inovação
Empresas e Coelhinhos
13/07/2007 21:35 Autor: João Vieira
da Cunha
Um dos primeiros livros de gestão que li foi o
'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do
livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro que
defendia que os gestores são irrelevantes. O autor
citava vários estudos que provavam que a estratégia
de qualquer empresa era definida no momento da sua
criação e que qualquer esforço para a mudar
significativamente mais tarde era infrutífero. Os
outros livros que li pareciam ignorar esta
investigação, mas isso não foi suficiente para me
fazer esquecer o assunto. Read
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Depois da ‘última linha’
12/01/2007 20:59 Autor: Rui Grilo
Exigir resultados é um direito natural de qualquer
accionista e estabelecer objectivos é um instrumento
básico de qualquer gestor. É por isso que muita gente
afirma que uma cultura de objectivos e resultados é a
base de uma gestão eficaz, capaz de traduzir
intenções em acções que produzem os efeitos
desejados. É também por isso que se diz, sem grandes
reservas, que o que interessa é a ‘bottom line’, a
última linha da demonstração de resultados. Há mesmo
quem diga que tudo o resto é conversa. De facto, a
última linha, aquela onde aparece o valor do lucro ou
do prejuízo apurado, é muito importante porque
reflecte o desempenho do último período e a
viabilidade imediata de uma empresa. Mas será só isso
que importa? Read
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Boas Intenções
08/09/2006 21:30 Autor: José Manuel
Fonseca
Uma das coisas mais perigosas que existem são as
pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas
possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser
perfeito. E, numa posição de poder, legislam para que
o mundo se aproxime do estado visionado. Há muitos
anos tive ocasião de testemunhar como, através de um
sistema de incentivos denominado RIME, se tentou
produzir por esse pais fora, empresários e
empreendedores a partir de gente que tinha ficado sem
trabalho, e, que no geral possuía qualificações muito
pouco notáveis. Através de um “curso” de gestão muito
rápido e prenhe de swot’s e mix de marketing e meia
dúzia de indicadores de gestão financeira, e da
promessa de incentivos e de um projecto de
investimento sempre com VAL satisfatório e TIR’s
ainda mais bondosas. No final, dados os tradicionais
atrasos nos pagamentos de incentivos, pouca gente se
terá ficado a rir. Conheci bastantes que ficaram
afogados nos leasings, incapazes de gerir os
compromissos financeiros decorrentes da exploração
que nunca correu como os risonhos planos financeiros
dos projectos. Read
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Em que tabuleiro quer jogar?
17/03/2006 20:44 Autor: José Manuel
Fonseca
A inovação é apresentada, ultimamente com carácter
obsessivo, como solução para os problemas
empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até
pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia,
facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de
avanços na física, de produtos complexíssimos de
engenharia, de curas com base em extraordinários
avanços na genética. Constitui, aparentemente a porta
única para uma economia baseada no conhecimento e na
tecnologia, porta que nos deveremos apressar a
franquear sob pena que se feche para todo o sempre...
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O paradoxo da inovação
17/02/2006 20:53 Autor: José Manuel
Fonseca
As empresas criam novidades, sob a forma de produtos
melhores, mais fiáveis, mais atractivos, mais úteis e
de modo crescente híbridos de várias tecnologias.
Como consumidores, ficámos “viciados” nesta espiral
de novidade. Exigimos cada vez mais e mais das
empresas. De facto, já assimilámos palavras como
segunda geração, ‘restyling’, ‘upgrade’,
‘improvment’, como semânticas correntes quando nos
referimos a produtos cuja complexidade não
percebemos, mas que tratamos “por tu” e como objectos
triviais. A maior parte de nós acha perfeitamente
possível que o telemóvel amanhã seja receptor de
televisão, e, porque não, que os óculos de sol sirvam
de telemóvel, ou que as torneiras de alguns
restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar alguns
mal entendidos. Read
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