liderança
As crises de liderança
02/05/2008 19:36 Autor: Rui Grilo
As instituições e as grandes empresas costumavam ser
um lugar seguro face às ameaças da incerteza, uma
garantia de continuidade num mundo volátil. A
liderança dessas organizações tinha normalmente
ciclos longos, de vários anos ou mesmo décadas, um
resultado da estabilidade dos equilíbrios de poder
internos. A cara de uma pessoa tornava-se
indissociável do papel que desempenhava à frente de
um banco, um partido, uma central sindical ou uma
associação empresarial. As lealdades eram o resultado
firme de um relacionamento sem fim à vista, por isso
as deslealdades pagavam-se caro. As rupturas e os
encontros tinham o dramatismo de algo definitivo, sem
retorno. Os grupos informais dentro das organizações
tinham tempo para se organizar, baseados na confiança
entre pessoas que fazem a mesma opção de vida. Por
isso, mesmo que tudo mudasse, algo permanecia.
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Não diga, faça!
22/02/2008 19:21 Autor: Rui Grilo
A linha que separa o discurso empresarial
politicamente correcto da mais pura hipocrisia é por
vezes muito ténue. Nenhum líder de uma organização
assume que não quer colaboradores com mais do que uma
determinada idade a trabalhar consigo, mas é fácil
coleccionar nomes de organizações nas quais quem tem
50, 45 ou até pouco mais de 40 anos é "delicadamente"
considerado velho demais e conduzido até à porta das
mais variadas formas... E assim se desperdiça capital
humano de grande valor. Nenhum gestor é apanhado em
público a protestar pela duração da licença de
maternidade das suas colaboradoras que são mães, mas
todos conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi
afectada pela maternidade. Numa altura em que a baixa
natalidade é um problema nacional e europeu, o
problema das penalizações encobertas da maternidade é
tão grande, atingindo operárias, técnicas e mesmo
gestoras, que até já motivou iniciativas no nosso
parlamento. Read
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Equipas? Não, obrigado!
02/11/2007 19:04 Autor: João Vieira
da Cunha
As equipas estão na moda. Os livrinhos de gestão que
se encontram nas tabacarias dos aeroportos não se
cansam de elogiar as vantagens de atribuir tarefas a
um grupo, em vez de as entregar a um só colaborador.
Muitos manuais de recursos humanos têm um capítulo
inteiro apenas dedicado a este assunto. Mais
surpreendente ainda, um estudo recente sobre os
códigos éticos aponta para que 43% das empresas
inclua o trabalho em equipa como um princípio
orientador. Read
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Basta ouvir...
21/09/2007 14:00 Autor: Rui Grilo
Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha
desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma
coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que
o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa
já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco
importante em si, fez-me pensar no tempo e no
dinheiro que é desperdiçado todos os dias em
organizações devido à má gestão das emoções
associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma
avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de
tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de
perceber a origem e o impacto da sua agressividade
mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam.
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Actos de Deus
01/06/2007 19:09 Autor: João Vieira
da Cunha
Quando estava nos EUA decidi comprar uma televisão.
Li no manual que “a garantia não cobre actos de Deus,
como a trovoada e a chuva.” Este aviso revela a
teoria do clima que tinha o fabricante da minha
televisão: os fenómenos meteorológicos são actos
divinos. Há uma explicação que, apesar de parecer
pateta para o autor deste manual, não é menos válida:
a chuva resulta de processos físicos que ocorrem na
atmosfera da Terra. A diferença entre a minha teoria
da chuva e a do fabricante da minha televisão tem
consequências. Se eu quiser saber que tempo vai estar
amanhã tenho que interpretar os níveis de pressão
atmosférica e a velocidade do vento. O fabricante da
minha televisão têm que ir ao oráculo. Read
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“Impecável, sôtor!”
04/05/2007 14:34 Autor: Rui Grilo
O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser
confrontado com o insucesso das suas ideias e
intenções. É para evitar falhar que todos nos
esforçamos por fazer mais, motivar com mais eficácia,
dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais comum do que
falhar. O falhanço faz parte do nosso dia-a-dia, seja
sob a forma de negócios que se perdem, empresas que
desaparecem, áreas de negócio que são extintas,
gestores que são substituídos ou trabalhadores que
são despedidos. Como pode tanta coisa falhar quando
tanta gente competente se esforça por evitar isso?
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Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto há
outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes vêm
com prazo de validade. Quando chegam, já têm uma data
de partida anunciada. A sua carreira depende da
capacidade de terem um impacto significativo e muito
visível durante a sua estadia. Há que provar que a
mudança é para melhor e por isso rapidamente aparecem
várias iniciativas para responder aos novos desafios
de mercado. Mas muitas vezes estes novos projectos
demoram a ser implementados e quando finalmente
chegam ao fim, os resultados ficam muito aquém das
expectativas. Read
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Os melhores líderes
29/12/2006 20:18 Autor: Rui Grilo
As nossas escolhas são, quase sempre, mais
reveladoras do que poderíamos imaginar. E não pode
haver escolhas mais simbólicas do que as polémicas
votações para encontrar o melhor e o pior português
de sempre. Enquanto se espera a divulgação da lista
dos 100 melhores portugueses e dos 10 finalistas para
a votação final, podemos surpreender-nos com a
votação ‘online’ para as duas categorias do pior
português de sempre e pensar no que estas escolhas
revelam sobre um inconsciente que, se não é
colectivo, é pelo menos partilhado por muita gente.
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De que liderança precisamos?
28/04/2006 20:34 Autor: Rui Grilo
A liderança é um aspecto essencial da gestão. Ninguém
lidera uma organização sem gerir e é quase impossível
gerir sem alguma forma de liderança. Mas liderar é
geralmente associado a figuras com uma aura quase
mística, gestores carismáticos ou visionários de
sucesso. Mas será essa a liderança que faz falta nas
nossas empresas?
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