organização do trabalho

Alternativas ao Homo Economicus

Há um conjunto de trabalhadores em cada empresa que correspondem às expectativas dos economistas. São os homo economicus ou busca-bónus: indivíduos que ajustam o seu comportamento de forma a maximizar o bónus que resulta do atingimento dos objectivos que lhes são propostos. A carreira não é a sua preocupação principal e muitos recusam promoções porque sabem que a sua competência para atingir resultados através do seu próprio esforço pode não se reflectir nas capacidade de os atingir através dos outros. A sua progressão segue uma lógica meramente material. Preocupam-se não com o seu desenvolvimento ou com o nível de desafio das suas tarefas mas sim com as mudanças no valor do seu bónus e no esforço necessário para o atingir. Esta orientação para os resultados pode levar a práticas abusivas de vendas, pequenas e grandes fraudes e outros comportamentos não éticos. Pior – a sua motivação para cumprir objectivos não transborda para as outras áreas da sua relação com a organização. Não partilham conhecimento, não estão interessados aprender com os outros nem contribuem de forma formal ou informal para a sustentabilidade estratégica da empresa. Estão lá apenas para cumprir o que lhes é pedido e ganhar os prémios daí resultantes. Read More...
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Estratégia Instantânea (II)

A estratégia tornou-se como os tempos. Instantânea. Mas quais serão os novos vectores de posicionamento? Na última vez que escrevi para o Diário Económico fiquei por aqui. Com esta pergunta.

Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Read More...
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Estratégia Instantânea (I)

Cada época conheceu um problema estratégico dominante. Na década de sessenta, na senda dos tempos do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que melhor percebeu que a questão dominante era o crescimento. O problema marcante era como aproveitar as oportunidades de negocio. Ansoff propôs uma matriz notável para a abordagem das trajectórias lógicas de desenvolvimento “orgânico”. Partia do primeiro passo, “vender mais do mesmo aos mesmos”, seguido de “encontrar novos clientes para os mesmos produtos”, completava com “mais produtos para si que já confiava em nós” e finalizava com a aplicação do cash inflow realizado nas opções anteriores em novos negócios. A apologia da diversificação talvez tenha ido longe demais, até aos conglomerados de negócios de “tudo em todo o lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão não é apenas racionalidade mais um sistema de reporting. Read More...
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Equipas? Não, obrigado!

As equipas estão na moda. Os livrinhos de gestão que se encontram nas tabacarias dos aeroportos não se cansam de elogiar as vantagens de atribuir tarefas a um grupo, em vez de as entregar a um só colaborador. Muitos manuais de recursos humanos têm um capítulo inteiro apenas dedicado a este assunto. Mais surpreendente ainda, um estudo recente sobre os códigos éticos aponta para que 43% das empresas inclua o trabalho em equipa como um princípio orientador. Read More...
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O ‘jeitinho’

Há empresas grandes e burocráticas que conseguem manter-se competitivas em sectores que estão em mudança constante. São empresas como a Nokia que, apesar de serem pesadas e mudarem lentamente, continuam a ter um lugar no pódio da competitividade. Como o conseguem? Read More...
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A herança do Sr. Taylor

O mundo da gestão seria muito mais simples se tudo corresse de acordo com o que é planeado, sem surpresas nem imprevistos. Seria um mundo de regras evidentes e instruções claras, perfeitamente “científico”, no qual os gestores se poderiam concentrar em pensar, deixando a outros profissionais a execução segura das suas orientações. Um mundo assim poderia realmente existir? Read More...
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