indicadores quantitativos
O trabalho invisível dos vendedores
07/09/2007 21:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Há políticas de remuneração que são erros óbvios. Por
exemplo, como seria avaliado o líder de uma empresa
de estudos de mercado que premiasse os seus
colaboradores com base nos resultados dos inquéritos
aos consumidores? Certamente de forma muito negativa.
É pouco inteligente pagar a uma equipa que está a
descobrir qual é o sabonete preferido dos Portugueses
pelo número de pessoas que respondem Sabonete Silva.
É fácil prever o resultado desta avaliação do sector
da higiene pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha
da esmagadora maioria dos inquiridos. Read
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Quando tudo se quer medir
27/07/2007 14:30 Autor: Rui Grilo
A gestão é muitas vezes confundida com a simples
monitorização de números. Parece fácil de entender
como isso acontece. Como têm que apresentar
resultados quantitativos, os gestores procuram medir
e avaliar, também de forma quantitativa, as acções da
sua equipa que podem influenciar esses resultados.
Como a evolução tecnológica torna cada vez mais fácil
fazer essas medições, traduzindo acções em números,
os gestores têm instrumentos cada vez mais
sofisticados para gerir. Os sistemas de apoio à
gestão oferecem hoje complexos ‘dashboards’ e
‘scorecards’ que prometem melhores resultados e
decisões acertadas. Mas será isso que acontece de
facto? Read More...
Hard Line
18/05/2007 20:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A concretização do negócio da compra da Chrysler pela
Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão “hard
line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós modernismo
que atribuía misteriosos good will a empresas cujos
activos cresciam, as despesas explodiam e as vendas
eram pouco mais que anedóticas, mas as acções subiam
de modo consistente e incompreensível para aqueles
que foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de resultados
palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro é um must.
Voltámos mesmo à sabedoria mais “ancestral” de um
marketing em que dos quatro pês, só o pê do preço é
que é mágico porque gera cash inflow. Todos os outros
representam dinheiro a sair... Read
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Depois da ‘última linha’
12/01/2007 20:59 Autor: Rui Grilo
Exigir resultados é um direito natural de qualquer
accionista e estabelecer objectivos é um instrumento
básico de qualquer gestor. É por isso que muita gente
afirma que uma cultura de objectivos e resultados é a
base de uma gestão eficaz, capaz de traduzir
intenções em acções que produzem os efeitos
desejados. É também por isso que se diz, sem grandes
reservas, que o que interessa é a ‘bottom line’, a
última linha da demonstração de resultados. Há mesmo
quem diga que tudo o resto é conversa. De facto, a
última linha, aquela onde aparece o valor do lucro ou
do prejuízo apurado, é muito importante porque
reflecte o desempenho do último período e a
viabilidade imediata de uma empresa. Mas será só isso
que importa? Read
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Medir em vez de mentir
15/12/2006 19:06 Autor: João Vieira
da Cunha
A falta de transparência dos indicadores de
desempenho de uma empresa tem uma causa fundamental:
também são usados para a avaliação dos colaboradores.
Se os gestores utilizam a mesma informação para
perceber o que se passa na organização e para decidir
quanto pagar de bónus, há fortes incentivos para que
essa informação seja deturpada. A justificação para
manter esta prática, apesar da desconfiança que cria
na relação entre gestores e colaboradores, é a
objectividade. Read
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Negociação não, persuasão
22/09/2006 20:49 Autor: João Vieira
da Cunha
A negociação é vista como uma competência central dos
gestores. No entanto, nas organizações, a persuasão é
tão ou mais importante do que a negociação. Por duas
razões: Primeiro, os processos formais de persuasão
são cada vez mais frequentes nas empresas. Segundo, o
sucesso numa negociação depende muitas vezes de um
processo informal de persuasão. Read
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O Sistema Sombra
25/08/2006 21:29 Autor: João Vieira
da Cunha
A sua empresa tem um sistema de informação sombra.
Porque é que este sistema existe e que desafios
coloca aos seus gestores? Olhe bem à sua volta. O
sistema de informação formal é fácil de descobrir: um
computador em cada secretária com um ’software’ de
gestão escolhido e implementado pela empresa. O
sistema sombra também está à vista: um caderno, uma
pilha de papéis e um conjunto de ‘post-its’
ironicamente colocados no ecrã do computador.
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O que não se mede
11/08/2006 20:29 Autor: Rui Grilo
Quando descobri o mundo fascinante da psicologia, uma
das ideias que me impressionou mais foi a noção de
que para nos defendermos da ansiedade que alguma
situação nos provoca acabamos por criar um problema
maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à
ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o medo
de alguma coisa que nos possa fazer perder
auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra
coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos
defendermos de um problema que receamos podemos
acabar por criar outros maiores. Read
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Montra e janela
09/06/2006 20:36 Autor: João Vieira
da Cunha
Hoje quero provocar os leitores com o seguinte
argumento: os sistemas de informação (SIs) não são
uma janela, são uma montra. Esta provocação não é um
exercício de imaginação académica, é o resultado de
15 meses de investigação numa multinacional que é
apresentada como um exemplo de sucesso na
implementação de SIs estratégicos. Read
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O Paradoxo das Pessoas Perfeitas
12/04/2006 18:56 Autor: José Manuel
Fonseca
Actualmente enfrentamos um contexto de incerteza
crescente. As relações de causa e efeito estáveis,
aqui há umas décadas, parecem ter dado lugar a
verdadeiras cadeias de causalidades circulares que
tornam o mundo, por vezes, pouco compreensível. Desde
os múltiplos factores que “explicam” a subida dos
preços dos combustíveis, à instabilidade política, à
sucessão de coisas mais prosaicas como soluções para
armazenar dados, que perecem em meses. Alguém se
lembra da tecnologia DAT que era oferecida no mercado
com o nome comercial sugestivo de “Jazz”? Às soluções
de conexão de periféricos que mudam de geração em
geração de computadores a ritmo que nos deixa as
gavetas cheias de cabos, com nomes estranhíssimos
como “Scusi”, mas que aparentemente já só interessam
a arqueólogos e antropólogos... Read
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A herança do Sr. Taylor
03/03/2006 18:51 Autor: Rui Grilo
O mundo da gestão seria muito mais simples se tudo
corresse de acordo com o que é planeado, sem
surpresas nem imprevistos. Seria um mundo de regras
evidentes e instruções claras, perfeitamente
“científico”, no qual os gestores se poderiam
concentrar em pensar, deixando a outros profissionais
a execução segura das suas orientações. Um mundo
assim poderia realmente existir? Read
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A gestão como ela é
03/02/2006 20:22 Autor: Rui Grilo
A gestão está a tornar-se cada vez mais importante.
Toca-nos a todos, quando trabalhamos numa
organização, quando corremos o risco de ser
despedidos por causa de misteriosos indicadores
financeiros ou quando precisamos das empresas como
consumidores dos seus produtos e serviços. Apesar de
ser uma actividade tão próxima de cada um de nós,
quando procuramos textos sobre gestão de empresas o
mais normal é encontrarmos referências a gestores
conhecidos, como Jack Welch ou Bill Gates, ou um
jargão feito de siglas e conceitos abstractos que
estejam na moda... Porque é que isto acontece?
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