recursos humanos
Não diga, faça!
22/02/2008 19:21 Autor: Rui Grilo
A linha que separa o discurso empresarial
politicamente correcto da mais pura hipocrisia é por
vezes muito ténue. Nenhum líder de uma organização
assume que não quer colaboradores com mais do que uma
determinada idade a trabalhar consigo, mas é fácil
coleccionar nomes de organizações nas quais quem tem
50, 45 ou até pouco mais de 40 anos é "delicadamente"
considerado velho demais e conduzido até à porta das
mais variadas formas... E assim se desperdiça capital
humano de grande valor. Nenhum gestor é apanhado em
público a protestar pela duração da licença de
maternidade das suas colaboradoras que são mães, mas
todos conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi
afectada pela maternidade. Numa altura em que a baixa
natalidade é um problema nacional e europeu, o
problema das penalizações encobertas da maternidade é
tão grande, atingindo operárias, técnicas e mesmo
gestoras, que até já motivou iniciativas no nosso
parlamento. Read
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Equipas? Não, obrigado!
02/11/2007 19:04 Autor: João Vieira
da Cunha
As equipas estão na moda. Os livrinhos de gestão que
se encontram nas tabacarias dos aeroportos não se
cansam de elogiar as vantagens de atribuir tarefas a
um grupo, em vez de as entregar a um só colaborador.
Muitos manuais de recursos humanos têm um capítulo
inteiro apenas dedicado a este assunto. Mais
surpreendente ainda, um estudo recente sobre os
códigos éticos aponta para que 43% das empresas
inclua o trabalho em equipa como um princípio
orientador. Read
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Então agora que o íamos promover é que se vai embora?
19/10/2007 18:58 Autor: José Manuel
Fonseca
Um dos problemas mais fascinantes da moderna vida
organizacional consiste na determinação do “valor”
dos recursos humanos. Valor do desempenho, valor
potencial do seu desenvolvimento. A forma como
procuramos determinar esses valores é, em si mesma,
outra coisa fascinante. Claro que poderíamos dizer
que os rituais de “avaliação de desempenho” são,
apenas, mais uma forma de protecção que encontrámos
para evitar ter conversas normais e vulgares com os
que nos rodeiam, por forma a estabelecermos
relacionamentos satisfatórios, simples, eficazes e
produtivos. Mas não. Parecemos preferir evitar
completamente enfrentar o “outro”, mormente em
aspectos em que a dissensão pode emergir, com todo o
cortejo de coisas desagradáveis e viscosas, como
emoções, que daí, em geral, advêm. Read
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O trabalho invisível dos vendedores
07/09/2007 21:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Há políticas de remuneração que são erros óbvios. Por
exemplo, como seria avaliado o líder de uma empresa
de estudos de mercado que premiasse os seus
colaboradores com base nos resultados dos inquéritos
aos consumidores? Certamente de forma muito negativa.
É pouco inteligente pagar a uma equipa que está a
descobrir qual é o sabonete preferido dos Portugueses
pelo número de pessoas que respondem Sabonete Silva.
É fácil prever o resultado desta avaliação do sector
da higiene pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha
da esmagadora maioria dos inquiridos. Read
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Actos de Deus
01/06/2007 19:09 Autor: João Vieira
da Cunha
Quando estava nos EUA decidi comprar uma televisão.
Li no manual que “a garantia não cobre actos de Deus,
como a trovoada e a chuva.” Este aviso revela a
teoria do clima que tinha o fabricante da minha
televisão: os fenómenos meteorológicos são actos
divinos. Há uma explicação que, apesar de parecer
pateta para o autor deste manual, não é menos válida:
a chuva resulta de processos físicos que ocorrem na
atmosfera da Terra. A diferença entre a minha teoria
da chuva e a do fabricante da minha televisão tem
consequências. Se eu quiser saber que tempo vai estar
amanhã tenho que interpretar os níveis de pressão
atmosférica e a velocidade do vento. O fabricante da
minha televisão têm que ir ao oráculo. Read
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O paradoxo dos “colaboradores ideais”
26/05/2006 21:01 Autor: Rui Grilo
A propósito de um dos últimos artigos deste painel,
uma leitora enviou-me o endereço de um dos seus blogs
preferidos. Segundo ela, estava muito perto da forma
como se discutia nesse artigo a liderança das nossas
empresas. Fiquei curioso e segui imediatamente o
link… Foi assim que descobri o Creating Passionate
Users, um excelente blog escrito a oito mãos em
http://headrush.typepad.com/.
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O Paradoxo das Pessoas Perfeitas
12/04/2006 18:56 Autor: José Manuel
Fonseca
Actualmente enfrentamos um contexto de incerteza
crescente. As relações de causa e efeito estáveis,
aqui há umas décadas, parecem ter dado lugar a
verdadeiras cadeias de causalidades circulares que
tornam o mundo, por vezes, pouco compreensível. Desde
os múltiplos factores que “explicam” a subida dos
preços dos combustíveis, à instabilidade política, à
sucessão de coisas mais prosaicas como soluções para
armazenar dados, que perecem em meses. Alguém se
lembra da tecnologia DAT que era oferecida no mercado
com o nome comercial sugestivo de “Jazz”? Às soluções
de conexão de periféricos que mudam de geração em
geração de computadores a ritmo que nos deixa as
gavetas cheias de cabos, com nomes estranhíssimos
como “Scusi”, mas que aparentemente já só interessam
a arqueólogos e antropólogos... Read
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