. Talvez mais
pela fresca, que ultimamente a coisa anda um bocado
bizarra. Nas últimas semanas chega a ser divertido
o ciclo, que, à falta de melhor, poderemos chamar
de Trichet. Cada vez que o governador do banco
central europeu fala (e não age…), expressando a
sua preocupação sobre a inflação deixando a
“ameaça” de aumento de juros, segue-se que o dólar
se afunda e o petróleo sobe. Numa ocasião, o
petróleo recuperou em horas o que tinha perdido em
duas semanas. Portanto, o senhor Trichet, estou
certo que involuntariamente, cada vez que fala
consegue provocar o efeito contrário ao que deixa
patente nas suas palavras e nos seus desejos. Claro
que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor
Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim,
talvez devesse limitar-se a comunicar acções e
decisões concretas em lugar de longas análises em
que detalha o contrário do que acabará por
acontecer como consequência das suas palavras. E
escrevo isto em face de duas semanas de descidas
contínuas do preço do crude... Ler o artigo
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Então agora que o íamos promover é que se vai embora?
19/10/2007 18:58 Autor: José Manuel
Fonseca
Um dos problemas mais fascinantes da moderna vida
organizacional consiste na determinação do “valor”
dos recursos humanos. Valor do desempenho, valor
potencial do seu desenvolvimento. A forma como
procuramos determinar esses valores é, em si mesma,
outra coisa fascinante. Claro que poderíamos dizer
que os rituais de “avaliação de desempenho” são,
apenas, mais uma forma de protecção que encontrámos
para evitar ter conversas normais e vulgares com os
que nos rodeiam, por forma a estabelecermos
relacionamentos satisfatórios, simples, eficazes e
produtivos. Mas não. Parecemos preferir evitar
completamente enfrentar o “outro”, mormente em
aspectos em que a dissensão pode emergir, com todo
o cortejo de coisas desagradáveis e viscosas, como
emoções, que daí, em geral, advêm. Ler o
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Actos de Deus
01/06/2007 19:09 Autor: João Vieira
da Cunha
Quando estava nos EUA decidi comprar uma televisão.
Li no manual que “a garantia não cobre actos de
Deus, como a trovoada e a chuva.” Este aviso revela
a teoria do clima que tinha o fabricante da minha
televisão: os fenómenos meteorológicos são actos
divinos. Há uma explicação que, apesar de parecer
pateta para o autor deste manual, não é menos
válida: a chuva resulta de processos físicos que
ocorrem na atmosfera da Terra. A diferença entre a
minha teoria da chuva e a do fabricante da minha
televisão tem consequências. Se eu quiser saber que
tempo vai estar amanhã tenho que interpretar os
níveis de pressão atmosférica e a velocidade do
vento. O fabricante da minha televisão têm que ir
ao oráculo. Ler o artigo completo...
O Português na redoma de vidro
23/03/2007 21:37 Autor: João Vieira
da Cunha
A cultura portuguesa é apontada como uma das razões
para a falta de competitividade do nosso país. Se
assim for, a melhor estratégia para melhorar a
nossa economia é enviar cidadãos nacionais para os
países que concorrem directamente com o nosso e
importar profissionais de locais com uma cultura
mais eficaz. Se os valores e hábitos que nos
caracterizam enquanto portugueses, em certas
condições pode dar resposta a qualquer desafio
competitivo, então estamos perante a necessidade de
ajustar processos de gestão e liderança.
