discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

Caracas Fútbol Club

Todo o aspirante a líder devia ser sócio do Caracas Fútbol Club. Há poucos anos atrás, uma das revistas nacionais de gestão publicou um artigo sobre os gestores de topo das maiores empresas a operar em Portugal. No fim havia um quadro resumo em que, entre outras coisas, os entrevistados revelam as suas leituras habituais. Havia muitos adeptos da Harvard Business Review, mas o lider da subidiária de uma multinacional de sistemas de informação confessou que lia a Bola. Outro dia, um antigo colega que é vendedor de produtos de grande consumo contou-me que o chefe o incentivou a “perceber de futebol” se queria melhorar a sua relação com os clientes e com as pessoas que podiam de facto fazer algo pela sua ascenção profissional. Ler o artigo completo...
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O colapso dos modelos

O espírito das férias anda no ar e não é propriamente a época de grandes reflexões. Sobretudo das que implicam a mudança de paradigmas e, desta vez, não falo do meu clube nem do mundo do futebol, mas antes de coisas mesmo sérias. Não obstante, e o mais rapidamente possível, vamos ter de repensar alguns modelos que conduzem o modo como pensamos e agimos sobre o quotidiano. Talvez mais pela fresca, que ultimamente a coisa anda um bocado bizarra. Nas últimas semanas chega a ser divertido o ciclo, que, à falta de melhor, poderemos chamar de Trichet. Cada vez que o governador do banco central europeu fala (e não age…), expressando a sua preocupação sobre a inflação deixando a “ameaça” de aumento de juros, segue-se que o dólar se afunda e o petróleo sobe. Numa ocasião, o petróleo recuperou em horas o que tinha perdido em duas semanas. Portanto, o senhor Trichet, estou certo que involuntariamente, cada vez que fala consegue provocar o efeito contrário ao que deixa patente nas suas palavras e nos seus desejos. Claro que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim, talvez devesse limitar-se a comunicar acções e decisões concretas em lugar de longas análises em que detalha o contrário do que acabará por acontecer como consequência das suas palavras. E escrevo isto em face de duas semanas de descidas contínuas do preço do crude... Ler o artigo completo...
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O monarca

Poucos acreditam que as empresas são meritocracias ou democracias. Mas se não são nem uma coisa nem outra, então o que são?
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
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Terror ao pequeno almoço

O director da unidade de vendas onde fiz a minha investigação de doutoramento tomava o pequeno-almoço com os chefes das suas oito equipas de vendas todas as quartas-feiras de manhã. O terror que cada um deles transpirava quando se sentava à frente de dois croissants, um pacotinho de manteiga e uma chávena de café era contagiante. Na primeira vez que fui a uma destas reuniões, vi que as mãos de vários deles tremiam – parecia que a delicada faca de cortar croissants era um martelo penumático ligado à corrente. A energia que a alimentava vinha de dentro, do medo do interrogatório que estava para vir. Ler o artigo completo...
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A conversa quando as coisas não correm bem

Trata-se de discutir, neste artigo, algumas curiosidades do processo de formulação de uma estratégia. Devemos começar pelo negócio em que realmente estamos. Por exemplo, algumas pessoas podem presumir que vendem ferramentas de jardinagem, quando realmente estão no negócio dos ‘hobbies’ de fim-de-semana ao ar livre e em contacto com a natureza, competindo com as excursões do Centro Nacional de Cultura, ou com os passeios pedestres ao Jardim Botânico, ou com as actividades de prevenção dos AVC. Uma empresa que transporta crianças de casa para a escola pode equivocar-se e definir-se como empresa de transportes, quando o que realmente presta é um serviço de segurança. Entendido qual é realmente o negócio em que estamos presentes, podemos então definir como queremos actuar. Em que segmentos e com que produtos específicos devemos posicionar-nos, tendo em conta as acções de outros concorrentes, fornecedores, regulamentos e demais variáveis que podem facilitar ou constranger as nossas intenções e acções. Ler o artigo completo...
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As tecnologias do poder

Quando falamos de poder, as imagens mentais que nos ocorrem referem-se, frequentemente, a situações de domínio, nas quais uma parte sujeita a outra à sua vontade. "Ter poder" é entendido como sinónimo de ser capaz de controlar. Mas quando se diz "ter poder" estamos a entender o poder como se fosse uma coisa, algo cuja posse se pudesse deter e assim usar. Será esse o caso? A noção convencional de "poder" confunde-se demasiado com autoridade e liderança, e é difícil retirar-lhe o peso das associações aparentemente óbvias a hierarquia, estatuto e controlo. Mas o poder é mais do que isso e pode até ser muito útil entendê-lo de forma radicalmente diferente. Ler o artigo completo...
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Basta ouvir...

Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco importante em si, fez-me pensar no tempo e no dinheiro que é desperdiçado todos os dias em organizações devido à má gestão das emoções associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de perceber a origem e o impacto da sua agressividade mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam. Ler o artigo completo...
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Negociação não, persuasão

A negociação é vista como uma competência central dos gestores. No entanto, nas organizações, a persuasão é tão ou mais importante do que a negociação. Por duas razões: Primeiro, os processos formais de persuasão são cada vez mais frequentes nas empresas. Segundo, o sucesso numa negociação depende muitas vezes de um processo informal de persuasão. Ler o artigo completo...
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Boas Intenções

Uma das coisas mais perigosas que existem são as pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser perfeito. E, numa posição de poder, legislam para que o mundo se aproxime do estado visionado. Há muitos anos tive ocasião de testemunhar como, através de um sistema de incentivos denominado RIME, se tentou produzir por esse pais fora, empresários e empreendedores a partir de gente que tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía qualificações muito pouco notáveis. Através de um “curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e mix de marketing e meia dúzia de indicadores de gestão financeira, e da promessa de incentivos e de um projecto de investimento sempre com VAL satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final, dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de incentivos, pouca gente se terá ficado a rir. Conheci bastantes que ficaram afogados nos leasings, incapazes de gerir os compromissos financeiros decorrentes da exploração que nunca correu como os risonhos planos financeiros dos projectos. Ler o artigo completo...
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Chamem a Miss Marple

Uma notícia, sem grandes parangonas, dava conta de uma coisa absolutamente desarmante. Aparentemente, tivemos – parece que ainda temos – uma dúzia de aviões de combate encaixotados desde há anos. Não há nada de surpreendente nesta questão. Provavelmente tenho estado distraído, mas não dei por um singelo reparo da Oposição. Pelo menos daquela oposição, que nunca foi governo e portanto, nunca ocupou o lugar de ”guardião” dos caixotes... Ler o artigo completo...
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