A conversa quando as coisas não correm bem

Trata-se de discutir, neste artigo, algumas curiosidades do processo de formulação de uma estratégia. Devemos começar pelo negócio em que realmente estamos. Por exemplo, algumas pessoas podem presumir que vendem ferramentas de jardinagem, quando realmente estão no negócio dos ‘hobbies’ de fim-de-semana ao ar livre e em contacto com a natureza, competindo com as excursões do Centro Nacional de Cultura, ou com os passeios pedestres ao Jardim Botânico, ou com as actividades de prevenção dos AVC. Uma empresa que transporta crianças de casa para a escola pode equivocar-se e definir-se como empresa de transportes, quando o que realmente presta é um serviço de segurança. Entendido qual é realmente o negócio em que estamos presentes, podemos então definir como queremos actuar. Em que segmentos e com que produtos específicos devemos posicionar-nos, tendo em conta as acções de outros concorrentes, fornecedores, regulamentos e demais variáveis que podem facilitar ou constranger as nossas intenções e acções. Read More...
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As tecnologias do poder

Quando falamos de poder, as imagens mentais que nos ocorrem referem-se, frequentemente, a situações de domínio, nas quais uma parte sujeita a outra à sua vontade. "Ter poder" é entendido como sinónimo de ser capaz de controlar. Mas quando se diz "ter poder" estamos a entender o poder como se fosse uma coisa, algo cuja posse se pudesse deter e assim usar. Será esse o caso? A noção convencional de "poder" confunde-se demasiado com autoridade e liderança, e é difícil retirar-lhe o peso das associações aparentemente óbvias a hierarquia, estatuto e controlo. Mas o poder é mais do que isso e pode até ser muito útil entendê-lo de forma radicalmente diferente. Read More...
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Basta ouvir...

Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco importante em si, fez-me pensar no tempo e no dinheiro que é desperdiçado todos os dias em organizações devido à má gestão das emoções associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de perceber a origem e o impacto da sua agressividade mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam. Read More...
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Negociação não, persuasão

A negociação é vista como uma competência central dos gestores. No entanto, nas organizações, a persuasão é tão ou mais importante do que a negociação. Por duas razões: Primeiro, os processos formais de persuasão são cada vez mais frequentes nas empresas. Segundo, o sucesso numa negociação depende muitas vezes de um processo informal de persuasão. Read More...
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Boas Intenções

Uma das coisas mais perigosas que existem são as pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser perfeito. E, numa posição de poder, legislam para que o mundo se aproxime do estado visionado. Há muitos anos tive ocasião de testemunhar como, através de um sistema de incentivos denominado RIME, se tentou produzir por esse pais fora, empresários e empreendedores a partir de gente que tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía qualificações muito pouco notáveis. Através de um “curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e mix de marketing e meia dúzia de indicadores de gestão financeira, e da promessa de incentivos e de um projecto de investimento sempre com VAL satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final, dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de incentivos, pouca gente se terá ficado a rir. Conheci bastantes que ficaram afogados nos leasings, incapazes de gerir os compromissos financeiros decorrentes da exploração que nunca correu como os risonhos planos financeiros dos projectos. Read More...
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Chamem a Miss Marple

Uma notícia, sem grandes parangonas, dava conta de uma coisa absolutamente desarmante. Aparentemente, tivemos – parece que ainda temos – uma dúzia de aviões de combate encaixotados desde há anos. Não há nada de surpreendente nesta questão. Provavelmente tenho estado distraído, mas não dei por um singelo reparo da Oposição. Pelo menos daquela oposição, que nunca foi governo e portanto, nunca ocupou o lugar de ”guardião” dos caixotes... Read More...
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