marketing
Hard Line
18/05/2007 20:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A concretização do negócio da compra da Chrysler
pela Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão
“hard line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós
modernismo que atribuía misteriosos good will a
empresas cujos activos cresciam, as despesas
explodiam e as vendas eram pouco mais que
anedóticas, mas as acções subiam de modo
consistente e incompreensível para aqueles que
foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de
resultados palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro
é um must. Voltámos mesmo à sabedoria mais
“ancestral” de um marketing em que dos quatro pês,
só o pê do preço é que é mágico porque gera cash
inflow. Todos os outros representam dinheiro a
sair... Ler o artigo completo...
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A retórica
23/02/2007 20:16 Autor: José Manuel
Fonseca
Hoje em dia, somos bafejados pela afortunada
aparição de produtos que nos oferecem quase tudo o
que um cidadão da pós-modernidade necessita para
ser completamente feliz e integrado na sociedade e
nos seus grupos. Objectos híbridos e minúsculos que
nos permitem telefonar, ver filmes, assistir em
directo à novela das sete, das nove, das dez e,
quem sabe, mesmo e inclusive, a das onze, para
além, de armazenarem as fotos dos casamentos,
baptizados, festas realizadas em todo o hemisfério
norte, mais os vídeos do National Geographic ou de
todas as séries de conselhos práticos do it
yourself do Turquemenistão, mais a nossa agenda com
dezoito níveis de alarmes, para nunca esquecermos o
dia em que se comemora o aniversário da primeira
vez que comprámos uma garrafa de azeite no
supermercado com aquela que viria a ser a nossa
mulher (uma coisa que os homens tem particular
tendência a não recordarem e que está na origem dos
divórcios), armazenar os álbuns de músicas da nossa
juventude, ter online os conselhos úteis para nos
relembrarmos do que se espera de nós numa
entrevista de emprego mesmo com tutorial de ensaio
final, ligação automática de hora a hora ao centro
de domótica lá de casa para sabermos da evolução do
stock de alho francês na prateleira da esquerda do
frigorífico, ligação contínua ao GPS localizado no
telemóvel dos nossos filhos e com os mapas de
Azeitão e Ullapool, marcação automática de
consultas de reiki, monitor cardíaco, consulta de
saldos do cartão de débito, planeamento fiscal...
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O Mercado das Ideias de Gestão
12/05/2006 18:59 Autor: José Manuel
Fonseca
Poucos mercados estarão tão fragmentados, contudo,
tão ocupados como o das ideias luminosas para gerir
as empresas. O “sector” está hiper segmentado. Não
obstante, evidencia uma característica saliente e
comum. O Marketing. É que as ideias (produto) são
quase sempre apresentadas como improteláveis,
inelutáveis e inexoráveis, devendo, nós, aplicá-las
imediatamente sob pena da empresa ser arrastada
para um vergonhoso, e facilmente evitável,
insucesso. Bastará ler o capítulo introdutório de
qualquer livro sobre uma qualquer nova buzzword e
lá estará, o aviso e a ameaça velada: “this is a
book about the future that is already here and a
book for people who expect to be part of it”...
Bom, e nós, ansiosos por participar neste ou noutro
qualquer futuro, precipitamo-nos a ler com avidez.
Ao fim ao cabo todos “queremos chegar primeiro ao
futuro”, pese embora o facto de os tipos na
Austrália chegarem sempre com umas largas horas de
avanço... Ler o artigo completo...
Em que tabuleiro quer jogar?
17/03/2006 20:44 Autor: José Manuel
Fonseca
A inovação é apresentada, ultimamente com carácter
obsessivo, como solução para os problemas
empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até
pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia,
facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de
avanços na física, de produtos complexíssimos de
engenharia, de curas com base em extraordinários
avanços na genética. Constitui, aparentemente a
porta única para uma economia baseada no
conhecimento e na tecnologia, porta que nos
deveremos apressar a franquear sob pena que se
feche para todo o sempre... Ler o
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O paradoxo da inovação
17/02/2006 20:53 Autor: José Manuel
Fonseca
As empresas criam novidades, sob a forma de
produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos,
mais úteis e de modo crescente híbridos de várias
tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados”
nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e
mais das empresas. De facto, já assimilámos
palavras como segunda geração, ‘restyling’,
‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes
quando nos referimos a produtos cuja complexidade
não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como
objectos triviais. A maior parte de nós acha
perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja
receptor de televisão, e, porque não, que os óculos
de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de
alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar
alguns mal entendidos. Ler o
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