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As crises de liderança

As instituições e as grandes empresas costumavam ser um lugar seguro face às ameaças da incerteza, uma garantia de continuidade num mundo volátil. A liderança dessas organizações tinha normalmente ciclos longos, de vários anos ou mesmo décadas, um resultado da estabilidade dos equilíbrios de poder internos. A cara de uma pessoa tornava-se indissociável do papel que desempenhava à frente de um banco, um partido, uma central sindical ou uma associação empresarial. As lealdades eram o resultado firme de um relacionamento sem fim à vista, por isso as deslealdades pagavam-se caro. As rupturas e os encontros tinham o dramatismo de algo definitivo, sem retorno. Os grupos informais dentro das organizações tinham tempo para se organizar, baseados na confiança entre pessoas que fazem a mesma opção de vida. Por isso, mesmo que tudo mudasse, algo permanecia. Read More...
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Não diga, faça!

A linha que separa o discurso empresarial politicamente correcto da mais pura hipocrisia é por vezes muito ténue. Nenhum líder de uma organização assume que não quer colaboradores com mais do que uma determinada idade a trabalhar consigo, mas é fácil coleccionar nomes de organizações nas quais quem tem 50, 45 ou até pouco mais de 40 anos é "delicadamente" considerado velho demais e conduzido até à porta das mais variadas formas... E assim se desperdiça capital humano de grande valor. Nenhum gestor é apanhado em público a protestar pela duração da licença de maternidade das suas colaboradoras que são mães, mas todos conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi afectada pela maternidade. Numa altura em que a baixa natalidade é um problema nacional e europeu, o problema das penalizações encobertas da maternidade é tão grande, atingindo operárias, técnicas e mesmo gestoras, que até já motivou iniciativas no nosso parlamento. Read More...
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Equipas? Não, obrigado!

As equipas estão na moda. Os livrinhos de gestão que se encontram nas tabacarias dos aeroportos não se cansam de elogiar as vantagens de atribuir tarefas a um grupo, em vez de as entregar a um só colaborador. Muitos manuais de recursos humanos têm um capítulo inteiro apenas dedicado a este assunto. Mais surpreendente ainda, um estudo recente sobre os códigos éticos aponta para que 43% das empresas inclua o trabalho em equipa como um princípio orientador. Read More...
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Basta ouvir...

Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco importante em si, fez-me pensar no tempo e no dinheiro que é desperdiçado todos os dias em organizações devido à má gestão das emoções associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de perceber a origem e o impacto da sua agressividade mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam. Read More...
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Actos de Deus

Quando estava nos EUA decidi comprar uma televisão. Li no manual que “a garantia não cobre actos de Deus, como a trovoada e a chuva.” Este aviso revela a teoria do clima que tinha o fabricante da minha televisão: os fenómenos meteorológicos são actos divinos. Há uma explicação que, apesar de parecer pateta para o autor deste manual, não é menos válida: a chuva resulta de processos físicos que ocorrem na atmosfera da Terra. A diferença entre a minha teoria da chuva e a do fabricante da minha televisão tem consequências. Se eu quiser saber que tempo vai estar amanhã tenho que interpretar os níveis de pressão atmosférica e a velocidade do vento. O fabricante da minha televisão têm que ir ao oráculo. Read More...
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“Impecável, sôtor!”

O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser confrontado com o insucesso das suas ideias e intenções. É para evitar falhar que todos nos esforçamos por fazer mais, motivar com mais eficácia, dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais comum do que falhar. O falhanço faz parte do nosso dia-a-dia, seja sob a forma de negócios que se perdem, empresas que desaparecem, áreas de negócio que são extintas, gestores que são substituídos ou trabalhadores que são despedidos. Como pode tanta coisa falhar quando tanta gente competente se esforça por evitar isso? Read More...
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Os líderes a prazo e o bacalhau

Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações estáveis com os seus gestores de topo. No entanto há outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes vêm com prazo de validade. Quando chegam, já têm uma data de partida anunciada. A sua carreira depende da capacidade de terem um impacto significativo e muito visível durante a sua estadia. Há que provar que a mudança é para melhor e por isso rapidamente aparecem várias iniciativas para responder aos novos desafios de mercado. Mas muitas vezes estes novos projectos demoram a ser implementados e quando finalmente chegam ao fim, os resultados ficam muito aquém das expectativas. Read More...
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Os melhores líderes

As nossas escolhas são, quase sempre, mais reveladoras do que poderíamos imaginar. E não pode haver escolhas mais simbólicas do que as polémicas votações para encontrar o melhor e o pior português de sempre. Enquanto se espera a divulgação da lista dos 100 melhores portugueses e dos 10 finalistas para a votação final, podemos surpreender-nos com a votação ‘online’ para as duas categorias do pior português de sempre e pensar no que estas escolhas revelam sobre um inconsciente que, se não é colectivo, é pelo menos partilhado por muita gente. Read More...
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De que liderança precisamos?

A liderança é um aspecto essencial da gestão. Ninguém lidera uma organização sem gerir e é quase impossível gerir sem alguma forma de liderança. Mas liderar é geralmente associado a figuras com uma aura quase mística, gestores carismáticos ou visionários de sucesso. Mas será essa a liderança que faz falta nas nossas empresas? Read More...
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