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O que não se controla
06/10/2006 20:32 Autor: Rui Grilo
A vida em diferentes organizações, privadas ou
públicas, tem por vezes semelhanças
extraordinárias. Tenho ouvido nas últimas semanas
várias histórias, contadas por pessoas que
trabalham em diferentes empresas e organismos
públicos, que partilham um traço comum muito claro:
a ansiedade e a sensação de vazio que uma mudança
esperada provoca enquanto não se concretiza. O mais
curioso nas várias narrativas é que não é a mudança
em si que desperta essas emoções difíceis, mas sim
a perda de sentido que a espera provoca. E a
pergunta que surge é muito simples: “Se tudo vai
mudar, que faço eu aqui?” Ler o
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Boas Intenções
08/09/2006 21:30 Autor: José Manuel
Fonseca
Uma das coisas mais perigosas que existem são as
pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas
possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser
perfeito. E, numa posição de poder, legislam para
que o mundo se aproxime do estado visionado. Há
muitos anos tive ocasião de testemunhar como,
através de um sistema de incentivos denominado
RIME, se tentou produzir por esse pais fora,
empresários e empreendedores a partir de gente que
tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía
qualificações muito pouco notáveis. Através de um
“curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e
mix de marketing e meia dúzia de indicadores de
gestão financeira, e da promessa de incentivos e de
um projecto de investimento sempre com VAL
satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final,
dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de
incentivos, pouca gente se terá ficado a rir.
Conheci bastantes que ficaram afogados nos
leasings, incapazes de gerir os compromissos
financeiros decorrentes da exploração que nunca
correu como os risonhos planos financeiros dos
projectos. Ler o artigo completo...
O que não se mede
11/08/2006 20:29 Autor: Rui Grilo
Quando descobri o mundo fascinante da psicologia,
uma das ideias que me impressionou mais foi a noção
de que para nos defendermos da ansiedade que alguma
situação nos provoca acabamos por criar um problema
maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à
ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o
medo de alguma coisa que nos possa fazer perder
auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra
coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos
defendermos de um problema que receamos podemos
acabar por criar outros maiores. Ler o artigo
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Confiança, coesão e sucesso
07/07/2006 20:39 Autor: Rui Grilo
Numa altura em que ainda se digere a derrota nas
meias-finais frente à França, vale a pena mesmo
assim reflectir sobre o que faz uma equipa de
futebol, tal como uma empresa, ter sucesso ou
falhar. E a equipa que Scolari construiu, mesmo sem
ter chegado à final, dá-nos espaço para algumas
analogias interessantes com o mundo empresarial. O
mais curioso é que essas analogias dão mesmo vida
aos aspectos centrais da nossa vida empresarial que
o sociólogo Richard Sennett identifica no seu
último livro (‘The Culture of the New Capitalism’,
que traduzido à letra será qualquer coisa como ‘A
cultura do novo capitalismo’, editado este ano pela
Yale University Press e ainda sem publicação entre
nós). Ler o artigo completo...
O Paradoxo das Pessoas Perfeitas
12/04/2006 18:56 Autor: José Manuel
Fonseca
Actualmente enfrentamos um contexto de incerteza
crescente. As relações de causa e efeito estáveis,
aqui há umas décadas, parecem ter dado lugar a
verdadeiras cadeias de causalidades circulares que
tornam o mundo, por vezes, pouco compreensível.
Desde os múltiplos factores que “explicam” a subida
dos preços dos combustíveis, à instabilidade
política, à sucessão de coisas mais prosaicas como
soluções para armazenar dados, que perecem em
meses. Alguém se lembra da tecnologia DAT que era
oferecida no mercado com o nome comercial sugestivo
de “Jazz”? Às soluções de conexão de periféricos
que mudam de geração em geração de computadores a
ritmo que nos deixa as gavetas cheias de cabos, com
nomes estranhíssimos como “Scusi”, mas que
aparentemente já só interessam a arqueólogos e
antropólogos... Ler o
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O paradoxo da inovação
17/02/2006 20:53 Autor: José Manuel
Fonseca
As empresas criam novidades, sob a forma de
produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos,
mais úteis e de modo crescente híbridos de várias
tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados”
nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e
mais das empresas. De facto, já assimilámos
palavras como segunda geração, ‘restyling’,
‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes
quando nos referimos a produtos cuja complexidade
não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como
objectos triviais. A maior parte de nós acha
perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja
receptor de televisão, e, porque não, que os óculos
de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de
alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar
alguns mal entendidos. Ler o
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